Decidi fazer juntos os dois primeiros Projetos do Geração X Rock blogs porque achei que ficaram assuntos interligados. Os temas foram sugeridos por mim. Esse é um grupo que reúne blogs de alternativos "mais velhos" ou seja, pessoas que são consideradas Geração X (nascidas do início da década de 1960 até mais ou menos o anos de 1984) mas também aceita gente mais nova.

O primeiro tema se trata de um post-reflexão, segue o assunto:
"A Geração X  está no meio de duas grandes gerações super ativas e que sacodem o mundo: os Baby Boomers e os Millennials. 
A Gen X é também chamada de Geração Apática, considerados jovens sem identidade e com um futuro incerto, indefinido e hostil. Criados na frente da TV, pessimistas, cínicos, indiferentes, desesperançados... enfim, somos considerados muito zuados. Depressão, ansiedade, desordens alimentares são comuns nas pessoas da nossa geração.
Você deve lembrar da letra do Renato Russo: "Poderíamos mudar o mundo, quem roubou nossa coragem?". Acho que a frase representa bem a "desmotivação" típica da geração. Nossa dificuldade de levantar a bunda pra fazer alguma mudança forte... em linguagem vulgar: apertamos o phoda-se pra tudo e viramos as costas.
Então esse post reflexão é pra se lembrar de como você era quando adolescente e se era mesmo uma pessoa apática (ou não!) e depois trazer isso pra atualidade: você ainda é apático? Mudou? Nunca foi apático? Seus amigos/colegas da mesma faixa etária tem apatia?"

Fui muito auto-crítica pra escrever esse projeto... e eu cheguei à conclusão que sim! Eu poderia ter sido considerada uma teenager apática!!
Apatia é indiferença, falta de motivação ou de entusiasmo. E vou tentar explicar onde cada uma destas características se encaixariam em mim naquela época.

A partir da sexta série eu passei a sofrer bullying na escola, fato que durou quatro anos. Isso acontecia porque eu - e mais um grupo de 6 ou 7 estudantes, não éramos o padrãozinho de beleza e comportamento. Então, obviamente, tudo que fazíamos na classe era criticado, o que nos dificultava quebrar algumas barreiras, como por exemplo, sermos levados à sério e sermos convidados a fazer parte de grupos de atividade. Nós éramos ignorados. Com o bullying, minha auto estima era MUITO baixa na escola, ou seja, eu me tornava apática (sem entusiasmo) e ficava "no meu canto". É nesse conceito que com certeza me tornei um pouco misantropa.


Já a falta de motivação, chego a conclusão que vinha da baixa auto estima, da insegurança. Eu não entendia porque eu era considerada "diferente" se eu me sentia igual! Eu era inquieta, um pouco angustiada, tudo era tão sem graça ao meu redor, tão irritante e cheio de regras chatas, com essa visão de mundo, eu apertava o phoda-se (aqui entra a indiferença) e me afundava no meu quarto lendo revistas ou assistia TV (eu adorava Anos Incríveis, Confissões de Adolescente e o desenho Aventuras do Tin Tin).


Eu digo que o rock me salvou, pois quando eu naturalmente caminhei pra essa subcultura, adquiri mais auto confiança, entendi que existiam mesmo pessoas "diferentes" e canalizei minha rebeldia. Assim meu lado não apático aflorou, que era o de fazer teatro, música, estudar artes e dançar jazz. Nesta parte artística eu fui muito mais sociável, é impressionante o poder que a arte teve na minha vida! Ela realmente mudou minha perspectiva de vida e comportamento.

Eu me importava com o mundo, com política, com a vida. Eu lia muito jornal, revistas, era super atualizada, mas na real, eu não fiz nada muito significativo pra mudar o mundo. Confesso que na época, neste sentido, faltou-me mais atitude de fato! Interior parecia ser tudo mais difícil, as pessoas são provincianas e mais resistentes a mudarem de ideia!

"Quem roubou nossa coragem?" (Renato Russo, Quando o sol...)
Acho que os adultos que eu convivia. 
Sempre colocavam um "mas" e um imenso "não" no meio do caminho. E claro, o maldito machismo. Se de alguma forma eu tivesse percebido isso (o machismo) naquela época, eu teria tomado muitas iniciativas e enfrentado mais as situações, porque eu era uma garota atrevida mas me faltava um ponto de apoio, eu não era empoderada. Eles me diziam "você é menina não pode fazer isso/se comportar assim/ ir naquele lugar sozinha, fica aqui que é mais seguro, não faz isso não...". 
E a escola também teve culpa, porque me dizia que eu precisava ficar sentadinha ali e estudar pro vestibular e ser alguém na vida. Que não prestava eu ficar pensando em certas coisas (inclusive as que não caiam no vestibular) porque aquilo não ia mudar mesmo! Era daquele jeito e pronto!

"Eu já sei o que eu  tenho que saber, e agora, TANTO FAZ"
(Renato/Capital Inicial, Fátima)
Foi só lá pelos 17 anos que me tornei uma pessoa se não completamente, MUITO diferente do que eu havia sido até então. E depois, indo morar em São Paulo, meus horizontes se expandiram e muito da apatia ficou pra trás, enterrada lá nos primórdios da adolescência!  Mas não posso dizer que faço grandes coisas, não. Eu ainda dou muito "phoda-se" pra society - olha a herança da indiferença aí!
Hoje eu percebo que realmente, uma parte da Geração X pode mesmo ter tido essa apatia em relação ao mundo e à vida, tanto que os colegas da época que mantenho contato, metade ainda tem traços de indiferença. De certa forma, saber que minha adolescência foi realmente "trevas", me faz me sentir bem menos "culpada" por não ter mudado o mundo.


O segundo tema é baseado em outra característica da Gen X, a clássica frase “fulano não sai do quarto”:
"Os Baby Boomers adoravam protestos e se agrupar nas ruas, a geração Y vive pra lá e pra cá socialmente visando tirar selfies pra mostrar que andam fazendo e nossa geração preferia o vídeo game, a TV e o próprio mundinho.
Nesse Projeto, a gente vai dizer o que tinha no nosso quarto na nossa época de teen. O que a gente colecionava, como decorava, o que fazia dentro do quarto (não tinha internet né?)..."

Pra esse projeto: Não existiu quarto adolescente mais sem graça que o meu, juro! Óbvio que entre os 12 e os 19 anos a decoração mudou, então vou fazer um apanhado geral sem separar por datas:
 
O que tinha:
Meu quarto era minimalista e sem graça: o armário; cama de solteiro; 1 criado mudo, uma estante grande que era onde eu colocava tudo de importante na minha vida, desde material da escola, até minha coleção de livros, revistas, rádio, cds....; um sofá de dois lugares, um baú de dois lugares e uma cômoda. Posteriormente veio a mesa pro computador. A parede teve várias cores, mas sempre neutras.
O que colecionava: latinhas temáticas de refrigerante (especialmente as da Coca Cola), revista Caminhos da Terra (aprendi MUITA coisa sobre o mundo nelas!), selos (amoooo), bruxas. Eu tinha bruxas de todo o tipo!
Como decorava: Decorava com minhas bruxas e tive fase de colocar pôsteres de filmes de terror ou mistério na parede. Mas como eu ainda tinha um pouco de romantismo/kawaiizice, eu deixava bichinhos de pelúcia numa estante (tipo aqueles da Parmalat!). Eu não colocava fotos de bandas porque achava que era "fanzice" demais! Sérião, nunca decorei meu quarto com bandas (sou anormal mesmo né???).
O que eu fazia: tudo e nada kkkk! Quando eu não estava na sala vendo TV (eu nunca quis ter tv no quarto e ainda hoje não quero), eu estava no quarto. Além dos estudos, eu fazia minha agenda, escrevia cartas pros meus amigos distantes e que moravam em outros países e lia minhas revistas e livros. E claro, era o local pra conversar com as amigas aqueles assuntos clássicos de adolescente.

Bom, espero que não tenha entediado vocês com minhas histórias! :D 
Vou finalizar aqui e estes são os blogs que já publicaram o Projeto (o prazo finaliza no fim da semana, e atualizarei os links - então voltem aqui pra conferir!).
Corp. Gótica LTDA
Mädchen Rosenrot



Esse é mais um projeto do grupo de blogagem alternativa coletiva que participo, o Blogueiras S/A!! :D



"Pensando em esclarecer as particularidades do mundo alternativo para os interessados, o grupo Blogueiras S/A apresenta o projeto "Bizarro pra você, normal para mim: As Particularidades do Mundo Alternativo" que consiste em abrir as portas do mundo alternativo para que as pessoas possam conhecer as diferenças e entender que apesar delas, somos todos seres humanos que merecem respeito. O projeto acontecerá em quatro capítulos divididos em vários temas que cercam o cenário alternativo. Cada participante mostrará a partir de sua visão um pouco do nosso mundo e do que nos torna diferentes."



Perguntas:
1. Como você definiria o seu estilo de se vestir?
* Sanalicious 
* Rockstar Wannabe 
* Metalera Suave 
* Punk sem boutique
* Lady in Black 
* Poser Gothic 
* Retrô Atualizada
* Hipster Ultrapassada 
* Metamorfose Ambulante Estagnada.


2. A música influencia na seu estilo? Quais são suas influências musicais?
Claro!! O Rock n Roll me fez ser quem eu sou!
Eu me encontrei no mundo alternativo quando conheci a subcultura rock, passei a "me vestir como roqueira". Absorvi influências diversas ao longo da vida e hoje todos os estilos musicais e estéticos dentro do rock me inspiram, não servem mais como influência mas sim, como referência.
Eu gosto de outros estilos musicais além do rock, mas não influenciam meu estilo.


3. Já se inspirou em algum músico ou artista para compor seu visual? Qual?
No início não havia apenas um artista que eu me inspirava, mas no visual rock n roll como um todo, especialmente o hard rock, o punk misturado com a moda dos anos 90 (era a moda da época), eu fazia um apanhado geral das imagens que chegavam até mim (couro, spikes, xadrez, preto, tule...) e tentava criar um visual com o pouco que eu tinha acesso.
Posteriormente, mais velha, eu curtia usar saias e as meninas do rock não usavam muito, aí peguei um pouco de inspiração nas saias que a Amy Lee usava, saias mais armadas. Depois eu tive uma fase muito headbanger onde bandas Female 80s de Hard Rock e Metal e a Doro me inspiravam muito! Eu usava calça justa preta (cirrê, vinil ou jeans com camada emborrachada) ou mini saia de couro com vários cintos e corpetes ou blusinhas pretas.


4. Cite 1 peça preferida, 1 mais versátil e 1 que foi mais difícil de conseguir do seu guarda-roupa.
Preferida: Esta saia com mini pregas que fiz há 6 anos atrás e ainda uso diretão.



Versátil: Difícil responder porque tendo a comprar peças versáteis pra ter múltiplas combinações e um armário enxuto. Então, praticamente todas as minhas roupas são versáteis, mas se eu tiver que escolher só uma fico com a saia de tule de bolinha com barra de renda que eu fiz. Porque dá pra compor tanto visual básico de ir ao mercado quanto mais elaborado/fashion. Também uso ela como "saia de baixo" pra vestidos curtos.

Mais difícil: A Lita inspired Spikes. Calço 38 e a fôrma desse calçado (da China) é pequena. Assim, demorei quase um ano pra encontrar uma 39 por um  preço justo. Se eu achasse uma tamanho 40 eu compraria agora, porque gosto de usar botas um tamanho maior, pra usar com meias grossas no inverno.



5. Como me adapto dentro da minha vida, rotina e estilo diante de pessoas que não fazem parte do meu modo de vida alternativa?
Normalmente não me adapto.
Eu uso meu estilo em todo lugar, do supermercado ao shopping, à um restaurante ou pra fazer compras banais na rua. As pessoas que convivem comigo conseguem me enxergar além das roupas. Tenho diversos amigos "normais" e não precisei me vestir "normal" pra conquistá-los. 

E por não me adaptar, às vezes sinto a repulsa por minha estética vinda de pessoas de aparência religiosa, de classe mais baixa ou o oposto, pessoas de classe muito alta (deixando claro que não é crítica à essas pessoas, e sim uma observação sobre minha experiência pessoal).
Muitas pessoas adaptam seus estilos ao mainstream, eu fiz escolhas onde o mainstream fica num paralelo com minhas atividades. Tendo a procurar emprego em empresas mais abertas, acaba sendo bastante limitado na questão profissional, mas são escolhas, cada um faz as suas.

Quanto à família, nunca tive problemas com meus pais, pois eles são roqueiros. Para os outros familiares, minha a estética não faz diferença pra eles, pois conhecem minha personalidade. O que parece incomodá-los é o fato de eu não viver uma vida padrão - juro que isso incomoda mais do que o visual!!! VIVER alternativamente é bem mais complicado que só usar a estética.

 
6. Como consumidora e blogueira alternativa que recado você deixaria para as empresas?
Como Consumidora: 
- Lojas alternativas: loja alternativa tem que investir em peças loucas, diferenciadas, com design... peças ALTERNATIVAS. Mas poderia dizer que faltam lojas com foco em estéticas mais corporate, mais "básicas" (entre aspas porque o básico alternativo não é o básico mainstream), retrô (retrô MESMO) e menos sexies. A questão é que falta uma coisa que eu não sei explicar, acho que as peças da Dark Fashion são as que mais se aproximam do que imagino... seriam peças simples, confortáveis, atemporais mas com estilo sabe??
Encuco também com a questão preço x qualidade. Tem loja alt. que coloca o preço lá em cima e quando você pega a peça na mão, costura torta, tecido barato, pensa "não não não!".


- Lojas Mainstream (marcas, grifes e de departamento): 
Pagar R$80,00 por uma peça de loja de departamento que vale R$30,00 não é um achado, é exploração! Qual a procedência das peças fast fashion que compramos? Acho que isso precisa ficar mais claro pros consumidores que se interessam por um consumo mais justo, limpo e consciente..

Sinto falta de peças simples e com detalhes interessantes. Você acha uma blusa com uma modelagem super legal, diferente e tem uma estampa tenebrosa. É preciso entrar na mente desse povo que roupa *não precisa* ter estampa pra ser bela!
Acho que as trends alternative inspired tem sido muito mal desenvolvidas. Vejo mais "alternative inspired sem graça" do que "alternative inspired com uma idéia legal". Digo isso com meu estilo pessoal em mente, CLARO, cada um tem seu estilo e suas visões sobre. A banalização extrema de estéticas alternativas, a amenização de conceitos, o consumo em primeiro lugar, acabou estragando algo que poderia estar sendo muito legal de consumir. Compro menos hoje em dia do que 5 anos atrás quando o alternativo não estava em voga... parece contraditório, mas é que o "alternativo" que essas lojas andam vendendo são pulverizados demais pra mim. Acabo indo em loja mainstream só pra comprar roupa básica e com sorte alguma caveira em blusa preta.

E mais variedade de tamanhos, claro! Não precisa existir "sessão plus size". TODAS as peças DEVERIAM ter tamanhos maiores e não apenas uma sessão separada com um estilo selecionado que às vezes nem é o estilo da gordinha! Magras e gordas podem vestir a mesmíssima roupa. O que define não é o tamanho da pessoa, mas o formato do corpo.


Como Blogueira: pensando no caso de parcerias com empresas, eu diria:
"Queridas empresas, não esperem que todo blog alternativo tenha um milhão de acessos, faça looks do dia certinhos, resenhas redondinhas, porque são blogs... alternativos!
Não espere moças de corpos perfeitos, malhados e sensuais, nós somos como somos e assumimos nossas particularidades corporais!
Um nicho de gente crítica e com muita criatividade. As blogueiras alternativas tem estilo e opiniões próprias, o que é muito mais interessante, pois se gostam da sua marca, gostam de verdade! Não peçam pra elas se amenizarem, se vocês pedem isso, demonstram que não tem cultura de moda, não estudam os nichos, não entendem a importância do estilo próprio e podem estar perdendo uma geração de clientes!"

É isso aí galeris! Agora visitem os outros blogs dazamigas participantes:
(coloquei o link direto de quem já postou até o presente momento, atualizo depois a lista)


Hoje é dia de Ishtar. Sabe um sonho antigo que você deixou pra lá, um talento que você tem e não está sendo bem aproveitado ou ainda, um desejo que você abandonou devido às dificuldades do dia a dia?
Então, o dia de Ishtar é pra refletir sobre tudo isso...

Ishtar é a Grande Mãe da Babilônia, Deusa da lua, da noite, da fertilidade, amor, guerra e sexo. Seu símbolo é uma estrela de oito pontas (Ishtar Star). 
No hemisfério norte é a deusa da Primavera, onde um dos rituais em homenagem à ela era a pintura de ovos. Ops, se lembrou de alguma coisa? Ovos de Páscoa? Sim... na mitologia nórdica é conhecida como Deusa Easter... seria mais um ritual pagão adotado pela cultura cristã?

Quando Ishtar descia ao submundo, nada crescia no mundo, tudo se tornava medo e escuridão, é através disso que ela nos ensina os mistérios, revela coisas ocultas, a sabedoria e o entendimento dos ciclos da vida e da natureza.

A dança dos sete véus é uma homenagem à esta
Deusa, pois ela atravessou os sete portões do submundo, despindo-se de seus poderes em busca de seu amado, Tammuz.

Ishtar é tanto Deusa do bem quanto do mal... todos nós temos estes dois lados.



Já tem um tempo que ando admirando cores contrastantes que se combinam, como verde com laranja, verde com roxo, vermelho com rosa e laranja com rosa. Saí pra pesquisar sobre essas combinações de cores no cabelo e me deparei com algumas referências. Dentre todas, acabei indo pra cores seguras (não quis me arriscar, enfim...) essas foram as imagens que me inspirei pra mudança:


Meu fúcsia é a mistura do Royal Pink com Magic Pink e Sweet Grape (listados em sequência de maior para menor quantidade) da Candy Color. E aí comecei o duro processo de retirar o rosa fúcsia do cabelo. Comecei fazendo duas sessões de Dekap Color, que ele desbotou pra um tom pastel e junto à isso o uso de shampoo anti resíduos 2x por semana (pois é eu tava com pressa pra retirar a cor!) e depois, na semana seguinte, mais Dekap e anti resíduos!

Daí ficou praticamente loiro em cima e um rosa bem claro nos fios de baixo. Fiz alguns testes de mecha: com anilina laranja e com Chrome Orange da Candy Color.
A anilina ficou um laranja radioativo, mas que eu sabia que demoraria um pouco a desbotar. Já a Chrome Orange, deixou a mecha num tom pêssego. Então descartei o uso desta coloração. Lembrando que a Candy Color atualmente mudou a fórmula e essa minha Chrome é fórmula antiga.

Eu queria algo não permanente e com rápido desbotamento pro caso de me arrepender, me lembrei que nos meus primórdios de ruiva, eu tonalizava muito o meu cabelo com a Color Touch 0/34, mas acabou que na minha cidade achei somente a Alfaparf Color Wear que é um tonalizante sem amônia e foi esse mesmo que comprei! 
Dei uma pesquisada na web sobre resenhas desse intensificador mas não curti nenhuma. As meninas praticamente misturam o Arancio com um monte de creme branco, o que tira totalmente a graça do laranja radiotivo que ele tem, deixando num laranja "normal". Após ler as resenhas, percebi que a cor era linda e decidi que eu o misturaria com bem pouco creme (na verdade nem precisava, mas fiquei com medo de uma mudança drástica demais)!


O Color Wear Arancio tem um laranja lindo e super forte, fica da mesma cor que a anilina laranja. Só que  como eu misturei com uma colher de creme, obviamente amenizou um pouco a cor, e principalmente faz a cor sair mais rápido com as lavagens. O rosa da ponta dos cabelos - e da franja, mas acabei cortando as pontas - foi feita na mistura de Royal Pink com Magic Pink + creme condicionador branco.

Acabei por cortar só um pouco o comprimento, o que mudei mesmo foi a franja. Diminuí a espessura dela (no sentido horizontal), separei um pedaço dela pra deixar crescer porque estava achando-a um pouco "grossa". E minha sobrancelha, que estava natural desde dezembro, acabei descolorindo e limpando, esse foi o resultado:


Não foi difícil me acostumar com esse cabelo (demorou só uma semana pra me habituar) porque usei laranja por muito tempo, só achei um pouco chatinho fazer as pontas rosa sem manchar o resto do cabelo durante o processo.

Bom, como podem reparar, minha raiz tá escura. Decidi deixar o cabelo crescer novamente. Não sei se conseguirei deixá-lo crescer no tom natural, ano passado tentei, mas após 4 meses desisti. Tem aproximadamente 2,5 meses de raiz natural, vamos ver quanto tempo dura ;-D




Houve um tempo em que minha janela se abria
sobre uma cidade que parecia ser feita de giz.
Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco.
Era uma época de estiagem, de terra esfarelada,
e o jardim parecia morto.
Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde,
e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas.
Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse.
E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.
Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor.
Outras vezes encontro nuvens espessas.
Avisto crianças que vão para a escola.
Pardais que pulam pelo muro.
Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais.
Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar.
Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega.
Ás vezes, um galo canta.
Às vezes, um avião passa.
Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino.
E eu me sinto completamente feliz.
Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas,
que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem,
outros que só existem diante das minhas janelas, e outros,
finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.


****

Esse é o trecho de uma obra chamada A arte de ser Feliz, de uma de minhas poetisas brasileiras preferidas, Cecília Meireles. Esse texto é especial porque foi o primeiro material dela que li aos nove anos de idade num livro da escola e nunca mais esqueci. Ainda hoje me fascina tudo que essas palavras me fizeram refletir.

Pra começar, eu super me identificava com a pessoa que olha pela janela e vê o ciclo da vida acontecer pacientemente, pois sempre fui fascinada pela natureza, um jardim, uma paisagem... Ainda hoje minha janela se abre para árvores e plantas e os passarinhos que pousam nelas. Consigo acompanhar todos os ciclos das estações, qual plantinha brotou, qual está pra hibernar ou florescer.

Mas o que eu acho que esse texto em especial mais me ensinou foi sobre "as pequenas felicidades certas que estão diante de cada janela". Às vezes as coisas que nos deixam felizes estão super perto de nós, ao alcance das mãos, mas por algum motivo, as ignoramos. Achamos que a felicidade está em outra pessoa, num local do globo terrestre ou presente em algum objeto. O texto também fala das pessoas que vão desacreditar de nós... Mas a arte de se ser feliz às vezes é também resultado de um processo, uma mudança, algo que plantamos e demorará a ser colhido. A felicidade está justamente no caminho, na paciência, no dar tempo ao tempo e observar todo dia diante de nós, as coisas tomando forma.

Se a gente abre a janela e só foca nas coisas aborrecidas, a gente perde aquele momento mágico que a vida nos deu de escolher como queremos nos sentir (bem) naquele dia. 
"É preciso aprender a olhar, para vê-las!" As felicidades certas diante de cada janela estão dentro de nós, mas precisamos enxergar com os olhos certos pra não deixar elas escaparem!



♥ Eu gostaria de aproveitar e dizer que exatamente uma destas "pequenas felicidades" vem deste bloguinho e de todas as pessoas que conheci através dele. É uma pena que muitos leitores não se revelem, se não, quem sabe, eu conheceria bem mais "pequenas felicidades" por aqui :)
Eu fico incomodada de não poder estar dando a devida atenção a todos blogs nacionais que acompanho... pois é.... são muitos, como faz pra acompanhar tudo sem deixar ninguém no vácuo por algum tempo?? Ainda estou descobrindo. Se alguém tiver a receita, me passa! Ler posts, pensar, refletir, interagir... Só que em alguns horários, tudo que quero é esvaziar a mente, relaxar de viagens, de ruas e estudar, ler muito e escrever...
Também sou aquela que prefere ler posts, até mesmo pela praticidade do correr de um dedo no celular no momento de espera numa sala... então os posts com vídeo, eu acabo deixando pra "ver por último". Dependendo de onde estou, não posso ter "volume" perto de mim ou ou não posso colocar fones de ouvido, apenas o olhar não basta, precisa-se do som - ouvir a voz, ao contrário de um post-texto, que eu leio enquanto tomo um café, e nisto, um pequeno sorriso de empatia costuma surgir nos meus lábios, dou um suspiro e começo a escrever também. ♥




 "Hoje eu sei, só a mudança é permanente"

é o diz aquela música de uma de minhas bandas nacionais preferidas, Engenheiros do Hawaii.

Embora fúcsia/magenta seja a minha cor preferida para muitas coisas, foi no cabelo que eu me rendi à ela de vez. Uma paixão como eu há muito tempo não sentia por uma cor de cabelo.
A verdade?
Eu queria ser rosa pra sempre!
Eu queria ser como a Zandra Rhodes.
Mas de uns 3 meses pra cá, como eu disse neste post, eu tava sentindo vontade de dar uma variada. É algo como uma ânsia, uma coisa que precisa sair pra fora, ser testada. Uma inquietude.
E daí, mudei a cor.
Tô separando umas fotos que usei de referência. Ainda tenho umas fotos de looks com cabelo rosa pra postar mas isso não tem pressa, sempre há espaço para throwbacks aqui no blog.

Rosa total mal se foi, ainda estou com saudades...
Mudanças são certeza na vida, outro dia a cor volta!  



Ainda estes dias comentei num digníssimo post da Marcela que eu adoro andar "montada". 
Aí eu comentei isso com uma amiga e ela me disse: 
"Mas você não anda montada, você anda no seu estilo! Quem se monta é drag, que veste uma persona".

Daí eu refleti e me dei conta que faz pouco tempo que peguei a mania de dizer que "adoro andar montada".
Faz mais ou menos 2 anos que voltei a usar o visual que gosto. Antes disso eu vinha da fase retorno de Saturno em que anulei meu visual mais elaborado (que costumava ser meu habitual desde os 17 anos) porque supostamente eu tinha e precisava "me encaixar". Foi uma época que adotei a estética pin-up, por ser um tipo de visual alternativo seguro, amenizado e super aceito por ser "bonito e elegante". 

Acontece que não me sentia plenamente bem sendo "amena" e aos poucos voltei a me elaborar mais, voltei a usar peças que eu tinha largado de lado e que me representavam. Daí, acredito que até mesmo por defesa, passei a dizer que eu "me montava". Mas como bem lembrou minha amiga, por eu amar moda, história da moda, sociologia da moda e a liberdade pessoal que a moda me proporciona, eu gosto de usar a roupa como expressão ou extensão de meu estado de espírito. Não há motivos para eu ficar na defensiva caso meu estilo por várias vezes possa ser considerado exagerado por outras pessoas. 
Às vezes ocorre de eu usar a roupa que muitos considerariam "de balada" pra fazer as compras da rua ou ir no shopping, porque aquele é o visual que me sinto bem e confiante. Atualmente não tenho "roupa de balada". Não tenho mais essa divisão. Da mesma forma que há dias que meu visual é mega simplório que chega a ser entediante - especialmente nos meses de alto verão ou quando vou no supermercado, local que preciso abaixar, levantar, andar e carregar sacolas - esse visual tédio também é um reflexo verdadeiro de mim, não é uma "desmontação".

Cheguei a conclusão que vou evitar ao máximo dizer que "adoro andar montada", porque não preciso me desculpar por gostar de usar plenamente minha moda.
Como bem foi citado pela minha amiga, quem se monta, monta uma persona. Eu, parafraseando Alfred Hitchcock, plagio à mim mesma.


Eu espero que todas as divas alternativas por aí também descubram que não precisam pedir desculpas se se vestem um pouco mais "over the top" que o habitual quando bem entenderem.
Afinal, existe estilo alternativo que não seja "montado"? 
Acho que não né?  ;D



Nenhuma marca alternativa brasileira me desafia tanto como a Black Frost.
As peças são super sensuais e sensual definitivamente, é algo que não sou. Ao menos não no conceito tradicional da palavra.
Eu sempre olhava as peças da loja e pensava "tem que ter peito pra usar essa blusa", "com quadril, essa calça ficaria muito melhor". As peças são feitas para mulheres com curvas ou um mínimo delas.  E não adianta, basta uma garota vestir, que já se torna muito sexy!

O que eu gostaria de falar neste post é sobre minha relação com a blusa 121. Desde que a coleção veludo foi lançada em 2013, era a blusa que eu mais queria. Achei linda! Foi paixão à primeira vista.

No fim do passado finalmente a tive em minhas mãos. Meus olhos brilharam quando a viram! É ELA! Pensei, a mais linda de todas!

Mas ao vestir, veio a decepção: faltava peito. Faltava MUITO peito.
A modelagem da blusa é feita de tal forma a valorizar seios, que em mim, formava uma curva no vazio. 
Sem nada dentro. 
Aquele momento em que seu sutiã com o maior bojo não fez efeito nenhum.
Bateu a deprê!
E agora, pensei, será que não vou poder usar??? Não acredito!!
Fiquei realmente triste e larguei a blusa de novo no saquinho.

Meia hora depois, sem tirar ela da cabeça, não resisti e vesti de novo, "não é possível tem que ter um jeito, é a blusa que eu mais queria!" e desamarrei a amarração, procurando um jeito de me acertar com a blusa, não aditava, o VÃO sem peitos, continuava lá, menorzinho, mas visível.

Guardei no armário.

Até que um dia, do nada, me veio uma ideia: não amarrar até o fim. 
E funcionou! Se não amarro até o fim, não forma o vão sem peitos!!! E fica super certinho no corpo!

Claro que perco o lance da amarração no pescoço, mas e daí? A blusa continua linda. 
E o mais importante: gosto do resultado!

Então, o que queria dizer é: todas nós temos "problemas" com nossos corpo ao adquirir roupas. SIM! As despeitadas também experimentam dezenas de blusas no provador e saem decepcionadas quando aquele lindo decote vai parar na cintura por "falta de comissão de frente" e sofrem quando sobra tecido franzido onde deveria ficar esticado. MAS nós não desistimos! Nós customizados, costuramos, remodelamos e até usamos de outra forma, como a blusa em questão!

Quantas vezes tiraram sarro de nossos moranguinhos... não se envergonhem da falta de conteúdo! Orgulhem-se de ser fora do padrão! Brinquem com a moda e desconstruam-na!
Titia Sana tem orgulho de vocês!

Cara de tédio e um phoda-se para padrões corporais de beleza feminina.



A Vívien me convidou (nos comentários) pra responder essa tag, mas eu simplesmente empaquei na criação das perguntas por isso demorei tanto a responder! Não tive a ozadia de fazer como a Nayara fez no post dela ("me obrigue").

Isso não é tag das 11 porcaria nenhuma isso é tag das 33!!! *revoltada*


Vamos lá, 11 fatos sobre mim:
1. Faz uns dez anos não uso meu cabelo castanho médio acinzentado, a cor natural.
2. Fui ruiva (acobreada) até os 2 anos de idade, ou seja, nasci ruiva, não tenho culpa se "acastanhei" com o tempo! kkkk
3. Uso batom vermelho continuamente desde os 14 anos de idade. Muito difícil eu usar outra cor. Tenho roxo, tons de bronze (ficavam bem com eu ruiva) e preto, mas uso super pouco.
4. Sou canhota e o mundo é ao contrário, como um espelho. Dos cortes da tesoura e da faca à maçaneta da porta.
5. Tenho 73 saias.
6. Já li 61 livros da Agatha Christie.
7. Até gosto de chocolate mas não gosto de sorvete de chocolate.
8. Amo café, bolo de café, bala de café, sorvete de café, tudo de café, café, café *taquicardia*
9. Não gosto muito de água. Não tem gosto de nada. Então, quase não bebo ela pura. Bebo-a em formato de chás ou sucos.
10. Amo andar, se posso chegar à um lugar andando por alguns minutos, minhas pernas me levam. Meu recorde de andança foi 4 horas sem parar.
11. Minha cor preferida é o magenta. A-ha! Só agora entenderam o porquê da escolha da cor do cabelo fúcsia/rosa (e não verde ou azul!).


Responder 11 perguntas
1 - qual música seria seu toque de celular?
Sempre mudo, neste momento está Drinking Without You do Crashdiet. Tento escolher músicas que o instrumental fica tocando um tempo no começo, assim dá pra eu atender antes que comece alguma letra.

2 - tem leitoras no seu blog de fora do Brasil?
Sei que tem a Sylwia  da Polônia. E já vi umas três ou quatro meninas dos EUA/Europa comentando. Não sei se são leitoras frequentes ou esporádicas. Mesmo porque, parei de fazer as versões em inglês dos posts O.o Preciso urgente voltar com isso.

3 - Cite 3 personagens da vida real em quem você se inspira
Seriam pessoas reais? Eu tenho mais de 3 com certeza!! 
Vou citar somente referências femininas na questão estética ok? Doro Pesch, Adora BatBrat, Vivienne Westwood -> todas bem diferentes,  mas eu sou assim mesmo, cheia de contrastes hehe!

4 - Qual seria o seu lanche favorito?
Que difícil! Não costumo ter comida favorita.

5 - Você tem tatuagens? Qual a sua favorita?
Não. Quando adolescente era louca pra ter, tenho até os desenhos daquela época que eu ia tatuar. Daí a vida me levou por aí e hoje não penso muito sobre e não sei dizer se faria no futuro, eu sou muito de fases.

6 - Tem alguma história engraçada envolvendo seu blog?
Não lembro, acho que não...

7 - Se você pudesse viajar com tudo pago, onde iria?
Eu iria mesmo pra um lugar distante, exótico e diferente como a África, Ásia ou Oriente Médio, adoraria por exemplo voar sobre o himalaia ♥

8 - Se pudesse deixar algo ou alguém numa ilha deserta, quem deixaria (pergunta clássica!)
Música sertaneja mainstream, funk misógino/machista e música que faz assim: tumtumtumtumtumtumtumtumtumtumtumtum. Tenho algum senso de cidadania, só escuto meus rock alto no meu fone e não pro mundo ouvir. Adoraria que o espaço das pessoas fosse mais respeitado.

9 - Filmes, seriados, ou documentários... o que você mais gosta de ver?
Documentários em primeiro porque sempre aprendo algo. Depois, filmes. E seriados em terceiro porque não consigo acompanhar.

10 - Tem algum monumento, local ou praça em sua cidade que faz seu coração se encher de saudade?
Muitos! Na real, quando estou longe, sinto saudade até do cheiro da cidade. Cada cidade tem um cheiro.

11 - O que você diria se estivesse em minha frente neste instante?
Seria a primeira vez que eu te conheceria pessoalmente então, eu diria um cumprimento básico como "OOi Vívieeeeeennn". (ou algo tipo isso) :D

Indico a Mone, a Jaque e a Carolina Ruiz, que são meninas que tem me chamado a atenção por suas opiniões e adoraria saber um pouco mais sobre elas. Se você quer responder SINTA-SE À VONTADE!! Só não esquece de me avisar nos comentários pra eu visitar depois!

Essas são as perguntas:
1. Quando você era criança, o que dizia que queria ser quando crescesse?
2. Qual seu signo? Acredita em características astrológicas?
3. Existe alguma música/banda que você gosta e quase ninguém sabe?
4. Você ainda revela fotos?
5. Prefere litoral ou serra e por quê?
6. Você tem medo de algum bicho/animal?
7. Você é supersticiosa com alguma coisa?
8. Tem alguma filosofia de vida?
9. Se você fosse usar uma moda do passado, de qual época/século seria?
10. Se interessa ou pratica algum esporte?
11. Você gosta da cidade que mora? Se você fosse morar em outra cidade brasileira, qual seria?