O Look que eu não curti (mas só percebi depois...)

* Enquanto escrevo esse post, estou em SC e vejo  previsão do tempo pra essa madrugada na cidade de São Joaquim, na serra catarinense. Neste momento, faz 10ºC na cidade e, a previsão pras 6 da manhã é de 6ºC. Durante a semana, a máxima será de 20ºC. Então amigas, mudem pra serra de SC se vocês querem uma vida com dias frios, deem adeus ao calor e venham viver uma vida interiorana pacata, com neblina e lareiras acesas. Porque sim, existe frio no Brasil! *

Neste dia fui no shópis. E já sabendo que eles são truqueiros - nessa época do ano eles colocam o ar condicionado no máximo pra você sentir frio e comprar a coleção de outono inverno mesmo que esteja um sol de rachar lá fora - fui precavida. Coloquei meias calças e levei um bolero.

Optei por usar minha regata de telinha - que fiz as contas e ela tem 12 anos!!!!! Ou seja, fiz ela em 2003 :O 
O motivo de eu usar a regatinha de tela embaixo do vestido é que o decote deste vestido é redondo e profundo (não parece mais é), ideal pra quem tem algum peito (não é meu caso). Cinto de elástico que tenho há uns 5 anos e na época custou R$4,00. Meia da Renner que comprei três anos atrás (quase quatro) e Melissa Vivienne Westwood Three Straps Low que eu tenho há uns 6 anos. Ou seja, de novo mesmo só o vestido. Não dá pra ver mas é essa presilha da Sweet Style e os acessórios são velhos de guerra.

Por que não curti:
Bom, antes de sair eu tirei foto e larguei a máquina. Quando voltei e fui ver no computador, notei que minha silhueta ficou achatada mesmo com o vestido sendo curto. Acredito que isso se deu porque houve três "cortes" horizontais na silhueta: 1. barra do vestido; 2. linha horizontal da meia e 3. Tiras da sandália no tornozelo.
Resultado: fiquei parecendo uma criança arrumada pra festa da amiguynha.

Então, minha nota mental é: não usar esse vestido com essa meia novamente 
ou repetir o traje mas não usar com esse calçado de tiras, usar com salto.


(eu ia linkar no post o vestido, mas ele vendeu tão bem que tá fora de estoque na Stooge. Assim que voltar, eu atualizo)


Bizarro para você, normal para mim: As particularidades do mundo alternativo! Tag 1: MODA

Esse é mais um projeto do grupo de blogagem alternativa coletiva que participo, o Blogueiras S/A!! :D



"Pensando em esclarecer as particularidades do mundo alternativo para os interessados, o grupo Blogueiras S/A apresenta o projeto "Bizarro pra você, normal para mim: As Particularidades do Mundo Alternativo" que consiste em abrir as portas do mundo alternativo para que as pessoas possam conhecer as diferenças e entender que apesar delas, somos todos seres humanos que merecem respeito. O projeto acontecerá em quatro capítulos divididos em vários temas que cercam o cenário alternativo. Cada participante mostrará a partir de sua visão um pouco do nosso mundo e do que nos torna diferentes."



Perguntas:
1. Como você definiria o seu estilo de se vestir?
* Sanalicious 
* Rockstar Wannabe 
* Metalera Suave 
* Punk sem boutique
* Lady in Black 
* Poser Gothic 
* Retrô Atualizada
* Hipster Ultrapassada 
* Metamorfose Ambulante Estagnada.


2. A música influencia na seu estilo? Quais são suas influências musicais?
Claro!! O Rock n Roll me fez ser quem eu sou!
Eu me encontrei no mundo alternativo quando conheci a subcultura rock, passei a "me vestir como roqueira". Absorvi influências diversas ao longo da vida e hoje todos os estilos musicais e estéticos dentro do rock me inspiram, não servem mais como influência mas sim, como referência.
Eu gosto de outros estilos musicais além do rock, mas não influenciam meu estilo.


3. Já se inspirou em algum músico ou artista para compor seu visual? Qual?
No início não havia apenas um artista que eu me inspirava, mas no visual rock n roll como um todo, especialmente o hard rock, o punk misturado com a moda dos anos 90 (era a moda da época), eu fazia um apanhado geral das imagens que chegavam até mim (couro, spikes, xadrez, preto, tule...) e tentava criar um visual com o pouco que eu tinha acesso.
Posteriormente, mais velha, eu curtia usar saias e as meninas do rock não usavam muito, aí peguei um pouco de inspiração nas saias que a Amy Lee usava, saias mais armadas. Depois eu tive uma fase muito headbanger onde bandas Female 80s de Hard Rock e Metal e a Doro me inspiravam muito! Eu usava calça justa preta (cirrê, vinil ou jeans com camada emborrachada) ou mini saia de couro com vários cintos e corpetes ou blusinhas pretas.


4. Cite 1 peça preferida, 1 mais versátil e 1 que foi mais difícil de conseguir do seu guarda-roupa.
Preferida: Esta saia com mini pregas que fiz há 6 anos atrás e ainda uso diretão.



Versátil: Difícil responder porque tendo a comprar peças versáteis pra ter múltiplas combinações e um armário enxuto. Então, praticamente todas as minhas roupas são versáteis, mas se eu tiver que escolher só uma fico com a saia de tule de bolinha com barra de renda que eu fiz. Porque dá pra compor tanto visual básico de ir ao mercado quanto mais elaborado/fashion. Também uso ela como "saia de baixo" pra vestidos curtos.

Mais difícil: A Lita inspired Spikes. Calço 38 e a fôrma desse calçado (da China) é pequena. Assim, demorei quase um ano pra encontrar uma 39 por um  preço justo. Se eu achasse uma tamanho 40 eu compraria agora, porque gosto de usar botas um tamanho maior, pra usar com meias grossas no inverno.



5. Como me adapto dentro da minha vida, rotina e estilo diante de pessoas que não fazem parte do meu modo de vida alternativa?
Normalmente não me adapto.
Eu uso meu estilo em todo lugar, do supermercado ao shopping, à um restaurante ou pra fazer compras banais na rua. As pessoas que convivem comigo conseguem me enxergar além das roupas. Tenho diversos amigos "normais" e não precisei me vestir "normal" pra conquistá-los. 

E por não me adaptar, às vezes sinto a repulsa por minha estética vinda de pessoas de aparência religiosa, de classe mais baixa ou o oposto, pessoas de classe muito alta (deixando claro que não é crítica à essas pessoas, e sim uma observação sobre minha experiência pessoal).
Muitas pessoas adaptam seus estilos ao mainstream, eu fiz escolhas onde o mainstream fica num paralelo com minhas atividades. Tendo a procurar emprego em empresas mais abertas, acaba sendo bastante limitado na questão profissional, mas são escolhas, cada um faz as suas.

Quanto à família, nunca tive problemas com meus pais, pois eles são roqueiros. Para os outros familiares, minha a estética não faz diferença pra eles, pois conhecem minha personalidade. O que parece incomodá-los é o fato de eu não viver uma vida padrão - juro que isso incomoda mais do que o visual!!! VIVER alternativamente é bem mais complicado que só usar a estética.

 
6. Como consumidora e blogueira alternativa que recado você deixaria para as empresas?
Como Consumidora: 
- Lojas alternativas: loja alternativa tem que investir em peças loucas, diferenciadas, com design... peças ALTERNATIVAS. Mas poderia dizer que faltam lojas com foco em estéticas mais corporate, mais "básicas" (entre aspas porque o básico alternativo não é o básico mainstream), retrô (retrô MESMO) e menos sexies. A questão é que falta uma coisa que eu não sei explicar, acho que as peças da Dark Fashion são as que mais se aproximam do que imagino... seriam peças simples, confortáveis, atemporais mas com estilo sabe??
Encuco também com a questão preço x qualidade. Tem loja alt. que coloca o preço lá em cima e quando você pega a peça na mão, costura torta, tecido barato, pensa "não não não!".


- Lojas Mainstream (marcas, grifes e de departamento): 
Pagar R$80,00 por uma peça de loja de departamento que vale R$30,00 não é um achado, é exploração! Qual a procedência das peças fast fashion que compramos? Acho que isso precisa ficar mais claro pros consumidores que se interessam por um consumo mais justo, limpo e consciente..

Sinto falta de peças simples e com detalhes interessantes. Você acha uma blusa com uma modelagem super legal, diferente e tem uma estampa tenebrosa. É preciso entrar na mente desse povo que roupa *não precisa* ter estampa pra ser bela!
Acho que as trends alternative inspired tem sido muito mal desenvolvidas. Vejo mais "alternative inspired sem graça" do que "alternative inspired com uma idéia legal". Digo isso com meu estilo pessoal em mente, CLARO, cada um tem seu estilo e suas visões sobre. A banalização extrema de estéticas alternativas, a amenização de conceitos, o consumo em primeiro lugar, acabou estragando algo que poderia estar sendo muito legal de consumir. Compro menos hoje em dia do que 5 anos atrás quando o alternativo não estava em voga... parece contraditório, mas é que o "alternativo" que essas lojas andam vendendo são pulverizados demais pra mim. Acabo indo em loja mainstream só pra comprar roupa básica e com sorte alguma caveira em blusa preta.

E mais variedade de tamanhos, claro! Não precisa existir "sessão plus size". TODAS as peças DEVERIAM ter tamanhos maiores e não apenas uma sessão separada com um estilo selecionado que às vezes nem é o estilo da gordinha! Magras e gordas podem vestir a mesmíssima roupa. O que define não é o tamanho da pessoa, mas o formato do corpo.


Como Blogueira: pensando no caso de parcerias com empresas, eu diria:
"Queridas empresas, não esperem que todo blog alternativo tenha um milhão de acessos, faça looks do dia certinhos, resenhas redondinhas, porque são blogs... alternativos!
Não espere moças de corpos perfeitos, malhados e sensuais, nós somos como somos e assumimos nossas particularidades corporais!
Um nicho de gente crítica e com muita criatividade. As blogueiras alternativas tem estilo e opiniões próprias, o que é muito mais interessante, pois se gostam da sua marca, gostam de verdade! Não peçam pra elas se amenizarem, se vocês pedem isso, demonstram que não tem cultura de moda, não estudam os nichos, não entendem a importância do estilo próprio e podem estar perdendo uma geração de clientes!"

É isso aí galeris! Agora visitem os outros blogs dazamigas participantes:
(coloquei o link direto de quem já postou até o presente momento, atualizo depois a lista)
Mädchen Rosenrot 
Asphyxia
Creepy Beauty
Eccentric Beauty
Inexplicited
Mone Venzel
Estranheza Peculiar
Bloody Bats and Bones
This is My World

Look de ir ao supermercado não é divo o bastante pra ser postado!


Ou talvez seja. O blog é seu e você posta o que quiser.

É outono e o sol mudou de lugar. O local que eu andava tirando fotos de looks tem tido dois momentos opostos: escuridão num horário e sol direto no outro, como resultado, as fotos estão ficando hora escuras, hora com raios de luz me atravessando. E por causa disso, acabo tentando melhorar a luminosidade com algum efeito. Esse blog não é profissa (e nem pretende ser, por hora) então posso ser TRASH à vontade na edição das imagens.

Sem um pajem pra me fotografar (adoraria!) nem controle remoto, neste look foi tudo no automático, o que tornou as coisas beeeem chatinhas, apertar o botãozinho, correr e... a foto sai com o corpo/rosto de um jeito estranho... Como era um dia que eu tinha 15 minutos disponível, dei uns 6 clicks e as fotos abaixo se salvaram!

A blusa comprei na Marisa mês passado por 20 $ana$; saia handmade, acessórios de sempre e me dei ao luxo de colocar a Melissa de salto porque era uma saída rápida. Nada além de comprar uns 10 itens no mercado e mais uns 5 na loja de produtos naturais e voltar pra casa porque esse foi um daqueles dias de outono que fez 30ºC. Look confortável no calorão é regra!

Essa foto foi tirada 2 dias depois que mudei o cabelo, dei efeito na foto pra clarear porque elas ficaram bem escuras, acabou que deu uma iluminada no tom do cabelo, um brilho, mas nada muito diferente da cor que havia sido recém pintada.
Odeio pose-não-pose...mas acabei fazendo.

Ishtar

Hoje é dia de Ishtar. Sabe um sonho antigo que você deixou pra lá, um talento que você tem e não está sendo bem aproveitado ou ainda, um desejo que você abandonou devido às dificuldades do dia a dia?
Então, o dia de Ishtar é pra refletir sobre tudo isso...

Ishtar é a Grande Mãe da Babilônia, Deusa da lua, da noite, da fertilidade, amor, guerra e sexo. Seu símbolo é uma estrela de oito pontas (Ishtar Star). 
No hemisfério norte é a deusa da Primavera, onde um dos rituais em homenagem à ela era a pintura de ovos. Ops, se lembrou de alguma coisa? Ovos de Páscoa? Sim... na mitologia nórdica é conhecida como Deusa Easter... seria mais um ritual pagão adotado pela cultura cristã?

Quando Ishtar descia ao submundo, nada crescia no mundo, tudo se tornava medo e escuridão, é através disso que ela nos ensina os mistérios, revela coisas ocultas, a sabedoria e o entendimento dos ciclos da vida e da natureza.

A dança dos sete véus é uma homenagem à esta
Deusa, pois ela atravessou os sete portões do submundo, despindo-se de seus poderes em busca de seu amado, Tammuz.

Ishtar é tanto Deusa do bem quanto do mal... todos nós temos estes dois lados.


Mudança Capilar: do cabelo rosa ao laranja (com rosa)

Já tem um tempo que ando admirando cores contrastantes que se combinam, como verde com laranja, verde com roxo, vermelho com rosa e laranja com rosa. Saí pra pesquisar sobre essas combinações de cores no cabelo e me deparei com algumas referências. Dentre todas, acabei indo pra cores seguras (não quis me arriscar, enfim...) essas foram as imagens que me inspirei pra mudança:


Meu fúcsia é a mistura do Royal Pink com Magic Pink e Sweet Grape (listados em sequência de maior para menor quantidade) da Candy Color. E aí comecei o duro processo de retirar o rosa fúcsia do cabelo. Comecei fazendo duas sessões de Dekap Color, que ele desbotou pra um tom pastel e junto à isso o uso de shampoo anti resíduos 2x por semana (pois é eu tava com pressa pra retirar a cor!) e depois, na semana seguinte, mais Dekap e anti resíduos!

Daí ficou praticamente loiro em cima e um rosa bem claro nos fios de baixo. Fiz alguns testes de mecha: com anilina laranja e com Chrome Orange da Candy Color.
A anilina ficou um laranja radioativo, mas que eu sabia que demoraria um pouco a desbotar. Já a Chrome Orange, deixou a mecha num tom pêssego. Então descartei o uso desta coloração. Lembrando que a Candy Color atualmente mudou a fórmula e essa minha Chrome é fórmula antiga.

Eu queria algo não permanente e com rápido desbotamento pro caso de me arrepender, me lembrei que nos meus primórdios de ruiva, eu tonalizava muito o meu cabelo com a Color Touch 0/34, mas acabou que na minha cidade achei somente a Alfaparf Color Wear que é um tonalizante sem amônia e foi esse mesmo que comprei! 
Dei uma pesquisada na web sobre resenhas desse intensificador mas não curti nenhuma. As meninas praticamente misturam o Arancio com um monte de creme branco, o que tira totalmente a graça do laranja radiotivo que ele tem, deixando num laranja "normal". Após ler as resenhas, percebi que a cor era linda e decidi que eu o misturaria com bem pouco creme (na verdade nem precisava, mas fiquei com medo de uma mudança drástica demais)!


O Color Wear Arancio tem um laranja lindo e super forte, fica da mesma cor que a anilina laranja. Só que  como eu misturei com uma colher de creme, obviamente amenizou um pouco a cor, e principalmente faz a cor sair mais rápido com as lavagens. O rosa da ponta dos cabelos - e da franja, mas acabei cortando as pontas - foi feita na mistura de Royal Pink com Magic Pink + creme condicionador branco.

Acabei por cortar só um pouco o comprimento, o que mudei mesmo foi a franja. Diminuí a espessura dela (no sentido horizontal), separei um pedaço dela pra deixar crescer porque estava achando-a um pouco "grossa". E minha sobrancelha, que estava natural desde dezembro, acabei descolorindo e limpando, esse foi o resultado:


Não foi difícil me acostumar com esse cabelo (demorou só uma semana pra me habituar) porque usei laranja por muito tempo, só achei um pouco chatinho fazer as pontas rosa sem manchar o resto do cabelo durante o processo.

Bom, como podem reparar, minha raiz tá escura. Decidi deixar o cabelo crescer novamente. Não sei se conseguirei deixá-lo crescer no tom natural, ano passado tentei, mas após 4 meses desisti. Tem aproximadamente 2,5 meses de raiz natural, vamos ver quanto tempo dura ;-D


Pequenas felicidades que estão diante de cada janela


Houve um tempo em que minha janela se abria sobre uma cidade que parecia ser feita de giz.
Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco. Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto.
Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde, e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse.
E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.

Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor. Outras vezes encontro nuvens espessas. Avisto crianças que vão para a escola. Pardais que pulam pelo muro. Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais. Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar. Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega. Ás vezes, um galo canta. Às vezes, um avião passa. Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino. E eu me sinto completamente feliz.

Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas, e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.

Esse é o trecho de uma obra chamada A arte de ser Feliz, de uma de minhas poetisas brasileiras preferidas, Cecília Meireles. Esse texto é especial porque foi o primeiro material dela que li aos nove anos de idade num livro da escola e nunca mais esqueci. Ainda hoje me fascina tudo que essas palavras me fizeram refletir.

Pra começar, eu super me identificava com a pessoa que olha pela janela e vê o ciclo da vida acontecer pacientemente, pois sempre fui fascinada pela natureza, um jardim, uma paisagem... Ainda hoje minha janela se abre para árvores e plantas e os passarinhos que pousam nelas. Consigo acompanhar todos os ciclos das estações, qual plantinha brotou, qual está pra hibernar ou florescer.

Mas o que eu acho que esse texto em especial mais me ensinou foi sobre "as pequenas felicidades certas que estão diante de cada janela". Às vezes as coisas que nos deixam felizes estão super perto de nós, ao alcance das mãos, mas por algum motivo, as ignoramos. Achamos que a felicidade está em outra pessoa, num local do globo terrestre ou presente em algum objeto. O texto também fala das pessoas que vão desacreditar de nós... Mas a arte de se ser feliz às vezes é também resultado de um processo, uma mudança, algo que plantamos e demorará a ser colhido. A felicidade está justamente no caminho, na paciência, no dar tempo ao tempo e observar todo dia diante de nós, as coisas tomando forma.

Se a gente abre a janela e só foca nas coisas aborrecidas, a gente perde aquele momento mágico que a vida nos deu de escolher como queremos nos sentir (bem) naquele dia. 
"É preciso aprender a olhar, para vê-las!" As felicidades certas diante de cada janela estão dentro de nós, mas precisamos enxergar com os olhos certos pra não deixar elas escaparem!



♥ Eu gostaria de aproveitar e dizer que exatamente uma destas "pequenas felicidades" vem deste bloguinho e de todas as pessoas que conheci através dele. É uma pena que muitos leitores não se revelem, se não, quem sabe, eu conheceria bem mais "pequenas felicidades" por aqui :)
Eu fico incomodada de não poder estar dando a devida atenção a todos blogs nacionais que acompanho... pois é.... são muitos, como faz pra acompanhar tudo sem deixar ninguém no vácuo por algum tempo?? Ainda estou descobrindo. Se alguém tiver a receita, me passa! Ler posts, pensar, refletir, interagir... Só que em alguns horários, tudo que quero é esvaziar a mente, relaxar de viagens, de ruas e estudar, ler muito e escrever...
Também sou aquela que prefere ler posts, até mesmo pela praticidade do correr de um dedo no celular no momento de espera numa sala... então os posts com vídeo, eu acabo deixando pra "ver por último". Dependendo de onde estou, não posso ter "volume" perto de mim ou ou não posso colocar fones de ouvido, apenas o olhar não basta, precisa-se do som - ouvir a voz, ao contrário de um post-texto, que eu leio enquanto tomo um café, e nisto, um pequeno sorriso de empatia costuma surgir nos meus lábios, dou um suspiro e começo a escrever também. ♥


E então, mudei meu cabelo...


 "Hoje eu sei, só a mudança é permanente"

é o diz aquela música de uma de minhas bandas nacionais preferidas, Engenheiros do Hawaii.

Embora fúcsia/magenta seja a minha cor preferida para muitas coisas, foi no cabelo que eu me rendi à ela de vez. Uma paixão como eu há muito tempo não sentia por uma cor de cabelo.
A verdade?
Eu queria ser rosa pra sempre!
Eu queria ser como a Zandra Rhodes.
Mas de uns 3 meses pra cá, como eu disse neste post, eu tava sentindo vontade de dar uma variada. É algo como uma ânsia, uma coisa que precisa sair pra fora, ser testada. Uma inquietude.
E daí, mudei a cor.
Tô separando umas fotos que usei de referência. Ainda tenho umas fotos de looks com cabelo rosa pra postar mas isso não tem pressa, sempre há espaço para throwbacks aqui no blog.

Rosa total mal se foi, ainda estou com saudades...
Mudanças são certeza na vida, outro dia a cor volta!  


"Estilo é plagiar a si mesmo!"

Ainda estes dias comentei num digníssimo post da Marcela que eu adoro andar "montada". 
Aí eu comentei isso com uma amiga e ela me disse: 
"Mas você não anda montada, você anda no seu estilo! Quem se monta é drag, que veste uma persona".

Daí eu refleti e me dei conta que faz pouco tempo que peguei a mania de dizer que "adoro andar montada".
Faz mais ou menos 2 anos que voltei a usar o visual que gosto. Antes disso eu vinha da fase retorno de Saturno em que anulei meu visual mais elaborado (que costumava ser meu habitual desde os 17 anos) porque supostamente eu tinha e precisava "me encaixar". Foi uma época que adotei a estética pin-up, por ser um tipo de visual alternativo seguro, amenizado e super aceito por ser "bonito e elegante". 

Acontece que não me sentia plenamente bem sendo "amena" e aos poucos voltei a me elaborar mais, voltei a usar peças que eu tinha largado de lado e que me representavam. Daí, acredito que até mesmo por defesa, passei a dizer que eu "me montava". Mas como bem lembrou minha amiga, por eu amar moda, história da moda, sociologia da moda e a liberdade pessoal que a moda me proporciona, eu gosto de usar a roupa como expressão ou extensão de meu estado de espírito. Não há motivos para eu ficar na defensiva caso meu estilo por várias vezes possa ser considerado exagerado por outras pessoas. 
Às vezes ocorre de eu usar a roupa que muitos considerariam "de balada" pra fazer as compras da rua ou ir no shopping, porque aquele é o visual que me sinto bem e confiante. Atualmente não tenho "roupa de balada". Não tenho mais essa divisão. Da mesma forma que há dias que meu visual é mega simplório que chega a ser entediante - especialmente nos meses de alto verão ou quando vou no supermercado, local que preciso abaixar, levantar, andar e carregar sacolas - esse visual tédio também é um reflexo verdadeiro de mim, não é uma "desmontação".

Cheguei a conclusão que vou evitar ao máximo dizer que "adoro andar montada", porque não preciso me desculpar por gostar de usar plenamente minha moda.
Como bem foi citado pela minha amiga, quem se monta, monta uma persona. Eu, parafraseando Alfred Hitchcock, plagio à mim mesma.


Eu espero que todas as divas alternativas por aí também descubram que não precisam pedir desculpas se se vestem um pouco mais "over the top" que o habitual quando bem entenderem.
Afinal, existe estilo alternativo que não seja "montado"? 
Acho que não né?  ;D