Muitos podem ficar surpresos com a quantidade de livros que Agatha Christie publicou. Ela escrevia com frequência lançando em alguns anos até 3 livros! Assim percebemos a imensa mente criativa da autora. E não apenas isso, apesar dela ter nascido em 1890, só lançou seu primeiro livro aos 30 anos (em 1920), e não se engane: sua escrita não é rebuscada e talvez aí é que esteja a imensa acessibilidade de sua obra: a simplicidade objetiva e na minha opinião, à frente de seu tempo. Basta ler livros de autores do começo do século 20 e perceberá como nem todos tem uma escrita tão democrática, fácil de ler.


Se você está pensando em associar seu personagem detetive Hercule Poirot com Sherlock Holmes de Arthur Conan Doyle, esqueça. Ao contrário de Sherlock que costuma descobrir o criminoso logo no começo/meio do livro e divaga muito, muito, muito... Poirot é o oposto. Ele é como um gato, observa elegantemente, só puxa conversas estritamente necessárias. É refinado, tem TOC por arrumação e acha que descobrir crimes não é ir correndo de um lado pro outro fisicamente e sim, sentar, se concentrar e deixar o cérebro juntar as pistas. Agatha escreve de forma ágil, com um mistério se revelando a cada página e o culpado você só descobre no último capítulo. Isso tem um lado bom que é você mesma tentar descobrir o criminoso. Uma outra coisa que adoro em suas obras é o cenário. Muitas histórias se passam em cidadezinhas do interior do Reino Unido, de pedra, medievais ou em imensas casas de campo da aristocracia ou da elite burguesa. O tipo de ambiente que romantizamos pela inacessibilidade.


Curiosidades:
Venenos: Na época da I Guerra, Agatha voluntariou como enfermeira e foi assim que ela conheceu venenos que usaria em suas história como forma de assassinatos.

James Bond: Existe um personagem dela, no livro coletânea de contos "A Mina de Ouro", que se chama  James Bond e dizem ter sido daí que surgiu o nome do "outro" James Bond.

Arqueologia: Se você curte arqueologia, Egito, Pérsia, Oriente Médio, você vai gostar de algumas obras. O segundo marido da escritora era arqueólogo e ela viajou com ele para diversas escavações e os locais serviram de pano de fundo para as histórias.

Sumiço: Ao descobrir a traição do primeiro marido, Agatha surtou e sumiu. Isso mesmo! Ninguém sabe onde ela foi parar! O país inteiro procurou, jornais publicavam notícias sensacionalistas e até hoje ninguém sabe ao certo o que aconteceu. Isso pode ser visto no filme "O Mistério de Agatha" de 1979.

Séries: Se você curte séries, seus dois personagens detetives, o belga Hercule Poirot e a velhinha curiosa Miss Marple tiveram suas próprias séries. Recomendo muito especialmente se você curte história da Moda, pois o figurino é incrível. Ainda hoje sonho em usar aquelas roupas!

Uma das formas que mais gosto de ler seus livros é sentar numa poltrona confortável acompanhada de chá ou cappuccino e biscoitos. Os filmes são ótimos para os dias chuvosos. Nunca me canso de reler e rever...




Quem nunca leu ou não conhece a autora, pode se perguntar: como vou ler os mais de 80 livros já publicados?
Ler Agatha Christie é um projeto pra vida toda. 
O primeiro livro de Agatha que li eu tinha 9 para 10 anos. Mas foi só aos 15 anos que compreendi de fato sua importância ao começar minha primeira coleção. Desta época tenho cerca de 20 títulos.
Depois passei cerca de 15 anos comprando edições ocasionais, como aquelas de bolso da L&PM Pocket. Foi apenas de 4 anos pra cá que adquiri pelo menos 50 títulos da autora por um método muito simples: sebos!

Por seu uma autora muito popular, seus livros são facilmente encontrados em sebos e por não ser "raridade" são livros muito baratos! Os livros que tenho dela paguei entre R$4,00 e R$8,00! Tinha dias que eu gastava só 20 reais e saía com 4 livros! E  assim fui completando minha coleção. No momento, faltam menos de 15 livros. Há um ano dei uma pausa nas compras de livros dela porque quis me dedicar a compra de livros mais caros, como os da DarkSide e alguns de História da Moda.

E óbvio, como minha intenção é ler todos os livros dela, eu não me preocupei com estética. Então minha coleção é bem diversa, desde livros novinhos com design até os ao estilo sebo (amarelados, gastos, rasgadinhos), eu não me importo. Mas se você não curte, é possível sim encontrar coleções lindas da autora em livrarias!

O primeiro livro publicado da Agatha: comprei num sebo bem baratinho!

Projeto Agatha Christie #1: O Misterioso Caso de Styles
É o primeiro livro da autora e o primeiro que aparece o detetive belga Hercule Poirot, um refugiado da primeira guerra mundial. A história surgiu de um desafio de Agatha com sua irmã, onde ela criou uma história em que não se podia identificar o assassino até o momento da revelação do mesmo.
A história é narrada por Capitão Hastings, um velho amigo de Poirot que vai com ele para uma imensa e isolada casa de campo onde haviam outros convidados. Uma noite, a anfitriã, Emily é encontrada morta em sua cama e as portas e janelas estão todas fechadas por dentro. Todos os hóspedes da mansão tinham um motivo pra matá-la, já que a senhora tinha controle absoluto sobre a fortuna da família e ainda por cima se casou com um homem vinte anos mais novo. Só que nenhum dos convidados-suspeitos tinha álibi forte, seja por horários que não batem, seja porque suas vidas tem histórias que os colocam em suspeita. Assim, Poirot investiga o caso e tem que lidar com pistas falsas e reviravoltas.
Pra ajudar - tentar, né? - o livro tem um mapa da planta casa, pra gente localizar o quarto de cada hóspede e como cada um deles pode ter se locomovido para assassinar a dona da casa.
Um dado interessante é que  O Misterioso Caso de Styles se liga com o último livro da autora, Cai o Pano. Foi interassante essa união que ela fez entre primeira e última obra, fechando um ciclo de uma vida inteira.


O mundo nos impulsiona a encontros tristes, pouco produtivos e que nos tiram impulso de vida.

A alegria é revolucionária e incomoda o outro, quanto mais alegre mais incômodo, isso porque o nosso entorno é dominado por forças impotentes, forças de manutenção das coisas e das relações como estão, a alegria surge como uma ameaça pois ela é capaz de desfazer relações já cristalizadas e estabelecer outras, a alegria é criadora.

Não é fácil cultivar bons encontros em um mundo sustentado por forças tristes. A lógica do escravo é preponderante, desde crianças somos ensinados a comportar conforme condutas estabelecidas, sufocamos nossas paixões alegres em prol de paixões tristes. Somos fabricados com corpos acostumados a responder às vilanias do entristecimento e ao depreciamento do prazer, nascemos e crescemos em um meio onde todos parecem julgar as vidas uns dos outros com a maior naturalidade e quando se trata de amar, bom… todos parecem se assustar.

As paixões tristes nos levam a impotências generalizadas. No mundo há muito mais paixões tristes, o capitalismo é um produtor em abundância de paixões tristes, manter os corpos tristes é o principal modo de fazê-los dóceis e desejantes dos produtos ofertados, não só bens materiais como espirituais, carros e estilos de vidas.

Daí a necessidade de encontros com o mundo que, unidos a um conhecimento que nos permita selecionar bons encontros, fortaleça-nos enquanto ativos e criadores da própria vida.

___
Pedaços de um texto do site Letra e Filosofia, senti que poderia ter sido escrito por mim, já que penso igual. Fonte
#BEDA


A Rafaela Ivo do Vultus Persefone, deixou no grupo Universo Alternativo duas maravilhosas listas com um total 80 ideias pra postagens para quem quisesse fazer BEDA ou VEDA. Eu adorei e queria participar, mas tenho três blogs e não dá gente, não dá... Se eu tivesse um só eu já teria feito várias edições dos BEDAS!!

Eu fico bem triste de não poder ser parte deste projeto, mas é importante não me sobrecarregar com atividades que não garanto serem cumpridas. Estou e vou adorar acompanhar os posts das alt bloggers participantes.Mas o BEDA me inspirou e decidi fazer um mês de agosto mais ativo aqui no DIVA! Criei uma versão subvertida do projeto, o BAEDA: Blog ALMOST Every Day August! HAHAHA! (safadinha eu!)

Então meu primeiro post do "BAEDA" é Divagando sobre filmes de terror!
Escolhi esse tema de propósito porque sou fã de filmes de terror e assisto um punhado deles por mês. Sou uma "terrorífica". Este post não tem a intenção de ser resenha, nem análise séria, são apenas comentários aleatórios sem regra! :D


#1 O Enigma de Outro Mundo (The Thing, 1982)
Quem como eu é fã de H.P. Lovecraft já deve saber que esse filme é uma adaptação de seu conto "Nas Montanhas da Loucura", que é meu conto preferido do autor. Sim, eu prefiro este do que Cthulhu, me julguem! Na verdade é difícil escolher um conto preferido dele, mas vamos dizer que Nas Montanhas da Loucura me impressionou muitíssimo não tanto pela história em si, mas pela escrita, pela descrição dos lugares e pela mente visionária do escritor. Particularmente achei o O Enigma de Outro Mundo um filme bem bom. Não é igual ao livro mas o monstro é bem parecido assim como o começo da história. É um filme que vale a pena ser visto se você curte Lovecraft, frio e alienígenas. 

#2 XX
Como uma mulher fã de terror, sinto muita falta de representatividade. Onde estão as outras mulheres que gostam do gênero? Não é possível que existam tão poucas. 
Felizmente aos poucos tenho visto mulheres protagonizando atrás das câmeras. E foi com esta felicidade que descobri o XX, um filme com 4 histórias escritas por mulheres e cá entre nós: QUE HISTÓRIAS!!
Nada de cenas machistas e mulheres sendo tratadas como idiotas inocentes, sem as frescurites de "oh, você não viu o fantasma, você está louca" (porque a mulher é sempre "louca" nestes filmes, já reparou?). Esse  filme não tem nada disso! Não tem clichés! Assistam e vocês verão como precisamos urgente de mais mulheres no terror! De mais terror sob uma visão feminina e com menos machismo.
Fora a capa do filme, eu quero poster Djá!

#3 A Casa Silenciosa
História boa, final inesperado. Envolvendo coisas relacionadas à mulheres e machismo. Mas o que me fez assistir esse filme foi logo no começo perceber que ele parecia ter sido gravado num take só. NUM TAKE SÓ cêis tem noção? Vamos supor que realmente tenha sido assim gravado, eu fiquei imaginando o quanto os atores treinaram e treinaram e praticaram as emoções nos momentos certos, sem chance de errar por uma hora e meia. Pesquisei e há quem diga que não foi num take só, que há cortes, e bem, eu suspeito de uma cena em específico... Mas mesmo que tenha havido cortes, foi um trabalho bem feito e eu achei um máximo a sequência non stop.




#4 A Enviada do Mal
Esse filme de Osgood Perkins é bem lento, mas tem algo de fascinante naquelas adolescentes fora do padrão que ficaram isoladas no internato nas férias de inverno. Embora muitos criticaram negativamente este filme, eu gostei. Adorei na verdade.
Não é um filme padrão americano de terror. É misterioso: não te conta tudo sobre as personagens logo de cara, tudo vai se revelando aos poucos e às vezes até de forma confusa, demorei um pouco pra entender a abordagem em dois tempos diferentes. Trás um aspecto de solidão e desamparo. Uma das personagens encontra abrigo de uma forma super inesperada.


* NÃO LEIA ABAIXO SE NÃO QUER SPOILER. MAS PODE LER SE QUISER*

É um filme de possessão demoníaca. E de uma forma NADA convencional. Pra mim a melhor cena é quando a moça possuída pede ao demônio para não abandoná-la. Chega a ser triste, pois aí se vê o nível de solidão da personagem. É de partir o coração. A Rose é a Kat no futuro, que volta para tentar ser possuída novamente pelo demônio, ela chora quando percebe que o padre o afastou não apenas do internato mas do local todo. Eu senti a solidão da personagem quando foi rejeitada  e achei linda a cena final dela na neve.


#5 Caso 39.
Caso 39 tem umas passagens bem machistas chatinhas do clássico "você está louca" e de julgarem que a mulher perde a credibilidade porque está emotiva demais. Também não sou fã de mulheres "fracas", quero dizer, de mulheres que não sabem ser firmes na vida, e essa característica de personalidade da personagem é que me irritou enquanto assistia. Mas o filme é bom. Eu achei. Quero dizer, a história é bem construida e tem começo meio e fim, sem pontas soltas. E há uma associação do demônio com o nome Lilith.

#6 O Mistério da Passagem da morte.
Embora esse filme comece com uns jovens sendo bobinhos, ele me prendeu a atenção por ter um certo potencial. Fora que cita um dos casos que mais me fascina, o Incidente do Passo Dyatlov que ocorreu nos Montes Urais na Rússia. Serei sincera, o filme é até que bonzinho, me prendeu a atenção e me fez pensar que teria um baita fim. Mas desandou. Na hora que seria a melhor hora pra você encontrar uma versão dahora do que pode ter acontecido em 1959, o filme dá uma reviravolta HORROROSA que estragou a história! Sabe quando querem enfeitar algo que seria ótimo simples? Então. Às vezes o óbvio é a melhor escolha, acreditem. O roteiro desse filme falhou em apelar pra um dos finais mais decepcionantes que já vi. Uma pena.
(esse eu escreveria um final alternativo)

Todos estão no Netflix.
#BEDA


Mais um projeto dos blogs aliados do Universo Alternativo! Este mês o tema é "Sobre meu estilo pessoal".


Se eu tiver que resumir sobre meu estilo pessoal, eu diria que minha maior inspiração é o conceito de"Rockstar", uma inspiração empoderada, confiante e de atitude! Uma homenagem a todas as mulheres roqueiras que eu admiro e me espelho! 
E caso eu tenha que dizer como é meu estilo, eu diria: saia e blusa. O ano todo. Podem reparar: tudo que visto tem uma blusa e uma saia complementadas com outras coisas como corselets, cintos, meias calças, leggings, calçados e poucos acessórios. É isso, eu sou a mulher das saias.

Não uso muito estampas não porque não gosto mas porque raramente encontro alguma do meu gosto (às vezes encontro mas custam os olhos da face), então acabo usando peças mais lisas ou com poucos detalhes. Dentre todos os meus estilos pessoais, tem uns 3 que se sobressaem sendo que tem várias nuances em cada um destes estilos. Não estou com meus arquivos de fotos aqui, então vou usar umas que já tinha publicado no blog.

Rockstar Wannabe:
É minha expressão mais livre de moda alternativa onde misturo punk, rock, goth, clubber etc. Rockstars são exibicionistas, não ligam se os outros olham ou julgam, sentem prazer em se diferenciar! Foi esse tipo de comportamento que me fez adotar moda alt na adolescência e é o que mantém minha paixão falando mais alto. Falei mais sobre isso aqui neste post. É quando uso couro, vinil, verniz, spikes... materiais com mais impacto visual. Atualmente uso com menos frequência, mais no outono inverno - pois estes são materiais plásticos que combinam mais com temperaturas amenas - e fim de semana, eventos e shows. Inspirações estéticas e de atitude: Doro, Joan Jett, Shirley Manson, Siouxsie Sioux, Amy Lee, Floor Jansen, Ash Costello, Grog Rox...

Lady in Black / Retrô Atualizada:
Esse é meu lado mais gótico (gótico tanto no significado adjetivo quanto se referindo à subcultura) onde uso muita inspiração dark, horror, mistério... e por hora um  appeal mais "elegante" com ajuda de rendas e uso ocasional de elementos retrôs e glamurosos. Eu digo "retrô atualizada" porque tenho dificuldade de usar looks 100% retrô, sabe? Eu acabo preferindo peças mais modernas, atuais, diferentes e o retrô dificilmente se encaixa nisso já que usa peças "do passado", por isso meu retrô é atualizado: porque uso saia godê sem ser 50s demais, uso saia lápis sem ser 40s demais, uso blusinha bufante sem ser 80s demais e assim vai.
Inspirações estéticas e de atitude: Amy Winehouse, Patricia Day, Dita von Teese... Inspirações Blogueiras/InstaGirls: MothMouth (Through the Looking Glass), Susanna "Suski" (Desperate Hell), Sanna Nokkonen (Black Widow Sanctuary), Kriss Poison, Meagan Kyla (Coffin Kitsch), Kitty (Sophistique Noir), Villena Viscaria, Milla Marques (De Coturno e Spikes), Mariana (Marie Devireaux), Rosana (Bettie From Hell), Sarah Ametyst e outras mais! É o visu que uso qualquer dia da semana que eu estiver no espírito. 

Minimalista Elaborada:
Este é um conceito contraditório que significa que sou de uma base minimalista (adolesci nos anos 90 né mores) só que meu minimalismo pode ser ocasionalmente elaborado com acessórios chamativos e de impacto. É o visu do dia a dia.
Inspirações estéticas e de atitude: Marie Fredriksson, Angelina Jolie, Adora BatBrat - eu percebi que a Adora montava looks muitos semelhantes aos meus só que enfeita ao extremo, eu prefiro os visuais mais "minimal". Óbvio que, por ser adepta de visual alternativo o meu básico, o meu minimalismo dificilmente se encaixará nos conceitos destas palavras no mesmo significado mainstream.


 Podem reparar, meu estilo é bem definido: é blusa e saia e poucos acessórios
(sempre os mesmos ou sempre parecidos). 

[EDIT 20:03hr]: Esqueci de falar sobre consumo das roupas e acessórios. Normalmente peças básicas lisas eu compro em qualquer lugar. De loja popular à de departamento, elas são pra usar bastante e acabam gastando rápido. Roupas mais estilosinhas eu acabo optando por marcas, porque quero que estas peças durem muuuito tempo. Acessórios eu compro em qualquer lugar, sem restrição: de lojinha popular à loja mais cara pois como meu gosto é bem ~definido~ eu acabo pagando quando acho algo do meu gosto. Já calçado sou chata. Pode ser a marca alternativa mais cool do planeta mas se o calçado é desconfortável eu não compro "só pra ter um calçado bapho pra tirar foto". Até tenho uns calçados desconfortáveis guardados porque são lindos, mas dá pena não conseguir usar por mais de 2 ou 3 hr. Calçado pra mim é conforto. É o que mais tenho dificuldade de comprar.




Espero que tenham gostado e fiquem com o link dos blogs das outras participantes:

Projeto de Escrita Mensal UA
Janeiro • A História do meu Blog Fevereiro 
• O que aprendi com a blogosfera.
Março • Tudo aquilo que me inspira hoje.
Abril • 5 blogs que sigo e admiro! (Underground, please!)
Maio • Coleção de fotos que nunca publiquei.
Junho • Três postagens antigas favoritas.
Julho • Sobre meu estilo pessoal.
Agosto • Memórias da minha infância / adolescência.
Setembro • 10 coisas pelas quais sou grata!
Outubro • Sobre amores da minha vida.
Novembro • Vivendo na era digital.
Dezembro • O que este ano me ensinou?


Blogues que sinalizaram interesse em participar dos projetos:





Olá dyvas, hoje venho com um desabafo suave sobre incompreensão que espero que não soe grosseiro pra ninguém, afinal desabafos são escritas livres, corajosas e emocionalmente necessárias.

Às vezes me perguntam sobre porque me visto tão gótica não sendo gótica ou se eu me auto proclamar "roqueira" é algo que me limita.

Sabe quando o pessoal diz "não me encaixo em subculturas, não tenho rótulos, uso o que eu quiser"? 
Isso não é opinião exclusiva da geração jovem atual, na verdade, gerações anteriores inventaram isso. 
E eu sou uma delas. 
A chamada geração X foi a que começou a quebrar regras, rótulos e conceitos subculturais, por isso eu cresci muito diversa esteticamente e nunca tive regras de vestir.

pinterest

Existe uma coisa que não posso negar e assumo com honestidade: sou roqueira. Mas isso nunca me impediu de escutar outros estilos musicais embora o rock seja a sonoridade dominante na minha vida. E "ser roqueira" é um espectro tão, mas tão amplo que vocês nem imaginam (punk rock/gothic rock/heavy metal/rockabilly/etc etc). O rock pra mim é antes de tudo liberdade, e bem, se é liberdade, posso vestir o que quiser, fazer o que quiser e nos meus termos, correto? 
Sim! 
É o que eu acredito. Muitos podem discordar de mim e eu com certeza respeitarei.

O uniforme da roqueira é jeans + blusa preta/camiseta de banda + tênis ou coturnos + cabelos pretos, vermelhos ou loiros. 
E eu não uso jeans, não uso camiseta de banda (tenho, mas só uso em shows e olhe lá!), tênis e coturno uso pouco e sempre preferi ser ruiva laranja. Então imaginem essa pessouinha adolescente / jovem adulta frequentando lugares de rock com saia, topzinho, salto e cabelo ruivo alaranjado nos anos 90/00?  
Me olhavam estranho? SIM! 
Me julgavam? SIM! 
Me perguntavam se eu era clubber, metalera ou gótica porque estavam confusos? SIM!
Queriam ver se eu sabia mesmo de rock? SIM! 
E eu ADORAVA quando me desafiavam!! 
Adorava quando vinham me testar porque eu dava baile e calava boca dos chato tudo. Então eu tinha esse atrevimento ~girl power~ a meu modo, de quebradora de regras da moda rock desde menininha (#ironia). E com o passar dos anos, com a adultice, isso piorou. Porque misturei mais e mais elementos estéticos de diversas subculturas em cada fase estética  em que vivi. 

 

Tem umas pessoas que confundem MUITO quem eu sou como pessoa com o que eu escrevo no blog Moda de Subculturas. O MdS é um blog informativo com viés histórico e sociológico, ou seja, o que escrevo lá não é minha opinião própria, são estudos e análises sobre determinados temas. 
Tem sido pouco frequente (de anos pra cá) eu dar opinião própria lá e quando isso ocorre é mais levantando questionamentos (normalmente acompanhada de "eu acho", "eu penso que", "eu acredito que"). Aqui no Diva é o oposto: é praticamente muita coisa sobre mim, e algum nível de questionamentos que não tenho opinião formada. 

Se lá eu escrevo um post "como os punks se vestiam em 1976". Não estou ditando regras, eu estou RELATANDO um fato histórico da moda, estou falando sobre uma época. Fatos históricos não são opinião pessoal.

Subculturas, tribos urbanas e etc são áreas de estudo de sociólogos e antropólogos e não dos profissionais de Moda. Por eu ser formada em Moda e escrevo sobre a relação moda e subculturas, não significa que eu ~devo~ seguir uma subcultura e não significa que quem é de Moda estuda isso e decide sobre o tema. 
Eu estudo porque gosto e por vontade própria, porque um dia deu um nó na minha cabeça sobre porque essas pessoas que questionavam eu ser roqueira queriam que eu me vestisse  "igual" a eles, e aí fui atrás de descobrir e percebi que não era tão reducionista assim, que existiam muito mais coisas sobre a superfície! E se mais pessoas de moda também resolveram estudar subculturas, também foi por vontade própria e não por ser uma área de estudo da profissão. Se pessoas de Moda estudam subculturas elas são exceção e não a regra!


Lá nos anos 1980 os jovens já estavam quebrando regras e usando o que queriam sem seguir rótulos ou uma estética 100% de uma subcultura. Toda geração jovem passa por exatamente essa mesma situação de querer ser único, de querer ser autêntico, de querer ser sem rótulo, sem classificação. Eu sei disso porque eu também fui assim e creio que isso se repetirá ainda por várias gerações juvenis já que em nossa sociedade a expressão individual ainda é e será valorizada por muito tempo. 

Não há nada melhor do que ser único e isso, todos nós somos! 


[EDIT]: Só depois que publiquei e reli percebi que o título não está muito acurado, mas de qualquer forma é relativo a questionamentos vindos de meus blogs ou de pessoas que os leem.

* Todas as fotos foram salvas do pinterest sob a busca "dont label me"





Olá! Este post é sobre um projeto em parceria com outras 3 alt bloggers que amamos: a Nayara do Eccentric Beauty, a Rafa do Vultus Persefone e a Jaque do 4sphyxi4.
O projeto consistia em criar e fotografar sete looks, um para cada dia da semana, priorizando peças da Dark Fashion que é nossa loja parceira. ♥


Eu tenho cerca de 20 modelos da loja vindas tanto de parceria quanto de compras. O que gosto na Dark Fashion é que rola muita harmonia entre as peças da marca. Gosto das peças que são "atemporais" (não saem de moda nunca) e daqui há 4 ou 5 anos eu ainda vou poder usá-las. Clássicos alternativos!
A Nívia é uma estilista talentosa e apaixonada pelo que faz, só tenho a agradecer por esses anos todos de parceria! ♥

E vamos ao Lookbook comentado!

Look #1 - Punk de boo-tique
Esse é o primeiro look, com o vestido broderie 5067, é um visual que uso bastante nos dias de calor porque este vestido é super solto e confortável e tem uma alça regulável de ilhós pra você regular desde despeitamento (como o meu) até air bag duplo, aceita vários tamanhos de peitos. Fora que joga aquela essência rock n roll, os furinhos lembram as roupas rasgadas dos primeiros punks.



Look #2 - Poser Goth
Esse é meu básico, uso muito. O ano inteiro! É um dos meus uniformes. A blusinha é a 2029, a saia é a 5028  e quando bate aquele arzinho mais fresco eu uso com o bolerinho de mangas em renda (está indisponível no site mas tem outros boleros lá).
* Ai gente esse batom cinza metálico da Ruby Rose foi uma decepção, não costumo resenhar make, mas fica aqui a opinião sincera. Não me dou bem com essa marca :,(

olha o pôr do sol!

Look #3 - Lady in Black
Esse é o vestido preto com renda 5063 com as luvas 8006. Esse vestido é mais chiquezinho eu não uso tanto no dia a dia mas em momentos de celebração como aniversários, festas, encontros, museus, galerias etc, e se dá aquela esfriadinha eu costumo combinar ele com o bolero 2600.





Look # 4 - Velvet Underground 
Esse é um conjuntinho que eu adoooro: a blusa de veludo 2026  a saia de veludo não achei no site (mas tem uma godê lá, a 5007, que pode ser substituta) e luvas 8006, claro que dá pra usar as peças separadamente, mas como tenho as duas e elas combinam, gosto de usar em conjuntinho. Veludo agora tá no moda né, eu não tenho certeza se a saia volta a estar disponível no site com o detalhe em vermelho, mas já vi ela sem o detalhe, só com veludo, até divulguei no stories do Insta do MdS um dia. Esse é um visual que uso mais pra sair, passear, ir no shopping...



Look #5 - Dark Pin-up
Este look de dark pinup tem a blusa de renda em manga longa 2502 (aproveitem o preço, a qualidade é ótima, renda super macia, não pinica!), o corpete 3601 e uma saia godê de malha com renda em cima que foi uma encomenda minha, mas que vocês podem substituir por exemplo pela 5012 (isso soou como aqueles memes da Bela Gil?). Se vocês querem alterações em peças falem com a Nívia que ela analisa a possibilidade de fazer uma peça sob encomenda como foi feita essa saia. Esse visual sem o corpete eu uso de boas pra sair e passear em todo lugar no dia a dia. Com o corpete eu já limito um pouco mais o uso, prefiro mais pra celebrações ou eventos ou shows (trocando o calçado) porque ele tem uma pegada mais rock.

foto com participação da minha gatinha Dóris


Look #6 - Rockstar Wannabe
Ai eu adoro esse look! É bem rock n roll eu uso pra ir em shows, festerês ou quando quero bancar a rockstar wannabe na rua mesmo. Baphón!! Tirei um monte de foto e quis dar uns efeitos mais rockenrollers nelas. 
É a blusa 2032 e  a saia 5023 e uma luva 8006. Aliás essa blusa de ziper tem um impacto visual muito bom, ela dá um up em qualquer look, adoro! É só mudar a Melissa por uma bota que já fica um look mais agressivo bem streetwear punk.





Look #7 - Sanalicious

Esse modelito eu também uso com frequência! É bem básico e o destaque fica com a legging com renda só na frente que parece uma meia calça, fica assim meio sexy, meio Sanalicious... não encontrei ela no site, mas  existem outras leggings na loja (aqui) que podem facilmente entrar no lugar. A blusa é a mesma de sempre que eu uso até gastar, a 2029 e a luva 8006. Ah, a saia é uma que fiz, mas vocês podem substituir pela 5012 ou alguma outra godêzinha como a 5007.



Então esse foi meu Lookbook Dark Fashion, se vocês gostaram ou não digam aí nos comentários. Os links das meninas estão aqui embaixo, não deixem de visitá-las! ♥


Nayara - Eccentric Beauty
Rafa - Vultus Persefone 
Jaque - 4sphyxi4. 



Mais um projeto dos blogs aliados do Universo Alternativo!  Este mês o tema é "Três Postagens Antigas".



Quando fui pensar sobre o que eu postaria para este projeto, cinco postagens me vieram à mente e foi bem difícil escolher apenas três delas. O blog existe desde 2010, o que é bastante tempo, mas mesmo assim, eu já meio que sei quais posts me marcaram durante esse percurso.


Postagem #1
A Sombria Intelectualidade de Amantes Eternos.


Como muitas de vocês, gosto da figura dos vampiros. Tive inclusive uma fase de grande interesse por estes "seres". Era aficionada por livros e filmes (por piores que fossem). No entanto, a maturidade chegou, assim veio a seletividade e por muitos anos histórias enfadonhas sobre o tema me mantiveram desinteressada pelos sugadores de sangue. Tanta repetição de clichés, tanto mais do mesmo... Até que fiquei sabendo do filme Amantes Eternos através da visualização de seu trailer, aquilo me chamou a atenção tanto pelo aspecto artístico quanto por Tilda Swinton (atriz que é uma inspiração para mim) - que eu sei que não faz filme ruins - e por ter concorrido em Cannes. Eu assisti e bem... me impressionou muitíssimo! Na história deste blog, é um dos textos que escrevi com mais paixão e encantamento! Quem estiver interessado nesta minha experiência, basta clicar no link a seguir:



http://diva-alternativa.blogspot.com.br/2015/10/a-sombria-intelectualidade-de-amantes.html



Postagem #2
Um Exercício de Auto Estima 

Esta é uma crônica que fiz sobre uma das visitas de minha prima adolescente. Num mundo onde as mulheres são idealizadas seja por machismo seja pela indústria de consumo; num mundo onde as "influencers", as referências de beleza e inspiração são eurocêntricas e padronizadas; num mundo onde cada vez mais meninas e mulheres se acham "horrorosas" e querem se modificar por plásticas, dietas e entram em paranóia com seus corpos, ter uma prima adolescente que sai completamente fora do padrão neste sentido é um alento!
E talvez sua criação alternativa tem seu nível de responsabilidade. Minha prima não foi criada em moldes conservadores e consumistas. Sua mãe (minha tia) foi hippie quando nova e amadureceu como uma pessoa mística e livre de conceitos sociais herméticos, criando a filha de uma forma super aberta.
Quem estiver interessado na lição de auto estima de minha prima, basta clicar no link:




 Postagem #3
 Pequenas felicidades certas que estão diante de cada janela.

Sou muito observadora e ligada à natureza. Gosto de acompanhar o ciclo da natureza e as poesias do dia a dia que a vida nos presenteia. No entanto, é inevitável conviver com pessoas que só reclamam da vida. Aquelas que acham ruim o emprego (mas não saem dele), as que acham ruim política (mas não se interessam pelo tema, algo fundamental), as que acham ruim o país (e amam os gringos que nos exploram), as que reclamam do trânsito (mas se você propõe adotar a bicicleta elas acham "coisa de pobre"), as que você dá uma ideia e elas fazem tudo pra gongá-las, e outras coisas mais...
É uma auto sabotagem de um povo que tem tudo pra se empoderar mas que infelizmente pensa que não tem poder nenhum e aceita esse pensamento. Na minha visão, quem muito foca no negativo, na reclamação, não enxerga as felicidades certas que todo dia a vida nos presenteia em suas nuances e detalhes. E foi pensando nisso, que resgatei um texto da minha amada Cecília Meireles que li aos 9 anos de idade num livro de escola e nunca mais esqueci (porque naquela idade, arranquei a página do livro e guardei, sente o nível da criança!). Quem estiver interessada em ler um texto desta escritora e poetisa maravilhosa, basta clicar no link a seguir:




Há muitas outras postagens que amo neste blog, quem sabe num outro futuro projeto ou em postagens eu continue as resgatando para não serem esquecidas.
Beijos e agora é partir pra ler os das amigas blogueiras!

Projeto de Escrita Mensal UA
Janeiro • A História do meu Blog Fevereiro 
• O que aprendi com a blogosfera.
Março • Tudo aquilo que me inspira hoje.
Abril • 5 blogs que sigo e admiro! (Underground, please!)
Maio • Coleção de fotos que nunca publiquei.
Junho • Três postagens antigas favoritas.
Julho • Sobre meu estilo pessoal.
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Olá meninas!
Hoje venho com uma dúvida que vai e volta na minha cabeça e quem sabe vocês possam me ajudar: 
Qual a linha que divide um rótulo do saber quem se é (autoconhecimento)? 
Qual a linha que divide o rótulo de se identificar como sendo de uma subcultura? 
E quando pessoas que não gostam de serem rotuladas, acusam as pessoas que se autoconhecem bem ou que se identificam com subculturas como sendo "limitativas"?

Se pessoas dizem:
"ah, uso o que eu quero não gosto de me rotular"
e se outras dizem:
"sou da subcultura gótica"
ou se dizem: 
"às vezes sou gótica, às vezes sou punk e adoro tudo diferentão".
Na minha visão todos estão certos, porque todos usam o que gostam e se identificam com uma coisa ou com outra.

Não tem NENHUM problema as pessoas se assumirem com as características principais do seu estilos próprios e estilos de vida! MESMO que isso depois se revele apenas uma fase. NENHUM, nenhum problema!

Existe uma diferença entre ser de subcultura e ter o rótulo de (alguma) subcultura?
Existe uma diferença entre ser uma pessoa alternativa e ter um rótulo como tal?

Existe uma diferença entre se entender e se autoconhecer como uma pessoa de características alternativas - e aceitar isso serenamente - e existe uma diferença entre achar que ser alternativo é um rótulo?

É muito complicado julgar que ser alternativo é rótulo, não acham? Já que isso é algo muito pessoal. E que ser de alguma subcultura é um rótulo, já que existe todo um estilo de vida por trás daquilo...


Quando uma pessoa bate no peito e diz "sou punk, com orgulho" ela está se rotulando ou está apenas demonstrando além de auto conhecimento, um comprometimento com determinado estilo de vida?


Observem esse quadrinho da Trellia, uma moça ~gótica~ se aproxima de um rapaz e ele diz "gótica?" e ela grita "não me rotule!".  
O que Megan diz, com esse quadrinho é: se você é gótica, não tem nenhum problema em se assumir como tal. A subcultura gótica é linda, tem uma história maravilhosa, por que ter vergonha de se autodenominar assim se tudo em você converge para tal?
Fonte

O rótulo que uma pessoa te dá, muda algo em você?
Se não muda, pra que se preocupar?

O rótulo que a pessoa te dá, prejudica a sua vida?
Não? Então pra quê se preocupar?

Por que se preocupar com o que OS OUTROS  pensam da gente?


Quando uma pessoa diz "sou alternativa" é porque supõe-se que ela se conhece o suficiente e fez escolhas na ideologia, nas ideias etc que não é de forma nenhuma o padrão exigido socialmente. E quem somos nós pra julgar se a pessoa é ou não alternativa sem conhecê-la?

Se alguém virar pra mim na rua - que já aconteceu vááárias vezes - e perguntar: "você é roqueira, não é?"
Ela está me rotulando ou apenas lendo os símbolos contidos na minha aparência? 
Símbolos estes que EU escolhi de forma completamente consciente já sabendo como eu queria ser lida ao vestir aquelas roupas e acessórios? 
De forma nenhuma esta pessoa está me ofendendo. Ela está apenas verbalizando uma leitura simbólica e até inconsciente sobre minha aparência. Se eu responder: "sou sim!" - Eu estarei me rotulando ou apenas confirmando o que meu visual comunica

Isso não faz de mim a necessidade de ter uma casa cheia de referências à cultura rock n roll (embora alguns assim gostem) existe gosto pra tudo, até pra decorar. As pessoas não são apenas o que ouvem, elas são o que leem, o que consomem, o que assistem, o que pensam e em alguns casos o que trabalham... e isso, pra mim, não impede que uma pessoa assumidamente "punk", tenha uma casa rococó. E se essa pessoa que se assume punk for profissional de História da Arte especializada e fã do século 18? Ela não deixará de ser punk por causa disso, certo?


Então...
O rótulo só é rótulo quando erra o que somos ou quando ofende?
O rótulo limita ou nós nos limitamos?


O rótulo é colocar uma tarja numa pessoa e colocar ela numa prateleira de supermercado?  
Mas não somos todos nós produtos da sociedade? 


Não somos todos nós consumidores de produtos que nós mesmos colocamos os rótulos: "esse é bom", "esse é ruim"..? Aliás, eu leio os rótulos de todos os produtos de supermercado, eles são informativos, eles definem minhas escolhas.


Não é de hoje que pessoas que não curtem rótulos criticam quem se identifica com uma subcultura ou com estilo de vida. Se pessoas se assumem como "góticas" ou se assumem como "headbangers" quem somos nós pra criticá-los já que cada um sabe de sua vida e de suas escolhas?


O rótulo é uma qualificação simplista normalmente usada de maneira negativa sobre tudo que não se consegue compreender.


O ponto que eu quero colocar aqui - estou focando especificamente sobre cultura alternativa: pra mim, subculturas não são coisas negativas. Pra mim, alguém ser tribo de estilo não é algo negativo. Então, eu não enxergo subculturas/estilos de vida como algo negativo e limitante já que cada pessoa preserva sua individualidade e suas escolhas junto de seus semelhantes. Subculturas alternativas ainda são muito incompreendidas, é o que percebo...


 

Vivemos numa sociedade super fluida, onde as coisas vem e vão num ritmo alucinadamente rápido, mas nada impede que alguns se fixem por anos em algum estilo ou que tenham fases e se orgulhem delas. 

Se alguém nestes tempos superficiais onde tudo se desfaz tão rápido, "ousa" se assumir de uma subcultura, não é pra se admirar a fidelidade? 

Numa época em que nada se fixa, ter um tempo pra experimentar e curtir a fundo uma fase e se orgulhar dela, é algo tão interessante que não pode de forma nenhuma ser diminuído pelos outros.

Rótulos prejudiciais são aqueles que vem cheios de preconceitos e pré-julgamentos na vida, no trabalho, na religião. Observem que nestes casos costumam vir como reflexo de algo conservador que existe por trás ou do desconhecimento sobre o outro.

Mas coisas, situações e vivências que fazem as pessoas bem e felizes não podem - ou não deveriam - ser consideradas negativas.  Não há problema nenhum em se autoconhecer e se auto exemplificar. Por isso eu acho - apenas ACHO e ninguém precisa concordar comigo - que a palavra "rótulo" não serve pra julgar quem está de bem com si mesmo e vive segundo determinado estilo de vida.

Preocupemo-nos menos com rótulos e vivamos mais!  


Me ajudem com estes dilemas! ♥


P.S: Muita gente não percebe mas: ser vegano é ser de subcultura, ser nudista é subcultura, ser GLBT é uma subcultura e muitas outras minorias também são!
São rótulos? Ou são apenas classificações? As pessoas que tem orgulho de se dizerem "veganas", estão se rotulando também? Ser vegano é um estilo de vida, assim como ser punk, gótico...
Complexo, né?
Se é aceito como classificação, porque quando envolve subculturas alternativas, consideram um rótulo? 
Minha cabeça está dando nó ao pensar sobre esse assunto, espero que eu volte em breve com um pensamento mais claro sobre o tema! Ou não rsrs!