Projeto Alternativa para Todos: Porque nem todo mundo precisa ser igual! (5 Looks!)

Este mês comecei a fazer parte de um grupo chamado Blogueiras S/A, que tem a intenção de unir blogueiras alternativas e fazer postagens coletivas. A descrição do grupo também fala: "mesmo com quilômetros de distância uma das outras, constituírmos laços e com eles, trocamos ideias e fazemos nascer projetos legais e uma interação plena e saudável!"

Eu achei a ideia muito legal porque eu andava me sentindo solitária desde que voltei com o Diva, que é um blog que não tem a intenção de ser top ou comercial, nem luxo nem lixo, variar conforme minhas fases e tava me sentindo meio perdida, desenturmada. Mas aí que eu comecei a seguir os blogs destas meninas - que super variam de idade e localização, que dá pra conviver com perfis variados desde Brasiuzão. O que todas temos em comum é justamente sermos alternativas cada uma com sua história de vida. Eu acredito que nesta blogsfera que cada vez mais ganha ares de exibicionismo e elitismo nós, alternativas de essência, somos a diferença porque mesmo que sigamos o fluxo, mantemos nosso foco em nosso nicho e mantemos nossos próprios estilos de blogs e personalidade.

Então, hoje vou postar sobre minha primeira missão no Blogueiras S/A, o "Projeto Alternativa para todos: Porque nem todo mundo precisa ser igual". Esta é a descrição:

"Todo mundo tem a imagem clichê sobre o estilo Alternativo, que todo mundo anda como se estivesse em um clipe eterno da década de 1980/1990. Mas não é bem assim,nem todo mundo é igual! Temos Alternativas na casa dos quinze anos, que já passaram dos 20, que já possuem quase trinta,que são mães, advogadas, professoras e até mesmo rato de escritório que trabalha de terninho e tudo! Cada fase é uma fase, cada personalidade é singular.
O intuito do projeto é mostrar um look, a cada final de semana deste mês de Agosto, para que nossos leitores e até mesmo os membros deste grupo, vejam a beleza em cada detalhe diferente. Para quem não puder postar todo final de semana, fica para postar uma coletânea de looks do mês no dia 30 ou 31 de Agosto!"

Bom, eu entrei pro grupo depois que algumas meninas já tinham postado o primeiro look, e demorei uns dias pra captar toda a dinâmica e tirar dúvidas pra entender como tudo funciona!

Como a descrição desse projeto fala de diversidade e da habilidade das alternativas de adequarem seus looks à fases da vida e situações, mas ao mesmo tempo mostrando seu estilo pessoal, pra este post, resolvi resgatar algumas fotos dos meus arquivos. Isto porque, interpretei o projeto como uma chance de mostrar looks pra situações diversas.

Eu imagino que cada um veja a Moda de um jeito. A moda pra mim, começou como auto expressão. Mas depois, na faculdade, comecei com os estudos históricos e sociológicos e passei a entendê-la de forma mais profunda, a moda tem uma importância absurda na sociedade. Fora que a gente pode brincar muito com as roupas, criar personagens ou fortalecer nossa personalidade. E ela não precisa ser levada à sério sempre! Moda é uma forma de se mostrar ao mundo através de seu estilo pessoal, se você é diversa, tem seus momentos, sua moda pessoal acompanha isso. Então, eu acabo montando looks de acordo com meu humor, desde bem alternativões, looks mais fashion, tem os mais "propositais" (pra causar mesmo!) e os casuais simplórios.

O Projeto sugere um look pra cada fim de semana do mês, o que resulta em 5 looks que separei assim:

- Look 1: "Hipster Goth"!
Este é bem recente (de julho), é uma mistureba de elementos, desde blusa de loja heavy metal, passando por saia volumosa que fiz de um lenço com estampa de cruz comprado em loja "de china" e chapéu + meias + botas que dão toque hipster. É um look de inverno, de dia friozinho, só falta a jaquetinha por cima. Usado para passear. Se eu trocar a bota por um all star, sapatilha ou creeper eu uso ele na rua pra andar pra lá e pra cá sossegadona.  
A foto saiu bem ruim porque foi tirada à noite com uma máquina de pobhre amadora.




- Look 2: "Hard Rock Star"!
Foto do ano passado. Esse é um look que eu o classificaria como "sexy" (embora eu me considere "zero" sexy porque sou uma lady-moleca) e vai pra um show de bandas underground/rock/metal em algum bar ou ambiente fechado. O top em vinil fui eu quem fiz inspirado num da Doro Pesch. Vinil é plástico e esquenta, por isso mesmo fiz ele bem peladinho, pra ser usado em uma noite amena, porque no verão não rola. Sendo o vinil já super chamativo, por ter brilho, studs e amarração, a saia da Dark Fashion seria o elemento neutro, o fato da saia ter navalhados e assimetria também é algo que dá uma sensualizada junto com a meia arrastão. A sandalinha Melissa com lacinho de caveira e salto indica que eu quero ficar sentada e não em pé kkkkk!! Já a tiarinha de spikes comprei em loja "de china" e paguei míseros R$2,00. Como o look já é bem chamativo, não necessita de tantos acessórios, aí foi só a pulseira de  spikes de plástico.


- Look 3: "Pin-uplicious"!
Look do verão, se não me engano março. Adoro vestir saia lápis no verão é uma delícia, aí apelo pra uma inspiração mais retrô! A sainha feita por mim (se eu usar ela mais pra baixo fica na altura do joelho) + umas pulseirinhas pérolas + pulseira de spike azul antiga + corsage no cabelo.
Bem, esse é tipo de look confortável pra passeio que trocando o salto por uma sapatilha ou sapato baixo e trocando o corsage por um acessório de cabelo mais discreto eu uso no dia a dia e trabalho (é bem ao estilo deste).



- Look 4: "Metau, nada mau!"
De novo a blusinha da Black Frost kkkkk! Essa blusinha já anda sozinha! Eu não sei se vocês notaram comparando as duas fotos, mas eu dei uma modificada nela recentemente, uma coisa muito simples, quero mostrar isso em um post específico!
Olha, eu não estou na vibe de sair cas bunda de fora numa legging. Mas já fiz muuuuuito disso quando nova e quando ia na academia. Mas agora não me sinto tão confortável pra usá-las sozinhas. Por conta disso, uma das formas que encontrei de usar legging com blusinhas mais curtas, foi fazer sainha de renda pra usar por cima (eu sou a louca das renda). Essa no caso é uma sainha normal, com elástico na cintura, mas eu prendo alfinetes de segurança em locais específicos pra dar uma franzida. A tiara é aquela dos dois reals.
Foto do ano passado.



- Look 5: "Casual é legal, só chateia porque é normal"!
Esse é o tipo de look normal/casual bem recente (uns 2 meses atrás), blusa básica com renda + saia feita por mim + bolero + meia calça lã + bota. De acessório, presilha e pulseira que mostrei aqui. Inverno, dependendo da cidade que estou (tenho duas moradias, uma no sudeste outra no sul), troco a meia calça por meia 3/4 e algum calçado fechado (como mostrei aqui). Tirando a meia calça e o bolero deste look e colocando um calçado sem salto, se torna um look de verão. 
Este look é básico porque é do tipo que uso pra fazer uma compra rápida e perto. Tipo ir na farmácia + empório + padaria na avenida do bairro e pronto! Não precisa maquiagem e altas produções. Este calçado da foto não é o tipo que eu saio andando pela rua loucamente, ele exige um andar mais deliberado e na rua mesmo só consigo andar com ele por no máximo meia hora. Mas se eu for num shopping ou num lugar com um chão mais reto e liso eu consigo ficar com ele mais tempo.
Basicão assim, o look fica o dia todo circulando pra lá e pra cá, ir no banco, passar no mercado, na loja de aviamentos, xeretar lojas de rua... É o tipo de opção de roupa que ando na rua despercebida, naqueles dias que a gente tá bem antissocial e quer ser invisível.



Espero que tenham conhecido um pouco mais do meu estilo e não esqueçam de visitar os outros blogs participantes do Projeto!! 

Aliás quero parabenizar as participantes que como sempre capricharam nos looks e na descrição de seus estilos pessoais!

 
Blogs Participantes do Projeto Alternativa para Todos até o presente momento 
(atualizarei a lista depois que todos as participantes tiverem postado):
Eccentric Beauty
Nox et Lux

Look: Black and Lace

Semana passada fiquei feliz porque consegui tirar fotos de 3 looks! Como não tiro foto sempre e não posto todo dia, os looks que posto aqui acabam sendo de vários dias e até meses atrás, porque tendo a tirar foto mais aos fins de semana que são os dias que passeio ou vou encontrar amigos e me ajeito mais. E o fato de eu só postar no blog quando tô a fim, aumenta mais ainda esse delay tempo-look. Aliás, tenho looks do primeiro semestre do ano que não postei até hoje! 

O foco do blog não é look do dia, quando posto looks aqui, a intenção é ter um registro de meus looks pro futuro, pois hoje fico triste pacas de não ter registros fotográficos de looks meus de anos atrás. 

E não tem graça tirar fotos e deixar guardada se o look nos agradou né? Deixemos as fotos lindas e profissionais pra quem tem blog comercial. Eu gosto muito o conceito do amador, do DIY, do underground. Tem gente que não curte tanto, prefere mais glamour. Eu sou mais crua, mais do meu canto, da privacidade, um pouco nem aí e já passei da fase de me comparar com os outros. Graças à vários traumas que superei justamente por cobrança, críticas pessoais e comparação, hoje sei que a pessoa que eu tenho que agradar sou eu mesma. E se eu tenho esse espaço pra me comunicar, que ele seja repleto de coisas que me agradam!

No último mês, eu tinha tingido meu cabelo de roxo, a cor Blueberry da Candy Color, mas não sei... não curti! Não fiquei boa de cabelo roxo como eu imaginei que ficaria! Como o fixador da marca é forte, por mais que eu lavasse, tava super demorando pra sair. Daí passei o mês todo meio insatisfeita com a cor e se não me engano só fotografei look 2 vezes e de chapéu!
Daí semana passada descolori pra tirar um pouco do roxo e fiz uma mistureba de cores (royal pink + magic pink + sweet grape + umas gotas de blueberry) tudo à zóio e deu a cor que deu! Ainda tem umas mechas roxas que não estão me incomodando. Já me acostumei com o cabelo rosa, então agora estou satisfeita com o cabelo novamente e até me empolguei pra tirar fotos!

Esse look é bem simples: blusinha preta básica (acho que é da Pernambucanas, cortei a etiqueta porque me incomodava), uma de minhas preferidas! E sainha mullet com renda da Dark Fashion
A meia é da Le Café, ela dá um pouco de diferenciação no look e é apropriada pros dias amenos que tem feito. 

 

De acessórios: colar da Marisa com estrelinhas pretas, pulseiras de sempre 
e uma tiara com uma florzinha de renda.


Essa Melissa é minha preferida das de salto, como é anabela é mega confortável e eu fico umas 6 horas com ela nos pés sem me incomodar! Eu tenho há anos e uso muito!!



Como eu tinha tirado fotos da saia pra um possível review no MdS, aproveito e posto elas aqui*, dá pra ver melhor os detalhes e o legal, é que a Dark Fashion agora manda um papel ensinando como cuidar das peças! Eu acho que essa saia vai ser das que mais vou usar no verão que tá chegando porque além de soltinha e confortável, ela é preta e com renda, o tipo de peça que combina com todos os meus tops/blusas!
 

Não garanto que postarei os outros looks à seguir porque eu realmente acabo postando os assuntos de acordo com meu humor e inspiração. Mas dia 30 agora publicarei looks de um Projeto de blogagem coletiva que estou fazendo parte, acho que vai ser legal! =D
Bjs nas caveiras!

* não é um publipost, o Diva Alternativa não tem parceria com nenhuma loja. As fotos da saia foram sim tiradas para um review em outro blog e foram usadas aqui apenas pra ilustrar detalhes. ^^

O fim de uma era de minha vida virtual-social!

No dia 30 de setembro, o orkut sai do ar. Pelo que entendi, suas comunidades continuarão online como arquivo. Nossos scraps e fotos irão pro google + com ajuda do GoogleTakeout.

Eu entrei no orkut em 2004, quando pra entrar lá precisava ser convidado. Eu fui convidada por uma amiga do Yahoo Groups, porque na época era em fóruns tipo Yahoo que a gente fazia amizade e se comunicava com pessoas do mesmo gosto que a gente.
O orkut em pouco tempo se tornou o point dos brasileiros, num dado momento, acho que em 2006 eu fiz uma conta no Myspace pra acompanhar as bandas que eu curtia. Porque o Myspace era o Orkut dos gringos. Daí acabei também seguindo perfis de lojas e de modelos alternativas. Uma das coisas memoráveis do Myspace era eu reencontrar artistas e bandas dos anos 80. Naquela época o revival do metal oitentista tava começando a dar as caras. Uma coisa que vi enquanto acontecia foi o nascimento da subcultura scene, que nasceu lá! Selfie pra eles era de praxe, numa época que ainda pouco se falava em selfies.

Esta foi minha foto do perfil do orkut por muuuuitos anos!

Eu fiz minha conta no Facebook em 2008. Também só entrava com convite. Quem me adicionou lá foi um amigo meu do fã clube da Doro. O Face na época era tão simples que eu achava super tosko porque não tinha nada! kkkk Lembro de entrar lá pelo mesmo motivo do Myspace: acompanhar ou poucos ainda na época, perfis de bandas e um ou outro amigo brasileiro.

O grande lance do orkut eram as comunidades! E até hoje considero seu formato de fórum muuuito melhor que o do face! Em forma de listagem, era bem mais fácil achar e organizar tópicos. Não era como no face que os tópicos vão sumindo e depois pra achá-los, às vezes, nem a busca resolve... 

Bom, eu não consigo falar mal do orkut! Ele trouxe tanta gente boa pra minha vida!! 
A maioria absoluta dos amigos virtuais que tenho hoje, conheci lá! Nas comunidades onde encontrávamos pessoas com gosto em comum! Pra vocês terem ideia, conheci a Nívia da Dark Fashion quando ela ainda nem tinha lançado a marca!! A gente conversava sobre moda dark e mercado alternativo num grupo... nossa como o tempo passa! A fase do corset também é inesquecível! Vi as primeiras marcas alternativas surgirem e toda a onda que se criou em torno da peça. Aprendi sobre moda Lolita na comunidade delas, e os debates intelectuais sobre a subcultura gótica na comu do Henrique Kipper?? Até meu primeiro contato com os Picnics Vitorianos... também conheci a Giovana do This is My World no orkut, embora já acompanhasse a lojinha dela (Dark Sorrow) através de meu Fotolog (outra rede social relíquia que conheci muita gente!)

Uma das coisas que eu amava era a comu da Doro, foi das primeiras que entrei! Pela primeira vez na vida eu encontrava fãs malucos como eu!!! Ela ainda era meio desconhecida, o grupo se tornou unido porque fãs dela também eram raros.


E outra coisa que me fazia extremamente feliz é que eu sou fã de female bands e a comu "Female Metal 80s" era uma das minhas preciosidades! Tinha pouquíssimos membros e era lá que a gente trocava informação e raridades em MP3 de bandas oitentistas com vocais femininos ou all-female!! 


Eu estava na faculdade quanto entrei no orkut e eu já brincava com a Moda e foi pro orkut que fiz minhas primeiras sessões de fotos montadas! Em 2005 a gente comprou uma máquina digital, foi a época das minhas primeiras selfies! Eu me divertia naquela coisa de programar a máquina no automático e posar com as roupas que eu fazia pra mim nas horas vagas. Servia como um trabalho de portifolio também! Já que entre 2006 e 2009 eu tanto fazia roupas pra vender como fui estilista de uma marca alternativa e toda roupa que eu fazia uma versão pra mim eu fotografava!

Selfie de algum ano há muuuuito tempo atrás!! (acho que 2006)

Claro que já existiam as meninas "celebridades" e "capas de comunidade". Elas também faziam esse esquema de se fotografarem com looks montados. 
Só que essa coisa de "vida ostentação" não era tão forte! Porque só seus amigos viam suas fotos e mesmo que fossem públicas as pessoas precisavam cair no seu perfil de alguma forma ou um dia dar na telha de clicar no seu perfil e ver se você tinha colocado mais fotos. As fotos não caiam automáticamente numa "timeline" atraindo de imediato a atenção dos mil amigos.

Pra mim, a decadência orkutiana começou quando o layout mudou. Ficou chato de mexer, ficou horrível de ver as fotos. Foi uma tentativa de juntar twitter com facebook, mas não deu certo! O orkut era tão único e perdeu rapidamente sua identidade.

O lado bom é que as comunidade ainda ficarão no ar pra consultas, como história mesmo, mas não mais ficarão ativas. De certa forma serve como memória. Meu outro blog, o Moda de Subculturas nasceu de uma comunidade no orkut chamada "Subculturas e Estilo" que criei em 2006! Em 2008 refiz a comu porque ela tinha sido hackeada (lembram destas rebeldias?). Era um grupo com uma participação super legal e em 2009 decidi transformar a comu em blog pra pegar um povo que tava saindo do orkut porque estavam de saco cheio da futilidade daquela rede social. Sério! Eles achavam o orkut fútil!! KKKKKKK



E vocês, tinham orkut? Sentirão falta ou nostalgia?

A Diva não sou eu! Somos todas nós =D

Estes dias eu tava aqui mexendo no blog e pensei se o nome Diva Alternativa, hoje em dia não provoca alguma estranheza ou as pessoas pensam que sou tão egocêntrica que me auto intitulo como tal! Kkkk
Na verdade o blog é de janeiro de 2010, criei três meses depois do MdS porque queria postar umas coisas não tão relativas ao universo sério da moda e subculturas, mas dentro do meu universo alternativo particular. E o nome veio porque na época tava no auge tudo ser "diva": "Doro é Diva", "Tarja é Diva", a mulher dentro da banheira toda ensaboada no comercial de sabonete dizia: "eu sou uma diva!" e continuava a se ensaboar como se ser diva fosse ser ryca e ficar dentro da banheira por horas divando enquanto as pontas de seus dedos iam ficando murchas da água morna.

Fora que a Dita von Teese tava bombando no mainstream e era "Dita é Diva!" em TODO lugar! 
Até enchia o saco. Sério!

Dita von Teese, a Diva!


 ooooops, errei!! A foto é essa:

Diva divando com sua eterna poker face!

A palavra tinha pegado de um jeito que até programa popular de TV dizia que fulana (atriz/celebrity) era diva.
E aí eu pensei ... pô, todo mundo é "diva"! Até essas mulheres toskas? E as meninas alternativas? Também temos o direito de sermos divas!!

Então o meu "diva" se refere à uma espécie de conceito, uma garota ou uma mulher alternativa auto confiante, autêntica, que tem seu próprio estilo, personalidade e que não deixa os outros dizerem quem ela deve ser ou agir. Resumindo: ela tem atitude!
"Diva Alternativa" não é de forma alguma direcionado à minha pessoa especificamente mas de alguma forma seriam características que eu adoraria me encaixar quando eu evoluir como pessoa.


Blogueiras: a crise e a busca pela identidade

Sabe uma coisa que me chateia?
Blogs legais de meninas alternativas fechando ou dando um tempo porque a blogsfera não as está satisfazendo ou porque não conseguem oferecer fotos da mesma qualidade de blogs tops ou porque tá tudo mais do mesmo ou qualquer outra neura.

Sabe... foda-se!

Blog é um espaço SEU, você não tem que se comparar com ninguém!
Se sua foto é amadora, se você é imperfeita pros padrões de beleza mainstream, se você quer falar de algo que todo mundo fala, se você quer falar de algo que ninguém fala... vá em frente: o espaço é SEU, SEJA VOCÊ!

A blogsfera está chata? Ou as pessoas estão chatas? Afinal, quem faz blogs são pessoas...

- Se os blogs não estão te agradando, procure os que te agradem (podem inclusive não ser alternativos ou temáticos).

- Se você não está inspirada pra postar, não poste. Espere ter inspiração. Blog não é trabalho pra dar resultado com hora marcada!! 
Aliás, blog como trabalho deve ser tão pressão quanto um trabalho normal!! Imagine você estar toda desanimadona e ter a obrigação de postar porque o patrocinador exige? Haja saco hein! Com o seu bloguinho amador você é muito mais feliz porque pode adiar postagens por tempo indeterminado!




- NÃO SE COMPARE, não compare seu corpo, nem sua vida, nem suas posses com a da outra blogueira. Cada um sabe das próprias dificuldade, dores e tristezas e obviamente não é interessante mostrar coisas ruins na web por "n" motivos. Então, claro que as pessoas tendem a postar coisas boas - e quando são coisas ruins, algumas vezes no formato de "desabafos", sempre tem alguém com o mesmo pensamento, o que compensa abrir seus sentimentos na web.

- Look do Dia, é fase! A blogsfera teve diversas fases em sua existência. A fase de hoje é Look do Dia e Reviews, quando a sociedade não se sentir mais representada por isso, vai acabar! E nós mudaremos. Nós somos mutáveis.
Veja o look do dia por um lado interessante: daqui há 10 anos teremos vergonha das roupas que usamos hoje e daqui há 20 acharemos que nossos looks eram incríveis! Eu demorei pra postar Looks neste blog muito mais por problemas de auto estima do que por ter máquina e cenário. Minha máquina é porcaria e cenário é pobre. Mas e daí? Eu me divirto tirando fotos e me montando. Todas podemos ser modelos por um dia e sem precisar estar encaixada em padrões. Quem achar a foto ruim ou o look feio que feche a página, tchau! Existirão opções de looks à seu gosto em outro blog com certeza.

- Viaje - nem que seja pra cidade vizinha, pro bairro do lado, vá pro campo, pra praia, pra uma exposição, ouça músicas novas, veja gente... tudo isso te dá assunto, insights e pensamentos.

- Se você não está disposta a compartilhar sua vida. Compartilhe seus gostos!

- POR FAVOR: não pensem apenas em números e acessos!! Quantidade não é qualidade.
Se seu blog tem 1, 2, 5 anos, ele não tem a obrigação de ter 1000 visitas por dia. 
Você tem mil amigos? Ou tem apenas 20? 
Se 10 pessoas se importam e interagem com você é o que vale! Você já vai se sentir ouvida e expressada.

- Não pense que todo blog tem que ser "profissional"!
Se você quiser seu layout trevoso, cheio de bichinhos brilhantes e borboletas voando pela página, que assim seja!  O blog é seu, ele DEVE ter a sua cara! E mande quem achar seu layout feio pra aquele lugar. É você quem tem que gostar! O blog é o seu espaço particular!


- Não pense que todo blog pode/deve virar blog comercial, fazer publiposts e "ganhar" presentinhos e até mesmo grana. As empresas procuram pessoas ou sites com diferencial, com influência e exigem que o blog tenha x visitas por dia. Ou seja: uma minoria. 
Bem... vocês não são ingênuas né? Muita gente quer cobrar valores por banners ("acesse mídia kit pra saber nossos valores"), mas  cá entre nós, seu blog é tão influente e original assim dentro de seu nicho? Você sabe fazer os cálculos pra saber quanto vale um banner seu blog? Quantas empresas estão dispostas a pagar? E se elas pagam, elas vão te cobrar retorno. Você quer isso de verdade? Ficar sendo cobrada?
Fora que em alguns casos, banners de loja mainstream são postados nos blogs mas as blogueiras ganham pelo esquema "affiliates", um acúmulo que se converte em "peças recebidas". Mas você só pode escolher peças até o valor "x" e às vezes só peças indicadas pela loja. 
E aí, de repente, se não tem uma peça de seu gosto pelo tal valor x? Entendem agora porque umas blogueiras de repente  estão rock e no post seguinte estão boho? É porque elas são praticamente "manipuladas" pelas lojas mainstream a escolher tal peça que deve ser vendida por causa da tendência do momento. Você se sentiria bem com uma loja indicando que peça você deve receber/usar? Você por acaso vai numa loja e compra o que a vendedora diz que você tem que comprar ao invés de comprar o que você quer?

Esse esquema "affiliates" também tem aquela de receber email da loja com uma promoção, desconto ou sorteio que você deve publicar no blog como parte do contrato. Você sabe... recebe um email-post prontinho, você só precisa publicá-lo no blog. Aquela coisa que você faz por obrigação porque marketing definitivamente não é a faculdade que você desejava cursar... entom... por isso numa semana às vezes vemos 6 postagens iguais em blogs diferentes. Já vi blogueiras que deviam estar ocupadas ou de saco cheio que nem se deram o trabalho de traduzir o email-post! Copiaram-Colaram-Publicaram. 
Deixar que alguém lhe diga o que fazer no seu blog é de sua personalidade? É seu perfil? Pense em tudo isso antes de ter um espaço comercial no seu blog.



- Essa vida individualista de ficar mostrando conquistas materiais torna as pessoas infelizes, carentes! Já notou quanta menina apela por um "lindaaaaa" nos comentários? Quantas não clamam por likes? 
Mas me responda: quantas ao desligar o computador e tirar a roupa e o make não caem no desânimo porque só se sentem "amadas" via internet?? É essa vida que a gente quer?? Eu não quero!
Prefiro que nunca me chamem de linda e que avaliem meus posts com o ponto de vista pessoal e crítico do que me tornem uma pessoa dependente da aprovação dos outros. Já basta sermos alternativas e passarmos por diversos julgamentos ao longo da vida, ainda vamos querer ser dependentes do pseudo-amor alheio? 
Ame-se em primeiro lugar, não fique tão dependente do amor dos outros!

- Seu blog não precisa ter bom conteúdo. O que é "bom" conteúdo? O que é bom conteúdo pra mim pode não ser pra você. Por isso repito: o blog deve ter o seu conteúdo. O seu conteúdo atrairá pessoas com gostos semelhantes aos seus.
- Porque se importar com o que andam fazendo por aí? Faça o que te agrada! Nunca, mas nunca mesmo se compare! Ou se sinta inferior!
Essa vida de likes, reality show via instagram, look patrocinado não pode de forma nenhum ser parâmetro pra sua auto expressão!

- Blog é o espaço somente seu que você se comunica e se auto expressa
Apenas o fato de você botar pra fora as suas ideias ou compartilhar um momento legal já devia lhe dar uma super satisfação.



Se os blogs te incomodam por ser mais do mesmo e ter assuntos vazios, encare isso também como uma amadurecimento de sua parte: você está se tornando seletiva! Está amadurecendo.
Agora, se os outros blogs te incomodam tanto, a ponto de você ficar matutando no que deve fazer pra ser como eles, competir com eles, acho que tá na hora de se auto valorizar mais.

Desistir da blogsfera por causa do outros não acho nada legal...
Eu abandonei esse blog por um ano e meio! Mas foi por causa de mim mesma! EU não estava bem e não me sentia à vontade pra postar e nem de me expressar, estava introspectiva. Não parei por causa do jeito que estava a blogsfera naquele momento, ao contrário, eu queria fazer parte, queria postar, queria me expressar e não conseguia! E quando voltei demorei um tempo pra achar blogs e pessoas interessantes e estou muito satisfeita com os blogs que tenho na minha lista! Se algum começa a me desagradar, corto fora!


Resumindo: 
Crie seu próprio espaço, seu próprio mundo, não se compare, não se cobre, não pense que tudo tem que ser comercial, não se ligue em números, não dê audiência pra blogs que sugam sua energia positiva e se necessário, pause seu blog sim, mas pause pra fazer uma sessão de auto conhecimento e voltar com tudo, mais você do que nunca!!

Nós precisamos ser autênticas, espontâneas, brincar com a moda, promover cultura literária, artística e musical, usar o blog pra fazer amizade, pra se comunicar com pessoas que poderiam ser nossos amigos fora da vida virtual e precisamos também levar as coisas menos a sério. Não se limite por causa dos outros.  



O que vivemos hoje é um reflexo da sociedade atual, mas não somos nós os seres pensantes da sociedade? Aqueles que participam dela, usam dela e que temos opinião suficiente pra saber qual parte dela não faz bem pra gente pra gente descartar? Então. 

Como seres críticos que somos, podemos viver sem estes formatos. E se surgem mais formatos iguais a cada dia, tenha paciência. Algumas pessoas ainda são imaturas e acham que "seguir a moda" de blogs é estar enturmada, é ser aceita... o tempo fará uma seleção natural. Ter blog hoje num formato x, não deixa de ser um tipo de modismo e modismo sempre passa.  

Subculturas, identificação estética e de grupo.

   Essa é uma "continuação" do post anterior, sobre Moda e Pessoas alternativas.
Neste, resolvi focar em subculturas de rebeldia (punk, gótico, metal, rock), seus adeptos e a identificação estética de grupo.


Subculturas, identificação estética e de grupo.
Vamos pensar em subculturas no seu conceito tradicional.

Fazer parte de uma subcultura é fazer parte de um grupo que compartilha as mesmas ideias, sendo assim existem regras estéticas (com significados simbólicos) de identificação a serem seguidas.
Quando pensamos em subculturas como a punk, a gótica e a rock/metal, lembramos de suas origens de jovens rebeldes, contestadores, questionadores, avessos às regras impostas pela sociedade e em alguns casos, com atitudes anti-capitalistas. As roupas entravam como expressão da criatividade, uma novidade estética proposta por estes grupos que não necessariamente visavam serem “aceitos”, mas mostrarem diferença de ideias através do vestuário.
Em subculturas como a punk, gótica e metal, por exemplo, o senso de grupo é extremamente importante, o que significa que pra você fazer parte delas, além de curtir o som, dever se vestir "igual".
Este "se vestir igual" é necessário porque roupa é a linguagem que estes grupos empregam para se comunicar uns com os outros indicando interesses comuns ou envolvimento com atividades semelhantes.

Calça jeans e camiseta preta costuma ser o traje oficial da subcultura metal. 
Se vestir igual, significa concordância de ideias e gosto por atividade semelhantes. 
A subcultura surgiu na classe trabalhadora, por isso esse tipo de roupa é usada. 
O cabelo longo é herança hippie e os acessórios referência punk. Mesmo com roupas "iguais", estudos sociológicos dizem que os headbangers são e adoram sem únicos!
 

Ser parte de uma subcultura não era simplesmente ficar com o lado divertido da vida. Era ter uma atitude heróica contra a cultura de massa. Tanto que muitos nunca tiveram empregos normais e nem vida dupla de "usar roupa careta pra trabalhar", muitos se mantiveram no underground trabalhando em lojas de roupas, discos ou na cena noturna. Mas com o passar das décadas isso deu uma mudada. As gerações mudaram. O mundo mudou. A internet chegou. O capitalismo nos abraçou. À medida que os costumes da sociedade e as gerações foram mudando, muitos punks, góticos e headbangers se adaptaram ao mercado de trabalho e amenizaram seus estilos porque tornou-se necessário ter uma participação maior dentro do sistema (o corporate goth é um reflexo dessa mudança de comportamento).

Sugestão de leitura: os Headbangers de Botswana ainda preservam o espírito de grupo, característica que as subculturas estão perdendo nos dias atuais. 


A internet "matou" o conceito tradicional de subcultura.
Há os que creem que as subculturas sucumbiram em 1992 quando sua estética passou a ser consumida e comercializada em massa pelas grifes mainstream e morreram de fato quando as pessoas passaram a ter acesso à Internet e as ideologias foram substituídas por estéticas vazias de significado. Atualmente é praticamente impossível criar qualquer subcultura que se coloque em oposição ao mainstream porque o mainstream se apropria dela. Isso é um processo comercial e econômico. Significa que o capitalismo chegou ao ponto extremo de tornar subculturas como parte do mainstream, pelo curioso fato de que elas deixaram de fazer resistência aos valores da cultura dominante.

Se você é uma pessoa que não resiste aos valores da cultura mainstream e até os aprecia, como você pode se identificar com alguma subcultura específica? Você não se identificará.

Por que as subculturas deixaram de fazer resistência ao mainstream?
Subculturas são formadas por pessoas. As gerações mudaram, estas pessoas não querem mais ser parte de um grupo, querem ser individualistas. O mainstream te abraçou com uma sociedade em que absolutamente tudo é fabricável, desejável e comprável e você aprecia e quer fazer parte dessa vida de consumo, não quer resistir à ela ou criticá-la. Numa era de selfies e likes, uma vida em grupo, gostos e atividades em comum, parece ser desinteressante para as pessoas.

É cada vez menor o interesse dos jovens de serem parte de um grupo subcultural. Estudos dizem que se este comportamento permanecer, em poucas gerações as subculturas em seu conceito tradicional estarão extintas.
 



A Era da Individualidade
É comum ouvir da geração que é adolescente/jovem no século XXI que eles não se encaixam em nenhuma subcultura e dizem pertencer ao universo alternativo como um todo. Ao invés da identidade de grupo há a identidade fragmentada; o comprometimento e os laços com a subcultura são fracos, o que faz os jovens “trocarem” de subcultura quando bem quiserem; passeiam entre várias delas; ao invés de pertencerem à uma subcultura por seus os valores e crenças, faz-se parte delas pelo fascínio das roupas e da imagem; a auto imagem autêntica virou um não autêntico diverso.
Essa é uma característica dos chamados jovens da geração Y ou Millennials. São jovens nascidos a partir do ano de 1979 até metade da década de 1990. Os jovens da geração anterior, a X, ainda preservavam o conceito tradicional de subculturas. Por isso, nos dias de hoje é possível ver pessoas na faixa dos 40 anos ainda fiéis à subcultura gótica ou headbanger, por exemplo. 

A modelo Lady Amaranth é gótica. Ela é do tipo de pessoa que se identificou com uma subcultura e permaneceu somente nela a vida toda, sem mudar pra outra. Algo raro entre a geração Y.

 
Em contraste com Lady Amaranth, jovens da geração Y, se declaram individualistas e sem interesse em pertencer à uma subcultura específica e sim, ao universo alternativo como um todo. Essa identidade fragmentada se reflete nas roupas. Uma mistura de tendências moda mainstream contemporânea com moda alternativa. A garota da foto abaixo gera uma análise interessante, suas referências estéticas são as mais diversas. As roupas podem ser de lojas mainstream. Notamos referências das subculturas: Heavy Metal, Hard Rock, Pastel Goth/Creepy Cute (meias,cruzes) e cultura pop. Outro aspecto interessante é o padrão de beleza mainstream (magra, alta, loira, traços delicados).




"Sou individualista. 
Não quero me ligar à nenhuma subcultura pois não me interessa seguir as regras estéticas. 
Quero entrar no terreno delas com roupas muito diferentes das que elas propõem."

E quando uma pessoa quer frequentar a cena metal, mas não quer usar tacha e blusa/preta de banda? Ou quer frequentar a cena gótica mas não quer usar preto, por exemplo?
Subculturas, mesmo que estejam a ponto de se extinguir nas próximas gerações, ainda existem e devem ter suas regras estéticas respeitadas. Se você vai num local que é o espaço de uma subcultura, mesmo que você não seja daquela subcultura, precisa respeitar. Roupas são símbolos, é forma de linguagem, o não uso desses símbolos te leva ao julgamento como intruso, uma pessoa que não pertence àquele ambiente e nem foi convidada como exceção.

As subculturas são antes de tudo um grupo com interesses em comum. Uma roupa errada pode simbolizar discordância de ideias com aquelas pessoas. É preciso que exista um respeito ao dresscode.
Parta sempre do princípio da diplomacia: se quer ir num bar/show de metal, mas não quer usar couro e spike, respeite a subcultura, o espaço dela e use elementos neutros que não agridam aquelas pessoas (um jeans e um camiseta podem funcionar na cena metal e um vestido liso pode funcionar na cena goth!) ou simplesmente... não vá. Às vezes é preciso ter sensatez.

"Insisto! Não quero respeitar o espaço da subcultura, quero ir no show de Metal usando um vestido florido azul com rosa e verde e um sapato prateado! Acho que eles é que estão errados em me julgar."

É seu direito se vestir como quiser. Mas o traje que você usa sempre vai passar uma mensagem no ambiente que você entrar. Se você toma a decisão de ir no terreno de um grupo mostrando que não concorda com as regras estéticas deles, também deve que estar apto e aberto pra aceitar que poderá ser considerado um intruso e até mesmo ser hostilizado. Lembre-se que subculturas são feitas de pessoas com ideias opostas ou paralelas ao considerado padrão e que cada um dos elementos que usam tem uma simbologia/significado. 

Lembre-se sempre: roupa é uma forma  de linguagem. É uma forma de dizer algo sem abrir a boca. E diz muito sobre você, ainda que falsamente.

O que é Moda Alternativa? E pessoas alternativas?

"Moda Alternativa" ou "Alternative Fashion" é um termo que está tão popularizado e espalhado pelas redes sociais (tumblr, facebook, pinterest, etc) que talvez nem todo mundo tenha plena consciência do que o termo signifique. E eu vivo falando disso pra cá e pra lá! Então, resolvi fazer esse post pra gente falar um pouco do assunto. Vou começar assim:

Toda moda de subcultura é moda alternativa MAS nem toda moda alternativa é moda de subcultura.

e mais:

Em linhas gerais, moda alternativa é
uma moda que é uma alternativa à estética dominante. 

Fatos que também definem a Moda Alternativa: não é funcional, não é prática, não segue tendências, não é modismo. Costuma vir de pequenos empresários independentes, artesãos ou feitas em pequena escala. O fator artístico/criativo é muito importante, assim como a roupa ser usada como uma forma de auto-expressão, fora do que é considerado apropriado ou elegante e desafia a concepção do que é considerado belo.


Uma pessoa pode usar moda alternativa e SER uma pessoa alternativa.
Como? 
Resposta fácil: góticos, punks, headbangers, rockers etc. 
Existe uma linguagem estética visual de comunicação que é parte do código destes grupos. Esses códigos estéticos rompem com os costumes da cultura popular. As subculturas costumam ser associadas à rebelião, juventude e idealismo. O visual "certo" é muito importante para ser aceito nestes grupos, pois carrega os tais elementos simbólicos.

 A garota da imagem apresenta um código de comunicação das vestimentas 
que num julgamento à primeira vista a caracteriza como sendo parte da subcultura gótica. 
Ex: roupas pretas + acessórios + maquiagem + calçado que são símbolos da subcultura em questão.


 
Uma pessoa pode usar moda alternativa e não ser uma pessoa alternativa/subcultural.
Como??
Pessoas "normais" com grande interesse artístico ou por moda, que usam roupas que não são da tendência e nem modismos, tendem a usar looks alternativos à moda dominante. Normalmente são pessoas com estilo próprio e grande senso estético e artístico, que sabem o que gostam e não se importam com a opinião alheia.

As senhoras da imagem a seguir, podem ser consideradas adeptas da moda alternativa mesmo que elas não pertençam à subculturas. Suas roupas apresentam elementos artísticos, 
usam peças não-funcionais (por ex. chapéu de design sem a função de proteger do sol) 
e seus looks demonstram um grande senso estético particular.
 

Moda Alternativa é limitadora?
NUNCA!
Se uma moda é limitadora ou impõe padrões, ela não é alternativa. É mainstream. Simples assim. 

Pessoas alternativas, o que são?
Suuuuper dificil de explicar sem generalizar, mas vou tentar!
- Podem ser membros de uma subcultura (pode durar uma fase ou a vida toda).
- Podem ser pessoas que são parte de uma minoria com hábitos diferenciados (pessoas que praticam nudismo, medicina natural, vegetarianos, pessoas que moram em eco-villages, poligâmicos etc)
- Podem ser pessoas que tem uma filosofia de vida diferenciada do padrão vigente (religiões como amish, indus, hare-krishna, paganismo, etc)
- No geral: pessoas que vivem (vivem mesmo, literalmente!) seus pensamentos e questionamentos fora do padrão: pessoas que são contra o paradigma tradicional.

O conceito de "pessoas alternativas" ou "lifestyle alternativo" é MUITO amplo. Nem é sempre possível julgar à primeira vista quem é quem não é porque nem sempre eles usam uma moda específica, embora na maioria dos casos seus visuais tragam símbolos, ainda que discretos, que indicam suas filosofias de vida.

Como eu sou uma pessoa da área de Moda e sou roqueira (rótulo que não me importo de carregar!) eu decidi estudar e criar um blog focado na relação da moda e das subculturas rock, punk, metal, gótica e japonesas. Sempre que me refiro à pessoas e moda alternativa, tenho o hábito de associar a palavra com as subculturas pelo simples motivo que é o que está perto de mim e me rodeia. Se eu fosse uma pessoa por exemplo, vegana, eco-friendly e que usasse medicina alternativa, com certeza meu blog seria focado nisso, assim como a palavra "alternativa" pra mim seria relacionada ao tal estilo de vida natural.

Então, falar sobre moda alternativa e pessoas alternativas depende muito de qual universo você se refere. 
A única coisa certeira é que elas não pensam, vivem, seguem o "tradicional" em algum segmento de suas vidas.

Continuarei abordando esse tema nos próximos posts. ^^