Blogueiras S/A: Incluso na Moda

Mais um projeto que participo do grupo alternativo Blogueiras S/A, desta vez, o assunto é:


"Até quando a popularização de um estilo underground é bom? 
Até onde as pessoas pesquisam sobre as referências mostradas no Mainstream ?
Sobre: O intuito do projeto é mostrar de forma bem pessoal a sua visão sobre a moda alternativa popularizada nas grandes fast fashion. Não é preciso ser entendedora do assunto didático, mas mostrar a sua visão como consumidora e uma pessoa com estilo próprio. Faça um mural (colagem de fotos),com suas principais referências de estilo e fale sobre, expresse o que acha bom e não tão bom assim, no que diz respeito a moda usar fatores da subcultura na moda mainstream.
Afinal, popularizar a venda de roupas underground é bom ou ruim?"


"Popularizar a venda de roupas underground é bom ou ruim? E até quando é bom?
No meu caso pessoal, "encontrar mais facilmente" peças alternative inspired em lojas de departamento, não significa que esteja comprável.
Eu considero que a massificação/popularização de uma estética underground não é boa numa visão ampla, pois perdemos coisas como os significados das estéticas. Se algo se torna de massa (popular), deixa de ser diferente e se torna comum. A cooptação da moda underground/alternativa pelo mainstream SEMPRE existiu. Mas não era massificado, era pontual.
MAS, quando considero uma visão mais detalhada do assunto, penso em pessoas do interior (onde praticamente essas lojas são as mais "modernas") e alternativos de baixa renda e acredito que pra eles sim, a popularização seja algo muito vantajoso pois elas passam a ter acesso à coisas que antes não tinham.

Então minha resposta pessoal pra essa pergunta seria não (porque não satisfazem meu gosto); mas minha resposta em se tratando de realidade brasileira e pensando nos alts que não são de cidade grande, seria sim


Até onde as pessoas pesquisam sobre as referências mostradas no Mainstream?
Realmente não sei dizer. Acho que muitos querem é usar o que está na moda pra ser "cool" e dão um rápido google em informações superficiais sobre as estéticas (do tipo "como usar"). Todo mundo sabe o estereótipo de um punk, um gótico ou metaleiro e são os estereótipos que acabam virando as referências dos estilistas. Ocasionalmente vejo coisas que depois de pesquisar descobri serem mostradas muito erradas no mainstream, como o Seapunk.


"Mostrar a sua visão como consumidora e uma pessoa com estilo próprio. Faça um mural (colagem de fotos),com suas principais referências de estilo e fale sobre, expresse o que acha bom e não tão bom assim, no que diz respeito a moda usar fatores da subcultura na moda mainstream."


Fiz esse mural que resume o meu estilo/coisas que gosto.

Encontro meu estilo em lojas fast fashion?
Dependendo da época do ano sim, especialmente no inverno que fazem mais roupa preta. Gosto de comprar peças pretas, básicas, com renda e atemporais. Que complementem minhas peças alternativas. Mas sempre experimento pois é comum em peça estar mal cortada, torta ou com caimento ruim, daí não compro mesmo que tenha gostado.
Muito raro eu comprar "alternative inspired" nessas lojas, normalmente porque não gosto de como eles interpretam o alternativo.

Eu passei a vida toda comprando roupa "preta/com pegada rock" de lojas mainstream e customizando quando necessário. Minha primeira peça de uma loja alternativa comprei aos 24 anos (isso mesmo!), e foi da Black Frost, uma das únicas lojas da época que vendia roupas alts e eu percebia ter qualidade.
Normalmente, as lojas mainstream faziam o estereótipo, que é um resumo superficial de uma estética, não é algo 100% errado, mas é  injusto e reducionista.  Se a peça estereotipada era um resumo de elementos principais, por mim tava ok, eu comprava. Hoje,a popularização da estética undergound esquece um pouco o estereótipo e ameniza ao extremo.
E daí?
E daí, que o amenizado destrói o conceito original (que a "estereotipagem" até que mantém) retirando tudo que poderia haver de "agressivo", contestador, chocante e excêntrico de uma estética. E não me identifico com conceitos alts lidos dessa forma. Essa moda não me atrai muito. Daí, tendo a comprar peças que caiam mais pro "moderninho" do que pro amenizado. 


Acessórios e Calçados:


Encontro meus acessórios e calçados em lojas fast fashion? 
Acessórios eu economizo e compro de lojas alts mesmo. Gosto de acessórios chamativos e irreverentes. Muito difícil eu encontrar algum acessórios neste conceito nestas lojas.
O que eu já achei algumas vezes em fast fashion é cintinho com pequenos spikes. 
Meias/Meias-calças: isso sim eu compro muito em fast, especialmente na Marisa e Renner. As meias mais malucas eu compro em loja de fantasia e algo muito específico recorro às lojas de meia.
Bolsas: pode ocorrer de eu encontrar na sessão juvenil destas lojas, mas não é regra, como contei aqui.
Calçados: eu gosto de Melissa pois são duradouras. E também All Star. Só que também gosto de sapatilhas e calçados baixos pro dia a dia do trabalho, estes sim acho em lojas fast. Já meus calçados mais excêntricos, pesados e de couro, verniz e plataforma, compro em lojas de calçado.
Então na questão de acessórios, as lojas fast fashion me servem basicamente pra meias e alguns calçados. Novamente o básico.


Concluindo...
Pra mim, não é só enfiar um spike ou uma caveira numa blusa ou num acessório que eu vou comprar. E muito difícil comprar o amenizado, prefiro ir pro "moderninho".
Na questão de consumidora, a popularização de estéticas alternativas não significa que eu encontro mais coisas pra comprar do meu gosto. Existe a oferta de produtos, mas não são exatamente a estética que admiro.

Sendo assim, continuo até hoje sofrendo pra encontrar o que gosto nas lojas fast fashion, passo meses sem comprar nada nelas. Continuo optando por comprar peças pretas básicas ao invés de uma peça de caveira/spike numa blusa de corte ou cor que não me apetece. E mesmo que eu tenha consumido algo "amenizado", por falta de opção,  no conjunto do meu estilo, tento usar adaptando ao meu estilo misturando com peças alternativas ou que fiz.
Etiqueta de uma roupa na C&A que fotografei em maio: "Punk is not dead, It just went pop!"


Isto é tudo Dyvas!


Brief Translation 
This is a "collective blog post" from one of the alternative bloggers groups that I am part on Facebook. Is a post about  our vision about how we consume "alternative inspired" clothes in fast fashion shops and what kind of clothes we like to wear.
In the end, we need to say if we think that the popularization of alternative/underground aesthetics in mainstream is good or bad for us.

In my personal case, "more easily find" alternative inspired pieces in department stores does not mean that is buyable.
I consider that the mass/popularization of underground aesthetics are not good in a broad view, because we lose things like the meanings of aesthetics. If something becomes mass (popular), it ceases to be different and becomes common. The cooptation of underground fashion/alternative by mainstream always existed. But it was not massiveness, was punctual.
BUT, when I consider a more detailed view of the matter, I think of alt people from countryside (where practically these stores are the most "modern") and low-income alternatives - for them and I think yes, the popularity is something very advantageous because they have access to things that previously they did not have.

So my personal answer is not (because those clothes does not satisfy my taste); but my answer when it comes to Brazilian reality and thinking of alts that not live in big cities, would be yes.

That´s all, Divas ;D
 

Universo Alternativo: Uma Peça, três looks: Corselet


Esse é o primeiro projeto que participo do grupo Universo Alternativo!! :D

O projeto se chama: 1 peça 3 looks

"Escolhido por votação, eis aqui mais um projetinho elaborado pelo e para o grupo Universo Alternativo, que consiste em escolher uma peça chave do seu guarda roupas e elaborar três looks com ela."


Pra esse projeto eu sequestrei umas fotos do ano passado que eu ainda não tinha publicado aqui. Tratam-se de três looks do verão com o mesmo corselet da Dark Fashion que eu considero ser uma peça chave, porque além dele combinar com muuuitas peças do meu armário, ele levanta qualquer look!
E sim, amo sapato boneca com meia, estando na moda ou não.

Look 1: Street Style
Esse é um look que considero "básico com estilo". Básico porque se retirar o corselet, é só uma blusa e saia pretas, ou seja, básico do básico. Onde vai esse look? Pra todo lugar. Calçada ruim, vai andar muito? É só trocar o calçado por uma botinha allstar, coturno, uma Melissa baixa ou uma sapatilha. Vai continuar sendo style.
Vai pra shopping, cinema, jantar, almoço, café, chá, festinha, encontrar amigos. E com um calçado baixo vai pra rua caminhar, ver vitrines, comprar coisinhas, passear no parque...

São duas blusas, uma preta básica e uma renda por cima. Corselet. Saia que eu fiz. Meia 3/4 abaixada e Sapato Boneca. Acessórios do acervo.




Look 2: Passeio
Eu brinco dizendo que esse é meu look "boneca".
A saia eu fiz inspirada numa saia Lolita que vi numa revista KERA. A saia de renda, é na verdade um avental que fiz, já mostrei ele aqui e aqui. A blusa, é uma nadadora de renda só na frente. Esse colar de miçangas pretas eu comprei numa loja de biju e modifiquei. Ele tinha uma flor de tecido numa das voltas. Eu tirei a flor e fiz um broche de laço de renda e colei uma caveirinha. Daí prendo o broche no colar e na blusa pra dar um up. 
A meinha de tule, eu paguei míseros R$2,00 numa loja de China (olha o trabalho escravo aí!). Sempre compro meias-calças e meinhas em lojas de chinês... aiai sei que contribuo pra exploração de seres humanos, mas juro que eu compro super pouco nessas lojas!!
E a foto da esquerda é a do meu perfil no Face (preciso trocar mas esqueço...).
E se tirar o corselet, fica igualmente um look bem basiquinho, mas ainda embonecado. 
Esse look vai pros mesmos lugares citados no look anterior (podendo trocar o calçado) mas eu acrescentaria alguma festa de aniversário e natal.


 


Look 3: Show/Evento
Esse é um look mais "impactante" e seria pra um  "evento social com friends". 
Eu não sou muito fã do ambiente de casas noturnas, mas se fosse o caso de eu ir, poderia usar esse traje. Também é opção pra ir em bares e shows de bandas famosas, contanto que eu ficasse no camarote ou no fundão, porque não rola ficar na pista, amontoada, usando saia (entendedores entenderão). Mas eu trocaria o sapato por uma bota ou coturno pra ir num festival de Metal, por exemplo.
Esse look é total Dark Fashion. Blusa, corselet e saia. O calçado é Pulo do Gato e as pulseiras são de loja de rock, básicas.


Esse corselet não foi feito sob medida. Era um modelo pronto. Daí que ele fecha todinho atrás (acho bonito assim, gosto mais do que os que ficam abertos) só que nas laterais, ele sobra mais ou menos 1,5cm. Então ele não fica preso no meu corpo de forma que impeça meus movimentos. É bem sossegado usar ele.
E eu acho linda essa saia vista de costas *_*



Espero que tenham gostado, estes são os blogs participantes:

4sphyxia
Nosferotica
Achados de Luna
Mone Venzel
Inexplicited
Nox et Lux
Tari Belmont
Dias de Cheshire
Inconstante e Borboleta
Bah Lopes


Brief Translation
This is a "collective blog post" from one of the alternative bloggers groups that I am part on Facebook. It is to publish 3 different outfits with the same piece of clothing. I chose the corselet from Dark Fashion store and explained where use each visual (on the street (first), to go for a walk/friends gathering (second), an event or party (third)).


 

Seus sonhos são realmente seus?

Você já parou pra pensar o quanto a sua vida foi construída socialmente e quanto ela foi construida por você?
Já reparou que somos criados a termos sonhos? Sonhos que fizeram você acreditar que eram e que SEMPRE foram seus. 
Só que nunca foram.
 
Você já sentou sozinha, sem interrupções e refletiu sobre se aquilo que foi construído e desejado pra você, era parte de sua vontade?
Você realmente desejou aprender 5 línguas? Fazer ballet, natação e artes, ou foram seus pais e o "mercado" que pediram isso?
Você realmente desejou aprender fotografia ou moda ou foi o que disseram que você PRECISAVA aprender pra ter um blog legal?
Você realmente sonhou em ser CEO de uma empresa ou foi a cobrança pra ser alguém importante na vida que te fez pensar assim?
Claro podem ser coisas super legais de ter e de fazer na vida, mas eram reais desejos seus?

Cada vez que você joga fora coisas que na real, não te pertencem, das coisas que o mundo te impôs, sobra mais de você!
Só que TAMBÉM sobra um vazio...
E esse vazio que sobra é o espaço que você vai preencher com pensamentos e desejos próprios.
O que sou eu sem esses desejos que adquiri dos outros?
O que sou eu sem esses pactos sociais, sem essas amarras??
O que sou eu verdadeiramente??

 "O ato mais corajoso ainda é pensar por si mesmo. Alto"

Pode ser a ideia ou a opinião mais louca, mas é SUA.
Não tenha medo de si mesma se de repente se pegar pensando que seu relacionamento ideal não é a duas pessoas, mas a três. Não tenha medo se o que você quer mesmo é casar na igreja mas morar em casas separadas. Não tenha medo de não fazer coisas em nome do "amor". Não tenha medo de sair na rua de minissaia com suas coxas super grossas. Não tenha medo de dizer: "gosto de ser magra e esquelética". Não tenha medo de discordar e desconfiar daquela notícia que o jornal insiste em transmitir. Não tenha medo de pensar que a mídia consegue colocar o povo contra o povo. E se você perceber que foi condicionada a amar e querer morar na Europa mas na verdade se identifica mesmo com o lifestyle da Tanzânia? E de se pegar pensando que, de repente, você não é e nem nunca foi conservadora, apenas acreditou que aquilo era o "certo" pra sua vida? Não tenha medo do que os outros vão pensar de você. E não tenha medo de ousar pensar por si mesma. Se (re)descubra!

Às vezes, o melhor emprego, o melhor salário, o melhor lugar, a melhor roupa, não é exatamente o que seu eu "verdadeiro" sonharia. Às vezes você só está reproduzindo a visão de mundo das outras pessoas. Está sonhando coisas que não suas. Fazendo atividades que não são suas. E tendo medo e cobranças que o seu EU nunca faria ou sentiria.

Ah quem dera as pessoas se despissem dos sonhos que plantaram pra elas e despertassem para  seus próprios. Autênticos. Originais. Únicos.


Revista Capricho; Budismo e Bruxaria e "Mudando sua aldeia"

Recentemente foi anunciado que a revista Carrapicho ops! Capricho vai sair de linha na edição impressa e ficar apenas na versão virtual.
Se ela nunca mais voltar a ser impressa no futuro, as edições em papel virarão relíquias. E me peguei pensando qual a última edição que comprei e me veio à memória que foi em 2005. Comprei única e exclusivamente porque trazia um editorial inspirado no gótico. Na época eu tava na facul, já iniciada em minhas pesquisas solitárias de subculturas e comprei pra analisar como a revista lia a moda gótica num editorial de moda. O gótico tava trendy, parte por culpa do Evanescence, da ascensão do Nightwish e dos emos (eitcha, que discrepância!). Lembro que o editorial é fraquinho, bem clichê, com peças pretas e um pouco de modinha da época.

Eu cresci com Capricho desde a infância por causa de minha irmã mais velha. Teve uma época que eu adorava a revista, lá pelos idos de 1994... eu era uma pirralha e lembro que as revistas passavam de mão em mão entre as meninas pra folhear. E tinha também a Querida e a Carícia, ambas também traziam matérias interessantes ocasionalmente. A Atrevida, apareceu em 1995, mas acho que eu só comprei ela lá por 1996 porque tinha uma matéria em homenagem ao River Phoenix, e eu adorava ele (R.I.P.).

Consegui fotografar com o cel essa página porque achei guardada num lugar (acessível) que não era pra estar. Liv Tyler em uma matéria (talvez 1994??). Sim. Sou acumuladora de velharias.


Com o tempo, acabei arrancando páginas e desmontando as revistas porque era muito volume pra guardar. Ainda tenho umas edições inteiras, mas não lembro exatamente quais.

Aqui entra uma coisa interessante:
Não tinha internet. Como eu sabia o que meninas rockistas vestiam??
Além das meninas que eu via na rua: pelas revistas e jornais.
Só que revistas de rock e metal não abordavam moda (e mal tinham mulheres em suas paginas).
Não sei se nas edições atuais ainda existe, mas "na minha época", a Capricho tinha uma sessão chamada "Meu Estilo", e ocasionalmente tinha meninas alternativas lá, roqueiras, góticas, punks, clubbers, bichos grilos... dizendo o que ouviam, o que vestiam...
Foi lá inclusive que vi uma menina usando cabelo rosa e dizendo que usava Manic Panic (isso em 1997!!). Tinha uma matéria só com pessoas excêntricas, entre elas a Elke e as donas da grife As Gêmeas, que  só usam preto. Lembro o quanto o visual delas me impressionou. CLARO que arranquei as páginas e guardei né? Essas meninas semi anônimas me inspiravam... por isso sempre digo: não se importem tanto quando são olhadas na rua, vocês podem, naquele momento, estar inspirando alguém!!

Quando eu era teen - no século passado kkkk - a Capricho lançava umas edições anuais sobre sexualidade, que eu sempre comprava, porque era aquele assunto que ninguém conversava com a gente, até na escola era muito difícil e adolescentes grávidas eram um tabu. Era uma coisa absurda quando uma colega nossa engravidava. Os olhares que recebia, os julgamentos... homossexualidade então... e eu passei todo esse período sem saber o que eram pessoas trans, pois nin-guém falava disso. Assexualidade? Vish... nada. E é curioso porque ao mesmo tempo que essas revistas adolescentes me informavam elas também não me informavam, porque vários assuntos não eram abordados em suas páginas.


Budismo x Bruxaria
Uma das matérias que mais me marcou e que eu trouxe pra vida, foi sobre religiões. Explicava muitas delas de forma clara e sem preconceito. Curiosamente, não tinha paganismo/bruxaria na lista. Por bem ou por mal, o primeiro contato de muitas meninas, na época, foi pelo livro Brida do Paulo Coelho. E daí partia-se pra buscar infos na biblioteca, lembro que nessa matéria especificamente, a religião que mais me impressionou foi o budismo.

O budismo tinha algo em comum com a bruxaria - que eu já estava me interessando desde os 13 anos -  era também uma religião não-cristã.
E isso é algo que pouca gente sabe: eu carrego desde então muitos ensinamentos budistas comigo, e quase todo dia escuto alguns mantras preferidos.
Não sei até que ponto o budismo influenciou na minha vida, hoje, me peguei pensando nisso e acho que parte do meu "phodasse" pra society vem daí.

O budismo não prega a culpa. Prega o auto conhecimento. 
O auto conhecimento te leva ao Nirvana que é superação do apego às coisas materiais e à ignorância.
A religião não te obriga a nada, ela te mostra possibilidades e diz que todo ato tem consequências (assim como a regra de 3 da Wicca). Não existe um Deus, existe o Buda Cósmico que é um poder de compaixão e sabedoria.
O budismo permite sexo antes do casamento porque considera um ato natural (assim como na bruxaria). 
Não existe essa de "mulher não pode ser Papa"; se na Bruxaria mulheres podem ser sacerdotisas, no budismo mulheres também poder estar no topo e serem monjas. Elas estão no mesmo nível que os homens na questão do lar e educação dos filhos, ou seja, igualdade de sexos nestas questões (assim como na bruxaria onde as mulheres também podem fazer de tudo!). 

Finalmente entendi que não era toda religião que me plantava a culpa. Que eu não precisava me culpar pelas coisas que fiz nem que não fiz. O que posso fazer com minhas experiências é refletir, me auto conhecer pra me tornar uma pessoa melhor.
Não interessa ao budismo o capitalismo. O "poder" da grana que te ilude pensando que você vai ser capaz de comprar a sua paz. A religião diz: mude a mente pra mudar o mundo. E isso é algo que Leon Tolstoi também fala que eu sempre curti: "Se queres ser universal, começa por pintar a tua aldeia. Todos pensam em mudar a humanidade e ninguém pensa em mudar a si mesmo".
Pessoas reclamonas, julgadoras... nunca me identifiquei com isso porque eu tava mais interessada em mudar sempre meus conceitos, numa evolução constante. E talvez por esse meu "desapego" eu não faço muitas coisas esperadas que se faça socialmente.
Coisas que algumas pessoas se incomodam, não me incomodam. Acho coisa pequena pra se preocupar. Coisa pequena pra acabar amizade. Coisa pequena pra não fazer o que gosta. Coisa pequena pra se importar tanto...
Odeio discussões vazias. Tipo aquelas que a gente vê por aí em relacionamentos, em família... não gente. Mude sua mente. Mude seu mundo.

Voltando ao começo... eu também tive minha fase de odiar a Capricho, foi quando adentrei de cabeça e visual na subcultura rock (lá pelo 16 anos eu comecei a usar visual aos pouquinhos). Como o Rock contesta muito, daí era só "Capricho é merda, ridícula, de patricinha, blablabla...." mas é bem curioso pensar hoje que foi por ela que entendi de forma clara o que era o budismo, que conhecia o estilo de meninas alternativas numa época sem internet, lia sobre sexualidade e recebia umas pinceladas de feminismo... gostando ou não, é parte da minha história.

P.S: Da próxima vez que eu mexer nas minhas caixas de acervo, vou tentar achar essas páginas com meninas alternativas. Se der escaneio, e posto :)

P.S 2: Esqueci de dizer no texto que cresci numa cidade do interior, então eu já não tinha acesso à muita coisa que cidades grandes tinham (questão da diversidade e opções de cultura e lazer) e correr pras bancas e ler pra passar o tempo era um hobbie meu.

Global Metal, Subculturas e Liberdade

Ontem eu estava assistindo o documentário Global Metal e não entendo como algumas pessoas dizem que subculturas são aprisionadoras. 


Eu estudo subs há 10 anos, não acredito nesse conceito e vendo aquele doc e como o HM dá liberdade à seus ouvintes ao redor do mundo, eu tenho certeza que, talvez falte informações sobre o que são subculturas. 
Subculturas não aprisionam. O que aprisiona são pessoas. São mentes que não se expandem. Mentes pequenas. 
É bem verdade que ninguém é livre. Que a gente escolhe qual prisão quer viver. Mas pessoalmente, considero a sociedade dominante muito mais aprisionadora e opressora que a cultura alternativa. Basta se lembrar do bom e velho "procurar emprego" e dos preconceitos diários. Por isso fazemos escolhas.

Não se pode confundir "subculturas" e "cultura alternativa" com 5 ou 10 gatos pingados ignorantes que você encontra por aí e destilam preconceitos. Talvez esteja conversando com as pessoas erradas. Talvez o que falte à eles é simplesmente informação. Ou ler a informação no lugar certo. Por isso é importante ser menos egoísta e compartilhar ao máximo informação correta por aí.

Quando a gente é nova, tende a exagerar tudo, às vezes algo "pequeno" é algo "gigante" pra um jovem. Percebo isso agora, mais velha. Como na juventude as emoções eram mais dramáticas e explosivas...
Mas a maturidade mostra que embora eu leia absurdos por aí sobre subculturas, não seria elegante sair por "corrigindo" todo mundo - vontade eu tenho, não por mim, mas pelo desejo de informações corretas circulando. Mas às vezes as pessoas se ofendem, não querem ou não gostam de ser informadas e então é bom que elas mesmas descubram sozinhas e percebam que assim como os 5 ou 10 gatos pingados, elas, eles e todo mundo - até eu - ainda tem muito o que aprender sobre liberdade com as subculturas.

E sim, já arranjei uns livros e estou lendo sobre o assunto pra criar embasamento para um artigo que pretendo escrever sobre. Acho que vai ser legal. Ao menos a leitura está super prazerosa!

Em tempo: Global Metal reprisa amanhã e quarta feira, no Canal Bis.

O trecho da Índia é apenas um exemplo que mostra o poder libertador das subs: