Eu nunca fui uma moça bem-comportada...

"Eu nunca fui uma moça bem-comportada.
Pudera, nunca tive vocação pra alegria tímida, pra paixão sem orgasmos múltiplos ou pro amor mal resolvido sem soluços.
Eu quero da vida o que ela tem de cru e de belo. Não estou aqui pra que gostem de mim. Estou aqui pra aprender a gostar de cada detalhe que tenho. E pra seduzir somente o que me acrescenta.
Adoro a poesia e gosto de descascá-la até a fratura exposta da palavra.
A palavra é meu inferno e minha paz.
Sou dramática, intensa, transitória e tenho uma alegria em mim que me deixa exausta.
Eu sei sorrir com os olhos e gargalhar com o corpo todo.
Sei chorar toda encolhida abraçando as pernas.
Por isso, não me venha com meios-termos, com mais ou menos ou qualquer coisa. Venha a mim com corpo, alma, vísceras, tripas e falta de ar…
Eu acredito é em suspiros, mãos massageando o peito ofegante de saudades intermináveis, em alegrias explosivas, em olhares faiscantes, em sorrisos com os olhos, em abraços que trazem pra vida da gente.
Acredito em coisas sinceramente compartilhadas.
Em gente que fala tocando no outro, de alguma forma, no toque mesmo, na voz, ou no conteúdo.
Eu acredito em profundidades.
E tenho medo de altura, mas não evito meus abismos.
São eles que me dão a dimensão do que sou."

Ana Maria de Queiroz, poetisa brasileira.

NCIS (e Abby) na Band!!

Genteee, descobri que a Band começou a passar a série NCIS, ótima chance de quem não tem TV paga conhecer a personagem/atriz gótica que não tem nada de estereotipada, ao contrário, é super simpática e alegre: Abby, interpretada pela atriz Pauley Perette.

Já postei sobre ela aqui, (esse post merece ser visto, tem fotos legais!).
Acho legal que é a chance do público de massa perceber que góticos também podem ser alegres e também pode ser uma chance de jovens garotas se identificarem com personagem e a subcultura também sem começar na cena se estereotipando.


Loja Vivienne Westwood em Londres

Um videozinho do programa Lugar Incomum do canal Multishow.
A Didi Wagner visitou a loja da Vivienne e reparem no brinco da vendedora (vai aparecer em close no finalzinho)! É o lacinho com caveira que vai ser o enfeite da próxima Lady Dragon da Melissa! Bem legal ela adaptar um brinco à um enfeite na sandália.

R.I.P. Steve Lee

Putz! Eu não tô acreditando que Steve Lee morreu!!
Um dos maiores e mais carismáticos vocalistas de hard rock de todos os tempos!!
Steve morreu num acidente de moto. O que não me soa estranho porque a banda e o próprio Steve já estiveram envolvidos em outros acidentes de carro. Uma declaração da banda está sendo esperada para hoje à tarde.

E sempre que isso acontece e penso porque aqueles artistas fajutos de m*rda nunca morrem! Maldade minha, mas os bons músicos nunca deveriam morrer.

Eu assisti um show do Gotthard em 2006 e cho-quei, repito: cho-quei com a presença de palco de Steve e seu incrível carisma e simpatia!! Eu vi gente nunca tinha visto a banda na vida e ficou falando que ele era incrível. Esse show  com certeza vou guardar com muito carinho. Foi um exemplo de como um show de hard rock classudo deve ser e como um vocalista deve ser. 
Porque não é todo vocalista que nasce pra ser frontmen/frontwoman. É preciso ter carisma e dominar a platéia e isso Steve sabia muito bem como fazer.

Girlschool

O Girlschool é uma banda formada apenas por mulheres: Kim McAullife (vocal/guitarra), Denise Dufort (bateria), Enid Willians (baixo/vocal) e a guitarrista Kelly Johnson (falecida em 2007) substituída por Jackie Chambers (guitarra).

A banda começou em 1978, e teve muito apoio de Lemmy do Motörhead. A música é aquele rock fim de anos 70, começo de 80, bem tradicional e clássico, barulhentas, enérgicas e raivosas. Elas já lançaram 12 álbuns de estúdio e mais 3 álbuns ao vivo, os destaques são os álbuns Demolition e Hit And Run. Acho que elas são as únicas all-female band dos anos 70 que estão na ativa até hoje e são super respeitadas.

Quem é acostumado com vocalistas de voz operísticas, as famosas divas do metal, talvez não curta o som das Girlschools que é mais aquele rock  despretencioso de garotas rebeldes. Porque de Divas, elas passam longe.

Eu fiz uma seleçãozinha de algumas músicas da banda. Espero que gostem! Pra baixar, clique aqui.

O Pacto dos Lobos

Um de meus filmes franceses preferidos.
A história é ótima e a fotografia maravilhosa.
Link pra baixar dublado, clique aqui e legendado só achei link quebrado. Se eu achar um que funcione posto aqui mesmo.

O Pacto dos Lobos (2001)
O filme é baseado em uma história real. No século 18, dois homens são enviados pelo rei da França, Luís XV, para investigar um misterioso monstro que está matando mulheres e crianças ao redor da cidade. A criatura é apelidada de a Besta de Gévaudan e está causando pânico.  Os enviados  terão não apenas que lutar contra o monstro mas também contra a ignorância, a conspiração e a intolerância local, recebendo o apoio de duas mulheres, uma aristocrata e uma prostituta.

Família Zombie

Há duas coisas macabras que amo: caveiras/esqueletos e zumbis.
Minha paixão por caveiras começou cedo. Mas não é toda caveira que me atrai, não gosto das masculinizadas e nem das agressivas. Por isso meu nome de guerra na internet tem "Skull" no sobrenome. Já postei essa história aqui.

Eu sempre fui uma pessoa silenciosa. Magrela e de passos leves. Posso entrar ou sair de ambientes tão silenciosamente que às vezes as pessoas nem percebem que passei por ali ou tomam um susto. Por conta disso - e de eu levantar de madrugada pra beber água ou ir ao banheiro, minha mãe tem a mania de me chamar de  "Fantasma". 

Mas como sou dramática e adoro romantizar e aterrorizar as coisas, acho que estou mais pra zumbi do que pra fantasma. Zumbis são mortos-vivos que, segundo a crença popular brasileira, vagueiam pelas casas em altas horas da noite. Ou ainda, são um morto reanimado (como Frankenstein!) que vive em estado catatônico. A lenda dos zumbis tem origem na África e um dos lugares onde a crença é mais forte, é no Haiti. Dizem que a lenda se originou de um tipo de veneno que faz alguém parecer que está morto, mesmo que esteja vivo. 

Fã de de filmes de terror, quando comecei a me aprofundar no univeso terrorífico cinematográfico de antigos diretores George A. Romero, os zumbis ganharam minha atenção. Por questão de identificação da "silenciosidade do vagar noturno e assustar pessoas".
Ah, por favor não pensem que eu sou uma louca demoníaca, nããõoo. Isso é apenas uma forma de fantasia, de fugir da realidade de vez em quando. Quem nunca se sentiu meio zumbi quando perdeu alguém que amava ou algum bichinho de estimação? Creio que todo mundo! Acho que as pessoas que também são fãs de filme de terror me compreendem. Há pessoas que amam vampiros, outras que amam lobisomens e outras que amam zumbis. Há ainda algum outro ser fantástico que não citei?

Eu fiz uma ilustração de mim mesma onde sou uma zumbi com cara de caveira e com um super look rock n roll sexy! Uuuiiii!! Pensei até em tatuar.

Mas olha, tem uma família que eu adoooro e que tem Zombie como sobrenome artístico.
Claro, é o Rob Zombie e sua esposa Sheri Moon Zombie (dá pra acreditar que ela tem 40 anos? Parece beeem mais jovem!). Acho que o casal super combina. Adoro-os! Os dois amam o universo terrorífico e fazem filmes juntos. 
Afinal, família que aterroriza unida, permanece unida.


Dio e That Metal Show

O programa That Metal Show da VH1 Brasil é um dos meus programas preferidos, que eu não perco um episódio e ainda assisto todas as reprises. 
Por motivos óbvios: é o único programa de TV que fala exclusivamente de Hard Rock e Heavy Metal.
Este fim de semana reprisou o episódio que teve participação do Dio e é incrível como, mesmo após quatro meses ainda fico com os olhos cheios de lágrimas ao lembrar que ele partiu. Puxa, eu cresci com o Dio! Nem lembro quando o ouvi pela primeira vez, já que venho de uma família de roqueiros e o rock/hard rock/heavy metal sempre esteve presente aqui em casa desde que me conheço por gente. 

O That Metal Show é apresentado pelo lendário radialista americano Eddie Trunk e tem entrevistas, comentários sobre cds/dvds e debates. A primeira temporada começou em 2008, atualmente está na quinta temporada e o VH1 Brasil está passando a segunda temporada. Já tá na hora de passar as outras, helloooow!!

Vamos ver quem já esteve no programa:
Primeira Temporada: Lita Ford, Yngwie Malmsteen, Mike Portnoy (baterista Dream Theater), Dee Snider e Jay Jay French (Twisted Sister), Mark Piazza (AC/DC), Ace Frehley (KISS), Geddy Lee e Alex Lifeson (Rush).

Segunda Temporada: Vinnie Paul (Pantera), Frank Belo (baixista Anthrax), Nuno Bettencourt e Gary Cherone (Extreme), Steve Kudlow e Robb Reiner (Anvil), Duff McKagan (Guns n Roses), Geoff Tate (Queensrÿche), Steve "Lips" Kudlow, Robb Reiner, G5 e Sacha Gervasi.

Está por vir (e que venha logooo) nas próximas temporadas que já foram gravadas: Rob Halford (Judas Priest), Chris Jericho, Overkill, W.A.S.P., Steve Vai, Hatebreed, Ratt, KISS, Megadeath, Aerosmith, Accept, Joe Lynn Turner, Quiet Riot, Iced Earth,  Brian Posehn, Winger,  Joe Satriani, Motorhead, Black Label Society, Alice Cooper, Rob Zombie, Dokken, Slayer.

Óbvio que, por ser um programa americano, e o Heavy Metal americano é  de estilo muito peculiar, os convidados são mais conhcidos, tradicionais e clássicos. Se fosse um programa europeu, com certeza haveria mais variedade e estilo de bandas, já que o Heavy Metal europeu é beeeem mais rico em estilos do que o HM americano.

Episódio com o Dio e Geezer Butler. Sorry, só achei em inglês sem legenda. Se quiserem ver com legenda espanhol tem aqui.



E um video que achei da bela homenagem dos fãs no funeral do eterno criador das mãos chifradas do Heavy Metal do site da Decibel Magazine.




E essa vai de brinde pra chorar: Jorn, song for DIO (esse vídeo vale a pena ver):



E claro, não podia faltar uma velha amiga dele (e minha também rsrsrs) Doro, cantando no Tribute to Ronnie James Dio que aconteceu em 12 de julho na Alemanha:

Frances Bean Cobain

Como deve ser estranho carregar os genes de duas lendas do Rock...
Ser filha de uma lenda do rock, ok, mas de duas?
Frances Bean Cobain, filha de Courtney Love e Kurt Cobain.

Cursioso é que assim como a mãe - que foi abandonada e criada por várias famílias -, a infância de Frances foi bem complicada. Courney perdeu a guarda dela diversas vezes por conta do vício em drogas. Atualmente, com 18 anos, foi emancipada pela justiça americana e vive com a avó paterna. Courtney é claro, não gostou nada disso, já que tem medo que a filha gaste a fortuna de Kurt (que ela passou a ter acesso aos 18 anos) com o que não deve. As más línguas dizem que Frances é viciada em compras e tem em torno de 200 calças jeans e quase 300 pares de sapatos!  o.O

Frances canta, mas ainda não demostrou real interesse em ser cantora, ela também ama fotografia e artes. Recentemente fez uma exposição de seus desenhos sob o pseudônimo de Fiddle Tim, as obras são desenhos bem perturbadores que falam sobre dor, decadência, morte e tortura, ao descobrirem que as obras na realidade eram dela, todas foram vendidas! Taí o peso de um sobrenome! Frances também recusou o papel de de Bella na saga O Crepúsculo e também o de Alice, no filme homônimo de Tim Burton. Oportunidades fáceis que muitas garotas aceitariam de cara! Frances diz:

"Essas pessoas são fascinadas por mim, mas eu ainda não fiz nada". "Se você é um grande fã do Nirvana, um grande fã do Hole, então entendo porque quer me conhecer, mas não sou os meus pais". "As pessoas precisam esperar até que eu tenha feito alguma coisa válida com a minha vida." "Eu faço meu tempo. Mas tenho que questionar o que eu quero fazer todo tempo por causa dos meus pais, por causa da vida que eu vivo".

Carruagem

Carruagem à motor?
Fico pensando em um jeito atual de ter uma carruagem sem ter pobres cavalos escravos puxando o peso dos humanos e de kilos de ferro...  mas isso seria jogar fora todo o charme do acontecimento!
Mesmo assim, devia ter uma lei que proibisse cavalos de puxar carroça  toscas pelo meio das avenidas e rodovias, sei que normalmente são  posse de pessoas pobres, mas carroça e cavalos judiados são coisas desnecessárias nos dias de hoje... 

Em Petrópolis/RJ passeios de charrete são um charme, dá pra voltar aos tempos de Machado de Assis.

Quero uma igual à essa!

Lady Dragon VW com Caveira

Eu adoro o modelo Lady Dragon da Melissa, mas nunca me animei a comprar porque nunca me atraí pela bola imensa, pela Barbie e pelo selo que enfeitavam o peito do pé da sandália nos modelos das coleções antigas. Os modelos com a cereja e o coração, até pensei em comprar, mas optei pelas Three Straps da Vivienne e por uma sapatilha (Melissa é cara né gente, tem que optar pela que mais combina com o nosso guarda roupas!). 

Confesso que todo semestre mando email pra Melissa pedindo uma sandália com estampa de caveira, até já me ofereci pra desenhar o modelo (mas não é facil assim né gente, chegar do nada e desenhar uma Melissa - só se eu fosse famosa hehehe!). Tempos atrás eles lançaram a Nailah com uma caveira de strass, mas não curti o modelo da sandália.

Mas na coleção de verão deste ano, a Lady Dragon da Vivienne Westwood terá uma caveira!
Bom, sinceramente, eu não caí de amores pela caveira, mas achei beeeem legal. 

Uma pena ser a caveira branca e o fundo também branco, o fundo poderia ser de outra cor. 
Pensando aqui se compro ou não compro uma preta. Até o verão eu decido.



Nina Hagen, a crente

Essa alemã é considerada a mãe do punk e acaba e lançar mais um disco bastante influenciado por Jesus O.o Curioso não?

Eu acho que Deus tem muitos nomes, não importa se é Jesus, Alá, Buda, Shiva, a Lua, a Natureza, a Física Quantica, a Ciência, uma energia extraterrestre ou mesmo não crêr em Deus nenhum apenas em si mesmo; contanto que você se sinta bem e forte, e não seja obcecado por isso a ponto de incomodar outras pessoas e tentar convertê-las, tá ótimo. Cada um encontra sua espiritualidade de formas diferentes.  

Nina Hagen tem 55 anos, nasceu na Berlin oriental, tem uma carreira respeitável e um estilo completamente único que mistura punk, new wave, gótico, pin-up, alternativo, indiano e etc. Nina tem personalidade e que não tem medo de misturar estilos e ousar. 
Outra coisa que ela tem e que a Doro Pesch também tem, é o lance da idade, não é porque você tem mais e 40 anos que você deve virar uma senhorinha de tailler e vestidos floridos (nada contra). Tanto ela quanto a Doro são alemãs, ousam na maquiagem e na roupa e nunca deixaram de ser como são só porque começaram a envelhecer: têm uma mente livre de preconceitos e de estereótipos de estilo, ou seja, são exemplos que eu acho legais se inspirar.
Pessoas assim costumam ser chmadas de loucas ou bregas, mas isso é só um sinal de como muita gente ainda não tem a cabeça desenvolvida o suficiente pra entender quem é a frente do seu tempo.

Ah, e sabe quem ficaria ótima num filme no papel da Nina? ---> clica aqui!

Abaixo, uma entrevista da Nina para do site UOL.

"Nina Hagen, cantora: "Jesus Cristo é meu empresário"

Quase tudo na vida de Nina Hagen pode ser considerado extraordinário. Nascida em Berlim Oriental há 55 anos, seus avós morreram em campos de concentração, seu pai foi prisioneiro dos nazistas e sua mãe, uma conhecida atriz da Alemanha comunista. Ela, dissidente da RDA, com uma estética extravagante, transformou-se na musa do punk nos anos 70.
Quase morreu numa viagem de LSD e teve experiências com extraterrestres. Fora isso, cantou o hino para um time de futebol de Berlim (União Berlim) e ama Deus acima de todas as coisas. É o que demonstra nessa entrevista onde apresenta seu novo disco lançado há dois dias: “Personal Jesus”, um surpreendente e competente trabalho de country, blues e gospel dedicado, é claro, a Deus.

Você já cantou punk, pop, rock, ópera, jazz e agora gospel. Em que estilo se sente mais à vontade?
Definitivamente no gospel, porque abarca tudo.

Cansou do punk?
Nunca fui uma artista punk. Só escrevi várias músicas punks.

Mas a chamam de “a mãe do punk”...
Isso é diferente. Quando cheguei em Londres em 1977 tinha 23 anos e os que estavam ao meu redor, 15 ou 16 anos, assim eu era como uma mãe para eles. Eu cuidava deles e assegurava que pudessem fazer música em paz.

Por que um disco de gospel agora?
Passei dois anos rezando para fazer um bom disco de gospel. Juntei dinheiro, fui a um estúdio em Los Angeles para gravá-lo por conta própria, sem saber se alguma gravadora gostaria ou não. No final, gostaram.

E você canta melhor do que nunca...
Muito obrigada [diz em castelhano]. Eu também acho. Sou capaz de usar minha voz muito melhor do que quando era jovem.

É verdade que sua mãe disse, quando era pequena, que cantava muito mal?
Sim. Aprendi a tocar violão com 11 anos e costumava imitar vozes de diferentes cantores. Quando ela entrava no quarto me dizia: “Filha, você canta muito mal”. Isso fez com que eu me tornasse uma cantora melhor.

Seu novo disco é uma homenagem a Jesus e a Deus?
Sem dúvida. Sempre disse isso: Jesus Cristo é meu empresário. As pessoas das gravadoras nas que eu trabalhei nunca queriam que eu falasse de Deus nas entrevistas nem gostavam que eu dissesse essas coisas, mas é a verdade. Eu pertenço a Jesus. Agora mais do que nunca.

Quando encontrou Deus?
Sempre o busquei, mas quando completei 17 anos tive uma revelação. Tive uma experiência de quase morte durante uma viagem de LSD e pedi ajuda a Deus. Ele me ouviu e mudou minha vida. Entrei na dimensão de Deus, olhei face a face e Jesus me disse que eu tinha que voltar a viver. Deus é amor. E se vivemos a vida com amor, a vivemos com Deus. A Bíblia me ajudou muito.

Você a lê todo dia?
Claro. Tenho uma interpretação preciosa do Novo Testamento, chamava “Benvindo ao Lar”, de um autor alemão, escrita em linguagem atual e surpreendente. Tenho muitas Bíblias, mas esta é a minha favorita.

Você foi batizada no ano passado. Um pouco tarde, não?
Eu sei. Só me decidi depois de encontrar minha comunidade e meu pastor adequados na Alemanha. Demorei porque o cristianismo ficou louco. Quando vejo pessoas que se dizem cristãs, como George Bush, fico horrorizada.

É verdade que você viu um OVNI?
Sim. Vi faz anos na praia de Malibu. Levante à meia-noite e ele estava lá, estacionado no céu, com muitas cores. Ele me paralisou.

Não teve medo? 
Não, foi um espetáculo maravilhoso. Com cores e luzes de discoteca. Depois cheguei à conclusão de que aquilo não tinha origem divina, porque Deus sempre te dá várias opções, nunca te paralisa. Seria coisa do diabo, que trata de nos enganar com fogos de artifício.

Você escuta cantores atuais?
Ultimamente tenho buscado tesouros na música gospel, como Rosetta Tharpe.

Você disse que não gostava de Lady Gaga...
Não a conheço pessoalmente, mas gosto. O que me dói é ler as coisas que ela diz: que sua música é uma mentira. Representa todo o contrário do que eu tenho feito. Sempre procurei fazer com que minha música surgisse da verdade, do autêntico, do real... até fazendo coisas loucas, extravagantes e sensuais no palco. Mas nunca foi uma mentira. Lady Gaga é uma mulher maravilhosa, mas rezo muito por ela para que ela trabalhe em sua relação com Deus. Fico assustada que ela tenha vendido sua arte a serviço das forças obscuras em vez de abraçar a Deus.

O que vem agora?
Só Deus sabe porque Deus é meu empresário. E sempre será.

**

Algumas fotinhos da Nina em looks de dar inveja a algumas tiazonas conservadoras:

Doro e Peter Steele: Descent

Na mini seleção de músicas da Doro que fiz na postagem anterior, esqueci de incluir Descent, o dueto entre Doro e Peter Steele do álbum Fight de 2002. Afinal, quem conhece a discografia da Doro entre cds e eps sabe que ela tem MUITOS álbuns lançados - em torno de 41 - não é à toa que "pulei" a música na hora de selecionar. Aliás, qualquer música que quiserem dela é só pedir que eu arranjo hehehe!
Aqui está o link pra baixar a música Descent.

 
Descent
One Illusion
It’s one for all we’re gonna pay
Too much confusion
So much abuse can’t get away

It’s raining blood before my eyes
It’s getting dark, nowhere to hide

[Chorus]
One life One mind
We’re so blind no one sees
It’s a slow ride but a sure sign
We’re all soon history (mes amis)
Descent, Descent

We hope that somewhere,
someone will stand up and fight
It’s all a big lie
The life we live is such a crime
It’s raining blood before my eyes
Glow in the dark, no place to hide

[Chorus]
One life and One mind
We’re all blind can’t you see
It’s a slow ride but a sure sign
We’re all soon history (mes amis)
Descent, Descent
Is this the end?
Descent
This is the end

It’s raining blood . . .

[Chorus]
One life and One mind
We’re all blind can’t you see
It’s a slow ride but a sure sign
We’re all soon history (mes amis)
Descent, Descent
Is this the end?
Descent

Curiosidade sobre Doro Pesch

Aos que não sabem,sou fã da Doro Pesch!
Sempre gostei da Doro, mas confesso que começei  a adorá-la o dia que a conheci e conversei pessoalmente com ela.

Hoje em dia todos conhecem alguma banda de metal cuja vocalista seja uma mulher. É super comum. Mas durante algum tempo, a alemã Doro Pesch uma das raras representantes feminina neste segmento musical. Doro começou sua carreira em 1983 com 19 anos como vocalista da banda Warlock e em 1989 partiu pra carreira solo e está na ativa até hoje.

Nunca esqueço: a primeira vez que e vi a Doro eu tinha uns 9 anos. Meu irmão, que é bem mais velho do que eu ouvia Warlock e tinha revistas com matérias sobre a banda. Na minha cabeça infantil, como podia uma mulher cantar metal, se todos os vinis de Heavy Metal que tinham na minha casa de bandas com homens? 

Quando cresci compreendi que Doro era uma raridade no meio metálico e que ela era venerada por isso, tanto pela sua beleza quanto pela música que compunha, sua banda Warlock era sucesso total na Europa e Estados Unidos. Haviam outras bandas de Heavy Metal com vocalistas de metal como Leather Leone do Chastain e Sabina do Holy Moses, mas eu não as conhecia, só vim a conhecê-las mais tarde, já adolescente, por isso, durante muito tempo, Doro Pesch foi para mim, a única mulher no metal.

Lembro que sempre que até recentemente quando eu fazia alguma amizade, eu perguntava se a pessoa gostava da Doro, a resposta era sempre negativa, ninguém sequer a conhecia. Eu era uma fã solitária. Aí veio o orkut e eu descobri a comunidade Doro - Deusa do Metal e foi lá que eu conheci pessoas assim como eu, apaixonadas e que sabem o valor dessa mulher na história do Rock. Querendo ou não, Doro é uma lenda viva.

Em 2006, em seu primeiro show no Brasil, a conheci pessoalmente. Eu e um grupo de fãs fomos receber a banda no aeroporto, eu fiz uma faixa de boas vindas pra ela em alemão. E o que mais me impressionou foi a simplicidade e a humildade da Doro. De fala lenta, baixa, quase tímida e com sotaque forte alemão.
Ela não foi embora enquanto não conversou com todos os fãs que estavam lá, dando atenção a um por um, tirou fotos, autografou pacientemente dezenas de materiais que levamos contando junto histórias sobre as fotos. Eu tive a honra de ela ter me contato pessoalmente a história da capa da Rock Brigade, uma das dezenas de coisas que levei pra ela autografar. Veio uma moça do Live n Louder e levou Doro embora, senão ela ia ficar ali com a gente por tempo indeterminado. 

Quando ela foi embora eu entendi porque ela é conhecida internacionalmente por ser um dos aristas mais atenciosos com os fãs! Uma amiga minha, que já tinha conhecido pessoalmente a Doro na Alemanha, me disse: "Viu, eu te falei que ela era uma fofa! Conversa como se fosse nossa amiga há anos!". E era verdade! Doro me tratou como uma amiga de anos e contava histórias de forma muito natural.

No show, que foi no Live n Louder, a faixa que fiz pra ela, que foi assinada pelas pessoas presentes e depois jogada no palco e aberta lá em cima. Essa foto saiu em vários sites na época. E a própria Doro, um dia antes no aeroporto pediu pra levar a faixa pra casa dela. Ano passado, Doro falou que a faixa está guardadinha lá, no apartamento dela, com o  maior carinho.
Desde que a conheci pessoalmente, eu e um grupo de mais cinco fãs, temos contato com a banda. Existe um fotolog dela, o Sister Darkness e este ano nós seis montamos o primeiro site/blog dela no Brasil: o blog Doro Pesch Brasil, onde colocamos notícias e informações da banda sempre que possível.

Depois do Live n Louder de 2006, Doro passou a ser gradativamente mais conhecida no Brasil. Embora muitos digam que não gostam da voz dela e pasmem: que ela é velha!! Bom, nunca vi ninguém dizer que não gosta do Ozzy porque ele é velho. Só torço pra quem sabe um dia, o machismo seja menor nesse país e que uma mulher não seja mais "mal vista" assim que começa a envelhecer.
Doro não estourou no fim dos anos 90 quando muitas bandas de vocal feminino estouraram (como Nightwish, Trisitania, Theatre of Tragedy) simplesmente porque seus cds não foram lançados aqui durante toda a década de 90!!
Por isso, era tão difícil encontrar quem a conhecesse, e por isso também os fãs da Doro são tão unidos e especiais, porque nunca a abandonaram mesmo quando ninguém investiu nela. Sabemos que somos poucos porém fiéis.

Algumas curiosidade sobre a Doro:
  • Com 16 anos, Doro quase morreu de tuberculose, no leito do hospital, ela prometeu que se sarasse da doença, dedicaria a vida ao que amava: a música;
  • Começou a cantar com 17 anos e teve uma banda chamada Snakebite, antes do Warlock;
  • Em 1984, a banda estourou e Doro virou referência feminina no Heavy Metal;
  • Em 1985, Doro passa a ser chamada de Rainha do Metal por revistas e ouvintes de rock;
  • Namorou Dave Mustaine nos anos 80;
  • Foi a primeira mulher a participar do Monters of Rock Festival, em 1985. Feito que durou até meados dos anos 90.
  • A MTV foi quem pediu à banda Warlock pra eles fazerem um video clipe;
  • O álbum mais vendido do Warlock e que entrou pra história como um dos melhores álbuns de todos os tempos é Triumph and Agony de  1987;
  • O empresário da banda Warlock roubou o nome da banda, por conta disso, em 1989, a banda lança o álbum Force Majeure sob o nome de Doro. Desiludidos com o roubo, os membros deixam aos poucos a banda e o primeiro disco realmente solo da Doro é o álbum Doro de 1990. Onde Doro sem banda, bancou tudo sozinha.
  • Com a baixa de interesse das gravadoras pelo estilo Heavy Metal nos anos 90, os tempos são difíceis pra todas as bandas e os álbuns de Doro são lançados apenas na Alemanha. As músicas tem uma pegada mais hard, mais soft rock, são mais românticas do que agressivas;
  • Mesmo com a baixa procura pelo estilo musical, Doro se mantém na ativa lançando cds constantemente e tocando em clubes pequenos.
  • Ao tentar um contrato com uma grande gravadora americana no final dos anos 90, a gravadora diz que só a contratará se ela mudarsse as roupas e tingisse os cabelos de preto. Doro nega e fica sem contrato.
  • Mas ao lançar o álbum Calling the Wild, em 2000, um empresário americano a chama pra tocar em um festival. É a primeira vez em muitos anos que Doro toca nos EUA e isso abre as portas para ela novamente naquele país.
  • A partir de 2000, ela consegue bons contratos e seus álbuns voltam a serem lançados em toda Europa e Estados Unidos. Em 2002, o álbum Fight é lançado no Brasil, é o primeiro álbum da Doro em carreira solo a ter versão nacional. A partir daí, seus álbuns e dvds saem em versão nacional, mas com poucas cópias.
  • Doro já cantou com muitos músicos e bandas famosas como Dio, Scorpions, Destruction, Twisted Sisters, Motorhead, Jorn Lande, Tobias Sammet, Peter Steele.
  • Em 2008, a loja de moda underground alemã x-tra-x, fez uma coleção inspirada na Doro.
  • Doro diz que admira e gosta das bandas de metal com vocais femininos atuais, mas que ela prefere um vocal mais agressivo. Recentemente Doro cantou com Liv Kristine, Floor Jansen, Girlschool, Kripteria e Tarja Turunen. Mas sua amiga de longa data é Sabina Classen do Holy Moses.
  • Por conta de todas as dificuldades que passou na carreira e superou tudo com muita dedicação, sem nunca pensar em desistir da música; Doro é chamada por muitos de "lutadora" - "fighter" - e essa palavra está muito presente em seus álbuns mais recentes e em muitas notícias sobre ela.
  • Recentemente com o revival e popularização do estilo Heavy Metal, Doro está trabalhando mais do que nunca é respeitada e reconhecida por sua carreira. Todos querem tocar com ela. Reconhecimento merecido para uma pessoa que mesmo nos tempos difíceis nunca desistiu e nem mudou seu estilo. 
Nem preciso dizer que eu tenho uma máxi coleção dela né? Cds, vinis, matérias de revistas, muitas coisas autografadas e de vez em quando costuro umas roupinhas parecidas com as dela. Bem coisa de tiete. Aos que não conhecem as músicas da Doro, deixo aqui um link com uma mini-seleção que fiz das músicas dela. Espero que gostem. Não esqueçam de visitar sempre o fotolog e o blog. ^^