O que é Moda Alternativa? E pessoas alternativas?

"Moda Alternativa" ou "Alternative Fashion" é um termo que está tão popularizado e espalhado pelas redes sociais (tumblr, facebook, pinterest, etc) que talvez nem todo mundo tenha plena consciência do que o termo signifique. E eu vivo falando disso pra cá e pra lá! Então, resolvi fazer esse post pra gente falar um pouco do assunto. Vou começar assim:

Toda moda de subcultura é moda alternativa MAS nem toda moda alternativa é moda de subcultura.

e mais:

Em linhas gerais, moda alternativa é
uma moda que é uma alternativa à estética dominante. 

Fatos que também definem a Moda Alternativa: não é funcional, não é prática, não segue tendências, não é modismo. Costuma vir de pequenos empresários independentes, artesãos ou feitas em pequena escala. O fator artístico/criativo é muito importante, assim como a roupa ser usada como uma forma de auto-expressão, fora do que é considerado apropriado ou elegante e desafia a concepção do que é considerado belo.


Uma pessoa pode usar moda alternativa e SER uma pessoa alternativa.
Como? 
Resposta fácil: góticos, punks, headbangers, rockers etc. 
Existe uma linguagem estética visual de comunicação que é parte do código destes grupos. Esses códigos estéticos rompem com os costumes da cultura popular. As subculturas costumam ser associadas à rebelião, juventude e idealismo. O visual "certo" é muito importante para ser aceito nestes grupos, pois carrega os tais elementos simbólicos.

 A garota da imagem apresenta um código de comunicação das vestimentas 
que num julgamento à primeira vista a caracteriza como sendo parte da subcultura gótica. 
Ex: roupas pretas + acessórios + maquiagem + calçado que são símbolos da subcultura em questão.


 
Uma pessoa pode usar moda alternativa e não ser uma pessoa alternativa/subcultural.
Como??
Pessoas "normais" com grande interesse artístico ou por moda, que usam roupas que não são da tendência e nem modismos, tendem a usar looks alternativos à moda dominante. Normalmente são pessoas com estilo próprio e grande senso estético e artístico, que sabem o que gostam e não se importam com a opinião alheia.

As senhoras da imagem a seguir, podem ser consideradas adeptas da moda alternativa mesmo que elas não pertençam à subculturas. Suas roupas apresentam elementos artísticos, 
usam peças não-funcionais (por ex. chapéu de design sem a função de proteger do sol) 
e seus looks demonstram um grande senso estético particular.
 

Moda Alternativa é limitadora?
NUNCA!
Se uma moda é limitadora ou impõe padrões, ela não é alternativa. É mainstream. Simples assim. 

Pessoas alternativas, o que são?
Suuuuper dificil de explicar sem generalizar, mas vou tentar!
- Podem ser membros de uma subcultura (pode durar uma fase ou a vida toda).
- Podem ser pessoas que são parte de uma minoria com hábitos diferenciados (pessoas que praticam nudismo, medicina natural, vegetarianos, pessoas que moram em eco-villages, poligâmicos etc)
- Podem ser pessoas que tem uma filosofia de vida diferenciada do padrão vigente (religiões como amish, indus, hare-krishna, paganismo, etc)
- No geral: pessoas que vivem (vivem mesmo, literalmente!) seus pensamentos e questionamentos fora do padrão: pessoas que são contra o paradigma tradicional.

O conceito de "pessoas alternativas" ou "lifestyle alternativo" é MUITO amplo. Nem é sempre possível julgar à primeira vista quem é quem não é porque nem sempre eles usam uma moda específica, embora na maioria dos casos seus visuais tragam símbolos, ainda que discretos, que indicam suas filosofias de vida.

Como eu sou uma pessoa da área de Moda e sou roqueira (rótulo que não me importo de carregar!) eu decidi estudar e criar um blog focado na relação da moda e das subculturas rock, punk, metal, gótica e japonesas. Sempre que me refiro à pessoas e moda alternativa, tenho o hábito de associar a palavra com as subculturas pelo simples motivo que é o que está perto de mim e me rodeia. Se eu fosse uma pessoa por exemplo, vegana, eco-friendly e que usasse medicina alternativa, com certeza meu blog seria focado nisso, assim como a palavra "alternativa" pra mim seria relacionada ao tal estilo de vida natural.

Então, falar sobre moda alternativa e pessoas alternativas depende muito de qual universo você se refere. 
A única coisa certeira é que elas não pensam, vivem, seguem o "tradicional" em algum segmento de suas vidas.

Continuarei abordando esse tema nos próximos posts. ^^

Acessórios da loja Ideal Shop!

Este post está muito um pouco atrasado. Era pra ele ter saído em começo de junho mas devido à umas questões aí, acabei só resgatando ele dos rascunhos só agora.

Eu sofro MUITO pra comprar acessórios! Lojas normais de bijuteria são uma tragédia porque eu nunca encontro o que gosto. Cintos, alguma coisa pro cabelo encontro na Renner, Marisa ou C&A (às vezes na sessão adolescente/juvenil kkk). Spikes, tachas e companhia limitada compro em lojas de rock/alternativas. Nas lojas de biju tradicionais, só o clássico mesmo, como pérolas e afins. Bolsas... bem, bolsas são um problema à parte, deixa isso pra depois...

A única época que me dou ao luxo de fazer mais compras que o habitual é no mês do meu aniversário, que foi em maio. É o mês do ano que separo pra fazer gastos voltados ao "desejo", os outros meses do ano acabo faço compras mais voltadas à necessidade. Ao longo do ano, estas compras por desejo são bem poucas quando me comparo com as outras mulheres que convivo rsrsrs! Faz tempo que tento ser adepta do consumo consciente e procuro comprar pouco, coisas duráveis, mas principalmente coisas que combinem com o que eu já tenho no armário.

Além de compras de roupas e umas tralhas (objetos) em outras lojas, fiz uma compra de acessórios na loja Ideal Shop. Já fazia um tempo que eu vinha paquerando acessórios de lá. Então resolvi comprar pra poder ver se o preço x qualidade compensa!

O que comprei:


- Tiara de spikes gigantes.
Já tenho 3 tiaras de spike (todas compradas naquelas lojas "de china") além de 1 gargantilha e 1 pulseira que as faço como tiara prendendo-as com grampos na lateral da cabeça escondidos nos cabelos. Esses spikes imensos foram o que me atraíram na compra. 
O material é realmente bom e bem feito, a tiara é bem pesadinha!
Usei: bem pouco, menos que eu gostaria. Chama muito a atenção. Fiquei parecendo a estátua da liberdade! Só falta a tocha! KKKKKK



- 2 pulseiras de plástico roxa/rosa
Essas pulseirinhas tem formato que imitam spikes e o fato de serem roxa e rosa me atraíram pra poder brincar com elas e a cor de meu cabelo. E também pra dar um up no visual já que uso muito preto.
Usei: a rosa quando usei looks total black porque combina com meu cabelo e a roxa com looks total black e quando usei umas saias com detalhes roxos.


ah! olha só elas nesta imagem, como ficam:



- 1 par de grampos com caveira
Adorei os grampinhos e as caveiras são super bem feitas e bem maiores do que imaginei! Eu já tinha tictac de caveira compradas na galeria do rock há muito tempo atrás, mas são de metal. 
O que não gostei é que de longe elas parecem uns "botões" brancos na cabeça, só de perto vê-se que são caveiras.
Usei: pouco. Ainda estranho ter uma coisa grande e branca na cabeça kkkk



-1 presilha de lacinho com olho, tipo a da Kreepsville.
Muito bem feito, se fosse um pouquinho mais barata eu comprava o par, mas uma sozinha já é suficiente pra meus cabelos curtos. E como não sou de usar maria chiquinhas e talz, até o momento uma só tem sido o ideal.
Usei: pouco. Tive um pouco de dificuldade de usá-las pelo comprimento do cabelo, que é curto e não dá pra fazer muitos penteados, aí penteio de lado prendo o cabelo com ela.



Conclusão:
Achei que os acessórios são de ótima qualidade, melhor até do que alguns semelhantes que já comprei em lojas de bijus e de departamento! É tudo muito bem feitinho e talvez isso justifique o preço de cada um deles. Se depender de mim, por eles serem de plástico, eles duram uma década sossegadamente (eu ainda tenho e uso acessórios que comprei há pelo menos 15 anos atrás!). Então, preço x qualidade x durabilidade aparentemente vai compensar.

O que não curti: não sei quem são os fabricantes dos acessórios. 
Como podem reparar nas fotos, a Ideal manda os acessórios num saquinho simples, não vem escrito num papel ou na embalagem o fabricante e eu acho isso muito errado, mesmo que seja "made in china" temos o direito de saber de onde vem o que compramos, mas nem isso tem escrito! Se é uma marca nacional que fabrica, se é a própria Ideal Shop, se é uma loja estrangeira, eu gostaria de saber! Deveria vir com a origem/fabricante!

Mas em todo caso, pretendo comprar mais acessórios lá sim, porque como eu descrevi acima, gostei da qualidade. Então já deixo a loja como dica. ^^

Bjs nas caveirinhas das leitoras!

* este não é um publipost.

Achados (mesmo!) na esquizofrênica e bipolar moda das lojas de departamento.

Não sei se outras leitoras sentem o mesmo, mas embora a moda mainstream tenha cooptado muito da moda alternativa subcultural, parece estar bem mais difícil que o normal eu achar peças do meu gosto em lojas de departamento.

*Já que vivemos numa era de "politicamente correto", já peço desculpas à quem se sentir incomodado pela comparação da Moda com a esquizofrenia e bipolaridade, mas ao longo do post entendedores entenderão.

Dentre outros tipos de lojas, ao longo da minha vida consumi muita coisa de lojas de departamento. O que eu mais aproveitava mesmo era da compra de peças pretas simples ou de peças intermediárias entre o básico e o fashion (aquelas blusas com renda, uma estampa legal, nada MUITO da modinha).

Só que de uns tempos pra cá, uma coisa que tem me decepcionado é a forma doida, maluca, fora do normal em que eles estão comercializando tendências!

Porque vocês sabem, tendência é algo que "tende". Tende a dar certo ou tende a não dar. E nunca se sabe exatamente qual das tendências vai realmente pegar. Isso depende de vários fatores.
Pode acontecer de uma tendência não pegar de primeira, o empresário ter produzido 10 mil peças daquilo e aí pra ele não ter prejú, ele paga marketeiros pra te forçar a achar aquela peça "must have", mantém ela no catálogo por 3, 4 estações até que você passa a pensar: "é... até que é legal, vou comprar".

Se antes as lojas de departamento vendiam algumas tendências bem específicas e coesas, hoje elas jogam 7, 8 tendências completamente diferentes (e aleatórias) dentro da lojas e logo ao entrar:
1. Tenho um choque devido à poluição visual - é gótico do lado de animal print do lado de étnico do lado de grunge do lado de moderninha do lado de senhora executiva que usa tons pastel.

2. Aí vem a esquizofrenia e a bipolaridade: me fecho em mim mesma, com o olhar perdido, indiferente. Tenho alucinações e delírios com aquela discrepância absurda de estilos. Começo a pensar que existe um complô diabólico das lojas de departamento com o propósito de me machucar, rir da minha cara, me perseguir, convencendo-me que sou uma imbecil que deve consumir naquelas lojas que sofrem de bipolaridade e que na verdade sou eu quem tenho um transtorno de personalidade e não as roupas da loja.

3. Ok que vendem caveira; ok que vendem grunge. Mas já repararam como são as peças?? Caveiras em blusas brancas, rosa, creminho, azul bebê...
Aí você uma malha incrível, toda navalhada, bem 90s e quando olha ela de frente tem uma estampa com uma frase  tipo: "I like grunge boys". Ah, sério?? Será que não podem vender uma blusa navalhada SEM estampa?? Só o fato de ser navalhada já é chamativo o suficiente!
Quem se importa se a usuária da blusa gosta de garotos grunges?? Existem garotos grunges ainda? *perdida na geração atual*

4. Tchã-rã! Você encontra uma blusa preta, com renda! Aleluia, Aleluuuiaa! Mas aí, olha atrás e tem um p**a detalhe ri-dí-cu-lo, nada-a-ver... chora...

Eu não sei se vocês entendem, mas tem acontecido comigo essa falta absurda de encontrar peças realmente atemporais, sem a necessidade de ter uma estampa ou uma frase adolescente, ou ainda de encontrar caveiras em peças pretas. É bem verdade que estas lojas vendem tantos estilos distintos pra atrair um público variado, atiram pra todos os lados. No momento eu não me sinto o público destas lojas, embora eu sempre tenha sido.

Já faz mais de 2 meses que fiz minhas últimas compras em lojas deste tipo. Calhou de ser na Renner (que é a loja de departamentos onde acho peças mais minha cara) e calhou de ser coleção de inverno, uma estação que vendem mais peças pretas - verão é uma época que quase não compro roupa, porque né... Em setembro já tão vendendo verão, a seguir festa natalina e logo a seguir roupa branca ano novo e depois verão biquini-maiô-cores vibrantes...

Pôxa, na época que a moda alternativa não estava bombando na moda mainstream, por mais incrível que pareça era mais fácil eu achar peças pretas com cara de rock/alternativo/caveiras nestas lojas... quem entende? Talvez porque ainda era o estereótipo que imperava (uma vantagem de estereoritiparem os alternativos).

Ô vida dificil essa de insistir ser adepta de pretinhos básicos!

Meus achados - literalmente porque achar é a grande questão! - na Renner 2 meses atrás: Blusa preta de esqueleto (que refere à capa do álbum in utero do Nirvana)


tricô com mangas de morcego...


e tricô com caveirinhas e barquinhos... já vestida! É a minha preferida, já usei muuuitooo!


Vontade de consumir existe, só não existe o produto...
Bjs nos esqueletos de vocês!

O estilo "hipster-goth" de Ash Costello

Embora eu seja ouvinte de longa data de all female bands e de bandas com vocalistas mulheres, não são todas que caem no meu gosto. A New Years Day não é das minhas preferidas, eles fazem aquele rock pesado americano que se encaixa no "rebelde aceitável" que inclui às vezes letras românticas e uma rebeldia engessada. Portanto nunca me liguei muito na banda, mas um dia destes caí numa foto da vocalista numa roupa incrível num evento e aí fui dar uma investigada no estilo da Ash Costello

Essa é a roupa que me apaixonei:



Ela tem um jeitinho bem geração Millennials: usa muita maquiagem, olhos e sobrancelhas bem marcados; cabelos longos coloridos, metade preta e metade vermelho - que achei super legal - e tem bastante pose.  

 


E também tem algo bem valorizado na geração alternativa atual: a beleza. Sim, porque as garotas do rock da geração Baby Boomer ou X não se focavam tanto em serem belas embora isso pudesse ocorrer, não era o foco!
O estilo dela também é a cara da nova geração, mesmo cantando numa banda de rock, ela usa bastante referência gótica e hispter, numa espécie de "hipster goth". Coroa de flores, tiara de spikes, lita inspired, chapéus...


Pelo que li sobre ela, começou a ganhar destaque com sua banda no MySpace (o orkut dos gringos rsrs) o que de certa forma a torna uma scene girl, ou seja, uma pessoa que adquiriu fama através da tal rede social.

Ash aparenta estar super atualizada com as tendências da moda alternativa...

No palco saias (godê de vinil foi tendência no exterior que não chegou aqui) e sombrinha de renda nos bastidores.


O vestido da Hot Topic da coleção Malévola e sainha xadrez.

*Se alguém aí for fã da banda e quiser complementar algo interessante fique à vontade, eu realmente só julguei o estilo dela e as músicas que ouvi, de primeira não me identifiquei 100%.

Look: Stooge + seja você mesma! (be yorself!)

E aí? Vocês estão curtindo o friozinho que tem feito ultimamente?
Nos meus dias fora da web (comentei aqui sobre isso), peguei uns dias de temperaturas bem agradáveis!  Dias de sol mas com sombras frescas e até mesmo lindos dias nublados, fiz muitos passeios com o tempo extra que me sobrou sem internet. O mais legal de tudo é que eu tive ótimos momentos de autoestima e usei as roupas que eu quis sem me importar com os outros me encarando. Não sei se já abordei aqui mas eu passei alguns dos últimos anos me vestindo mais "normal", tanto pra evitar olhares quanto por cobranças por causa da idade. Apelei pra um estilo mais retrô que é super socialmente mais aceitável! Mas eu estava ficando infeliz e não sabia exatamente o porquê, até que eu me dei conta que eu sentia muita falta de usar as roupas que eu realmente queria, meus pretos básicos, meus spikes e não estar nem aí pros outros. Não estar nem aí por estar "produzida demais pra essa hora do dia ou pra esse lugar".
O que vale mesmo é eu estar bem na minha pele e no meu estilo. Isso não tem preço!

Aproveito o post pra avisar que estou super atrasada na leitura de meus blogs seguidores e de amigas virtuais, mas aguardem que eu vou botar a leitura em dia assim que der ^^

Vestido e Touca: Stooge
Presilha mão de caveira: Sweet Style
Meia calça: Le Café Shop
Bolero de tricô: Renner
Gargantilha, pulseira, cinto de elástico, meia 5/8 e Lita inspired de marcas aleatórias e acervo pessoal de alguns anos (especialmente a gargantilha que tenho desde que era adolescente).


>> Translation <<
So, how are you doing? We are in winter here in Brazil and it has done a few cold days and pleasant temperatures. Cold sunny days and even beautiful cloudy days. I did some small tours with the extra time I spent out of internet. The coolest thing is that I had great moments of self-esteem and wore the clothes I wanted without caring about others staring at me. I do not know if I've discussed here before but I spent the last few years wearing more "normal" clothes to to avoid the looks of strangers and because I´m not a teen anymore, so people says I should dress "as my age". I appealed to wear a more retro style that is super socially acceptable! But I was getting unhappy and didn´t know exactly why, until I realized that I miss wearing the clothes I really wanted, my basic blacks, my spikes and not caring about what the others thinks of me!
Cap and dress: Stooge store
Skull hand clip: Sweet Style shop
Tights: Le Café Shop
Bolero: Renner (brazilian department store)
Choker, bracelet, elastic belt, 5/8 socks and Lita inspired from random brands and personal collection of a few years (especially the necklace I've had since I was a teenager).

Quando as referências se tornam necessárias

De vez em quando eu preciso de referências. Pode ser naqueles momentos que estou meio desanimada ou quando faço algo fora da minha zona de conforto ou uma escolha meio contra a maré.
Durante minha vida, tive todo tipo de referências, a maior parte delas foi de garotas/mulheres rockeiras e de bandas. As garotas punks me fizeram amar xadrez e spikes; a personagem Nancy Downs da Fairuza Balk (Jovens Bruxas) me fez curtir misturar elementos da moda rock com um toque mais gótico, além dela, personagens rockeiras e góticas de filmes aleatórios sempre davam uma inspiração; Amy Lee me inspirou nas saias volumosas e corselets; Doro Pesch é uma referência pra um estilo Metal atemporal; quando comecei a inserir elementos retrôs no meu look eu sempre buscava estéticas em catálogos de lojas estrangeiras e assim vai... De uns 3 anos pra cá uma ou outra blogueira gringa tem estilos pessoais que me inspiram. Só inspiram mesmo porque não tem como ter roupas iguais às delas tanto porque não tenho acesso quanto porque eu não conseguiria usar exatamente igual.

Em novembro do ano passado me deu uma sede absurda de mudança. Em mim, essas sedes aparecem quando estou insatisfeita com minha aparência ou quando algo muda dentro de mim, então normalmente eu reflito essas mudanças ou no estilo ou nos cabelos. Meu estilo estava bem, então a mudança acabou indo pros cabelos. Cortei um pouco e depois, em janeiro cortei o resto: no ombro, e a seguir tingi de cor fantasia.

O "problema" maior é que na cena alternativa atual geral, parece que todo mundo que é estiloso e inspirador tem cabelos longos. Faz multi penteados, usa adereços, acessórios... Ou então abusa das maravilhosas longas perucas coloridas! Só que eu tava cansada de ter um cabelo comprido só porque era legal ter...
E aí eu toda feliz por ter mudado os cabelos pra um comprimento que há anos não usava, comecei a sentir falta de outras meninas/mulheres alternativas que saíssem um pouco desse lugar comum que são os cabelos longos. Eu tenho uma certa fobia de normalidade. Quando algo é muito comum, acho um pouco sem graça e cabelo é algo que define muito uma pessoa. Eu fui ruiva por quase 10 anos, tenho saudades da cor, mas sabe quando você sai na rua e vê 20 meninas num dia só com tons de ruivo... então... pra quê ser mais uma na multidão?? É chato, é tedioso!

E eu não sou aquele tipo de pessoa criativa pra inventar penteados. Então, comecei a vasculhar a web em busca de penteados pra cabelos curtos e de pessoas que pudessem me inspirar. E me surpreendi com algumas descobertas como a da Giuliana Rancic, que eu sempre via como uma jornalista super lady com aqueles cabelões, cortou tão curto quantos os meus. Achei muito ousado porque ela era uma "princesa" com aqueles cabelões e de repente virou uma mulher sofisticada com os cabelos curtos. Eu gosto dos cabelos da Hayley Williams mas eles mudam tanto de corte que eu não consigo acompanhar! Fora que são cortes tão modernos que é super complicado achar cabeleireiro que saiba fazer semelhante.

Mas aí, tem a Kelly Osbourne... eu que já curtia ela desde quando ela passou a deixar os cabelos cor de lavanda, e meses atrás, dei de cara com ela com cabelos curtinhos no Fashion Police!


só que antes estavam longos e lindos assim...



No momento ela tá com um moicano moderno e - vou contar uma coisa - eu sempre quis ter um moicano mas nunca tive coragem! E esse corte da Kelly tá tão lindo que eu até pensaria em fazer algo semelhante, mas cadê a ozadia da Sana??


No mundo bloguístico alternativo nacional e internacional, as cabeludas dominam e fiquei muito feliz quando a Melina Beraldo [aqui e aqui] e a Moclath [aqui] também cortaram os delas curtos! Ganhei mais duas referências, são mais duas meninas que estão saindo do habitual cada uma pelos seus motivos.

O meu medo agora é o crescimento. Sim... porque tem uma certa altura de cabelo, mais ou menos entre o ombro e a metade do braço que acho suuuuuuper complicada! Lembro que sempre que meu cabelo chegava neste comprimento eu cortava mais curto porque não aguentava. Só consegui deixar ele crescer além desse comprimento uma vez na vida, que foi esta última, quando ele chegou na cintura... enfim... coragem agora pra encarar o crescimento! E lá vou eu buscar referências de meninas que tem o comprimento médio pra me inspirar... e não é que a Kelly também serve neste caso? Olhem só que corte incrível no cabelo médio: 


E vocês, sentem necessidade de ter alguma referência estética? ;-)

Tinta no Cabelo: Minha experiência com Candy Color!

Meses atrás, quando tingi o cabelo de roxo/fúcsia/rosa, expliquei aqui neste post o porquê da escolha da Candy Color. Hoje vou dar meu parecer sobre a tinta, que pode auxiliar quem também está procurando mais informações sobre a marca e a durabilidade de suas cores.

Eu tingi o cabelo com a cor Sweet Grape em fevereiro. Quando a gente compra a tinta, recebe um papel com todas as informações, inclusive qual tom de loiro deve estar seu cabelo pra cor pegar direitinho. É preciso deixar claro que o que pode estragar o cabelo é a descoloração, já que a Candy Color é apenas um gel com pigmento. Então, sugiro muito cuidado na descoloração! Eu passei em torno de 2 meses tirando o ruivo alaranjado de meu cabelo e passando pro loiro
Passei a cor pura (sem misturar o gel com creme de cabelo) direto nos fios e o resultado foi a cor idêntica à cor da Sweet Grape no catálogo:


Agora vamos ao que interessa: a durabilidade!
Essa cor roxa, durou aproximadamente 3 semanas e foi mudando pra um rosa BEM vibrante! E esse rosa vibrante minhas queridas... vai looooooonge! Eu não sei dizer ao certo quanto tempo exatamente esse rosa durou até o desbotamento (quando o cabelo volta a ficar loiro), mas creio que foi em torno de mais 3 semanas. Então, se você curtir - como eu - o tom rosa vibrante da base, você fica sossegada uns 2 meses sem precisar retocar. Claro que tudo depende do estado de seu cabelo, da porosidade, da hidratação, etc... pode durar um pouco mais em um cabelo, um pouco menos em outro.

Fotos: o Sweet Grape e o cabelo já em processo de desbotamento, num rosa vibrante.

Sabe aquela preguiça master de parar tudo e tingir o cabelo? Então, quando o cabelo chegava no ponto de desbotamento de aparecer os fios loiros novamente, ao invés de eu tingir tudo de novo, eu misturava a tinta com creme de cabelo e deixava agindo tipo 1h + - e aí voltava um tom mais claro da Sweet Grape.


A Candy Color é um pigmento e não uma tinta, por isso, sai com lavagens. Assim, o cabelo volta aos poucos à base loira descolorida.

Já acostumada com o rosa, quis manter o tom. Assim, logo depois usei o Royal Pink  e quando esta desbotou, o Magic Pink.


A seguir, tentei Magic Pink com o mix (o mix serve pra diluir as cores, deixar pastel, sem fazer com que a tinta perca fixação e durabilidade), queria um rosa menos forte, mais "apastelado" que de cara não ficou pastel, mas ficou num tom diferente, menos vibrante e quando desbotou achei que ficou bem próximo de um pastel. 
Ainda não consegui fazer um tom pastel bem clarinho, acredito que seja porque meu cabelo não está descolorido no nível platinado. Mas de qualquer forma, a experiência foi válida! Ainda prefiro quando a cor fica forte e vibrante, acho que combina mais com minha personalidade! Porém, achei que a tonalidade menos vibrante fica mais elegante, glamouroso, se é que me entendem rsrs!!



Outra coisa que vale a pena dizer é que como a tinta é uma base em gel, não escorre tanto na hora de pintar e rende muito!! Ok que meu cabelo tá curto, mas de fevereiro até agora, mesmo eu repassando a tinta várias vezes, nenhum dos potes de 130ml acabou! 

Eu estou gostando tanto de ser colorida que já tenho novas cores pra passar no cabelo: Blueberry e Chrome Orange! Mas vou manter os tons rosados. Será uma combinação de várias as cores, só estou pensando qual vai ser a distribuição delas nos fios!


>> Translation <<
This post is about my experience with a brazilian brand of fantasy hair dye, Candy Color.

Look: Black Rose

Há uns tempos atrás, [neste post] comentei sobre minha dificuldade de lidar com saias longas. Mas li sugestões nos comentários e usei a saia mais umas duas vezes e aos poucos comecei a pegar jeito.

Quando fui escolher uma peça de uma nova loja alternativa nacional, a Rosenrot, foi o vestido longo e medieval que de cara atraiu minha atenção. Por diversos motivos: tinha curiosidade ver o caimento de um vestido longo em malha com recortes interessantes; por ser de inspiração medieval, dá pra brincar bastante em cima do tema e o terceiro motivo é que é um pretinho básico, algo que adoro ter no meu armário! 

O vestido vem com um cinto, mas sinceramente, em mim, que sou magrelinha, parece que salientou minha esqueletice. Gostei mais de usar sem o cinto, porque aí o vestido cai mais soltinho. E como podem ver, o caimento é lindo! Mais uma marca nacional que tá fazendo um trabalho muito bom de modelagem. Eu adorei o recorte quadrado do decote que cai num V e os studs ao redor, os recortes da lateral da peça são fundamentais pra que seja formada a curva da cintura e a amplidão da saia.

Tirei foto com cinto e sem cinto. E acho que o look também ficou com uma cara meio bruxinha! Adorei!
Chapéu: Miniminou.


 >>> Translation <<<
This is a look with a medieval-inspired dress from a new brazilian alternative store called Rosenrot. This dress caught my attention for several reasons: I was curious to see the fit in the body; the fact that I can play a lot witth the medieval inspiration, and the third reason is that it is a little black dress, fundamental piece in my closet!
The dress comes with a belt, but honestly, for the super skinny me, it doesn't look that good, I prefered to use without the belt, because the dress falls more fluid. And as you can see, the trim is gorgeous! I love the square cut neckline that falls into a V and the studs around the it ...I took photos with and without belt. The Look ended up with a "witchy" air. I Loved it!
Hat: Miniminou.