Sobre Rótulos x Subculturas x Saber quem se é

Olá meninas!
Hoje venho com uma dúvida que vai e volta na minha cabeça e quem sabe vocês possam me ajudar: 
Qual a linha que divide um rótulo do saber quem se é (autoconhecimento)? 
Qual a linha que divide o rótulo de se identificar como sendo de uma subcultura? 
E quando pessoas que não gostam de serem rotuladas, acusam as pessoas que se autoconhecem bem ou que se identificam com subculturas como sendo "limitativas"?

Se pessoas dizem:
"ah, uso o que eu quero não gosto de me rotular"
e se outras dizem:
"sou da subcultura gótica"
ou se dizem: 
"às vezes sou gótica, às vezes sou punk e adoro tudo diferentão".
Na minha visão todos estão certos, porque todos usam o que gostam e se identificam com uma coisa ou com outra.

Não tem NENHUM problema as pessoas se assumirem com as características principais do seu estilos próprios e estilos de vida! MESMO que isso depois se revele apenas uma fase. NENHUM, nenhum problema!

Existe uma diferença entre ser de subcultura e ter o rótulo de (alguma) subcultura?
Existe uma diferença entre ser uma pessoa alternativa e ter um rótulo como tal?

Existe uma diferença entre se entender e se autoconhecer como uma pessoa de características alternativas - e aceitar isso serenamente - e existe uma diferença entre achar que ser alternativo é um rótulo?

É muito complicado julgar que ser alternativo é rótulo, não acham? Já que isso é algo muito pessoal. E que ser de alguma subcultura é um rótulo, já que existe todo um estilo de vida por trás daquilo...


Quando uma pessoa bate no peito e diz "sou punk, com orgulho" ela está se rotulando ou está apenas demonstrando além de auto conhecimento, um comprometimento com determinado estilo de vida?


Observem esse quadrinho da Trellia, uma moça ~gótica~ se aproxima de um rapaz e ele diz "gótica?" e ela grita "não me rotule!".  
O que Megan diz, com esse quadrinho é: se você é gótica, não tem nenhum problema em se assumir como tal. A subcultura gótica é linda, tem uma história maravilhosa, por que ter vergonha de se autodenominar assim se tudo em você converge para tal?
Fonte

O rótulo que uma pessoa te dá, muda algo em você?
Se não muda, pra que se preocupar?

O rótulo que a pessoa te dá, prejudica a sua vida?
Não? Então pra quê se preocupar?

Por que se preocupar com o que OS OUTROS  pensam da gente?


Quando uma pessoa diz "sou alternativa" é porque supõe-se que ela se conhece o suficiente e fez escolhas na ideologia, nas ideias etc que não é de forma nenhuma o padrão exigido socialmente. E quem somos nós pra julgar se a pessoa é ou não alternativa sem conhecê-la?

Se alguém virar pra mim na rua - que já aconteceu vááárias vezes - e perguntar: "você é roqueira, não é?"
Ela está me rotulando ou apenas lendo os símbolos contidos na minha aparência? 
Símbolos estes que EU escolhi de forma completamente consciente já sabendo como eu queria ser lida ao vestir aquelas roupas e acessórios? 
De forma nenhuma esta pessoa está me ofendendo. Ela está apenas verbalizando uma leitura simbólica e até inconsciente sobre minha aparência. Se eu responder: "sou sim!" - Eu estarei me rotulando ou apenas confirmando o que meu visual comunica

Isso não faz de mim a necessidade de ter uma casa cheia de referências à cultura rock n roll (embora alguns assim gostem) existe gosto pra tudo, até pra decorar. As pessoas não são apenas o que ouvem, elas são o que leem, o que consomem, o que assistem, o que pensam e em alguns casos o que trabalham... e isso, pra mim, não impede que uma pessoa assumidamente "punk", tenha uma casa rococó. E se essa pessoa que se assume punk for profissional de História da Arte especializada e fã do século 18? Ela não deixará de ser punk por causa disso, certo?


Então...
O rótulo só é rótulo quando erra o que somos ou quando ofende?
O rótulo limita ou nós nos limitamos?


O rótulo é colocar uma tarja numa pessoa e colocar ela numa prateleira de supermercado?  
Mas não somos todos nós produtos da sociedade? 


Não somos todos nós consumidores de produtos que nós mesmos colocamos os rótulos: "esse é bom", "esse é ruim"..? Aliás, eu leio os rótulos de todos os produtos de supermercado, eles são informativos, eles definem minhas escolhas.


Não é de hoje que pessoas que não curtem rótulos criticam quem se identifica com uma subcultura ou com estilo de vida. Se pessoas se assumem como "góticas" ou se assumem como "headbangers" quem somos nós pra criticá-los já que cada um sabe de sua vida e de suas escolhas?


O rótulo é uma qualificação simplista normalmente usada de maneira negativa sobre tudo que não se consegue compreender.


O ponto que eu quero colocar aqui - estou focando especificamente sobre cultura alternativa: pra mim, subculturas não são coisas negativas. Pra mim, alguém ser tribo de estilo não é algo negativo. Então, eu não enxergo subculturas/estilos de vida como algo negativo e limitante já que cada pessoa preserva sua individualidade e suas escolhas junto de seus semelhantes. Subculturas alternativas ainda são muito incompreendidas, é o que percebo...


 

Vivemos numa sociedade super fluida, onde as coisas vem e vão num ritmo alucinadamente rápido, mas nada impede que alguns se fixem por anos em algum estilo ou que tenham fases e se orgulhem delas. 

Se alguém nestes tempos superficiais onde tudo se desfaz tão rápido, "ousa" se assumir de uma subcultura, não é pra se admirar a fidelidade? 

Numa época em que nada se fixa, ter um tempo pra experimentar e curtir a fundo uma fase e se orgulhar dela, é algo tão interessante que não pode de forma nenhuma ser diminuído pelos outros.

Rótulos prejudiciais são aqueles que vem cheios de preconceitos e pré-julgamentos na vida, no trabalho, na religião. Observem que nestes casos costumam vir como reflexo de algo conservador que existe por trás ou do desconhecimento sobre o outro.

Mas coisas, situações e vivências que fazem as pessoas bem e felizes não podem - ou não deveriam - ser consideradas negativas.  Não há problema nenhum em se autoconhecer e se auto exemplificar. Por isso eu acho - apenas ACHO e ninguém precisa concordar comigo - que a palavra "rótulo" não serve pra julgar quem está de bem com si mesmo e vive segundo determinado estilo de vida.

Preocupemo-nos menos com rótulos e vivamos mais!  


Me ajudem com estes dilemas! ♥


P.S: Muita gente não percebe mas: ser vegano é ser de subcultura, ser nudista é subcultura, ser GLBT é uma subcultura e muitas outras minorias também são!
São rótulos? Ou são apenas classificações? As pessoas que tem orgulho de se dizerem "veganas", estão se rotulando também? Ser vegano é um estilo de vida, assim como ser punk, gótico...
Complexo, né?
Se é aceito como classificação, porque quando envolve subculturas alternativas, consideram um rótulo? 
Minha cabeça está dando nó ao pensar sobre esse assunto, espero que eu volte em breve com um pensamento mais claro sobre o tema! Ou não rsrs!

 

Sobre a obrigação de "ter de dar certo"

Se existe algo que tem a ver com nossa sociedade hoje é: "a obrigação de dar certo". É uma obrigação subjetiva, não está escrita em nenhum lugar, mas é facilmente percebível quando te cobram boas notas, um bom emprego, um bom salário, um bom casamento, ser uma boa mãe.... e de repente você não conquista isso num nível top e passa a pensar que falhou. 

Mas não, você não falhou.
Cada pessoa tem um ritmo, tem suas oportunidades e barreiras a serem vencidas. Ninguém precisa ser igual ao outro, cada história de vida é única.

Às vezes me incomodo quando Instagirls falam "estou com a sensação de que estou fazendo certo" quando são procuradas por marcas ou pessoas importantes. Eu sei que não é por maldade, mas por orgulho de si, pois são realmente boas no que fazem. Tem uma instagirl em especial que é estrategista: tagueia marcas em fotos seguidas para chamar a atenção das marcas, as marcas percebem e a publicam em seus perfis. E ela divulga aquilo como se a marca tivesse "a achado" por aí, assim, por acaso... Nem todo mundo consegue perceber esta estratégia velada. É justo anunciar que "está fazendo certo", se você mesma criou aquela situação propositadamente? 
Por que o "dar certo" é tão associado a bens materiais e fama?
Eu não sei. E me pego refletindo sobre isso às vezes: o quanto situações são criadas forçadamente para se parecer uma pessoa bem sucedida. E o quanto de valor damos a ser famosa. E percebo que certas coisas não mudam com o passar dos séculos e uma delas é a importância demasiada que a sociedade dá ao status. Até mesmo dentro da cena alt.

Refletindo, observei que a frase "estou fazendo certo" assim como é perigosa em nossa cultura dominante, pode ser também perigosa no meio alternativo.

Motivo?  
Pode ser um gatilho.

Alguma seguidora pode estar deprimida ou com problemas de auto estima ou familiares ou financeiros e não consegue atingir seus objetivos por "n" motivos. E o gatilho de fazer uma seguidora se sentir a pior pessoa do mundo por "não conseguir dar certo" pode desencadear uma situação dramática.

Se eu pudesse falar com as influenciadoras, eu apenas pediria a elas que evitem o uso de expressões que podem desencadear situações limítrofes. Nem todos tem as mesmas oportunidades na vida. As seguidoras não estão fazendo nada "errado", elas não precisam fazer o que uma instagirl faz para "darem certo". Se você "deu certo" é uma conquista maravilhosa, mas o que é certo pra você, pode não ser o caminho certo para os seguidores. Todo mundo dá certo de alguma maneira. Todo mundo é certo no que faz se faz com honestidade, ética, caráter e autenticidade. Não precisamos criar mais padrões "de sucesso" do que já temos.

Como blogueiras, como instagirls, como youtubers, como facegirls que atingimos centenas de pessoas com nossas postagens e vídeos, temos nossas responsabilidades! Em minha opinião, devemos evitar o uso de certas palavras ou expressões em nossos textos e vídeos. Eu evito. E um dos motivos que meu posts demoram tanto a sair é porque releio e releio procurando palavras que talvez devam ser trocadas.

Não, não temos a obrigação de dar certo e não somos menos que ninguém se não atingimos algum padrão pré estabelecido pelo mercado ou pela cultura dominante e agora pelo padrão de alt girls populares.
Saúde mental é mais do que fundamental hoje em dia num mundo em que casos de depressão crescem cada vez mais. Vivemos uma era de transição e não podemos perder a consciência.

A vida não é sempre perfeita. E você não tem a obrigação de "dar certo".

O Grunge e a "Anti-Fama"

Hoje em dia de alguma forma, muitos querem ser famosos, especialmente através de seguidores e muitos likes no Instagram e Youtube. Números viraram tudo. Números viraram negociatas: "quando chegarmos aos 5 mil seguidores vamos fazer sorteio", "quando eu chegar aos 30 mil seguidores farei um vídeo x", soa quase como uma ameaça, mas na verdade é um jogo, uma estratégia de fama, um truque manipulativo, quase um feitiço.
É estranho o que nos tornamos.

Mas houve uma cena alternativa diferente do hoje. Uma cena que era "anti-fama" e pró arte, pró musica: o grunge. Eu cresci ouvindo grunge. E por isso estou imensamente triste com a morte de Chris Cornell e não poderia deixar de escrever algumas linhas sobre a passagem de uma das vozes mais lindas do rock n roll que embalou tantas vezes minha vida e também me fez encontrar abrigo em letras que profundamente me identifiquei.

Embora o caso tenha sido confirmado como suicídio, a esposa do cantor pede investigação, já que  Cornell estava se tratando do vício de um remédio de ansiedade que entre outras coisas, provocava alucinações e pensamentos suicidas. É por isso que eu digo, dyvas, a sociedade cria doenças, a indústria cria remédios que viciam para tratar estas doenças, assim você passa a vida toda pagando eles e eles enriquecem cada vez mais... Eu gostaria mesmo de pensar que foi um suicídio acidental, pois o cantor estava pra lançar álbum ainda este ano com o Soundgarden... vamos aguardar.
 

Conheci Soundgarden através de uma banda que sou muito fã: Pearl Jam. Sim, foi com Hunger Strike, numa fita cassete de minha irmã lá na década de 1990, e não imagino neste momento a tristeza destes músicos que adoro tanto. Este ano, Pearl Jam entrou para o Rock n Roll Hall of Fame, e Chris Cornell, ao ser perguntado há um mês atrás se gostaria de entrar para o Hall, já que a banda é cogitada desde 2013, respondeu: "Não faz diferença pra mim."

Simplesmente não consigo imaginar, hoje, uma cena alternativa tão nem aí pra fama como os grunges eram, hoje parte de ser alternativo parece que implica na necessidade de chamar a atenção, angariar fama e seguidores e claro, mimos (anuncie que é seu aniversário e quer presentes na caixa postal XXXX!).
Por que nos tornamos tão carentes de atenção? E pensar que Kurt Cobain não se identificava com a sociedade espetáculo, ridicularizava tudo isso. Cobain está rindo de nós. Ou melhor, talvez esteja escrevendo obras primas nos mostrando o quanto nos tornamos egocêntricos. 
Imaginem o encontro de Cobain, Lane Staley, Scott Weiland e Chris Cornell... que "anti-festa" eles não estão fazendo!

Termino com algumas imagens que amo de Ed Vedder e Chris Cornell. 


Essa é uma das que mais adoro: amizade...


"Eu estava perdido nas páginas de um livro cheio de morte lendo como vamos morrer sozinhos" - trecho da música "Like a Stone", do Audioslave, 
acredito que todos conheçam.
 

Projeto Dark Fashion: corpos diferentes, mesmo look (com o blog Eccentric Beauty)

Olá Dyvas!
Esse é um projeto muuuuito especial! No dia que a Nayara postou que virou parceira da loja Dark Fashion mostrando todas as peças recebidas (aqui), reparei que eu tinha as mesmas roupas e assim surgiu a ideia de criarmos o mesmo look sendo exibido em corpos diferentes pra mostrar que siiiiim, corpos diferentes podem usar as mesmíssimas roupitchas! 

Para ver o post da Nayara, clique aqui.

Dei o nome pra esse look de "Eccentric Diva", unindo o nome de nossos blogs haha!


Eu nunca tinha usado essas peças juntas e não sei se usaria novamente pois em cima fica "outono" e em baixo fica "verão". Em cima ficou quentinho e embaixo ficou fresquinho haha! Talvez se colocar meia calça na parte de baixo e/ou uma bota de cano longo pros dias frios e pros dias quentes trocar a blusinha preta de baixo por um sutiã fique mais equilibrado.

Poses imitando a Adora BatBrat


 No sol só pra mostrar que sou uma vampira evoluída.


Então passem lá no post da Nayara pra ver como o look ficou nela!
Espero que tenham gostado do nosso projetinho e se alguém ainda é encanado com roupas x corpos, pode desencanar! :D

E se tiverem alguma peça aí igual a minha ou quase ou nem isso ou parecida ou sei lá e tal podem me chamar pra projeto. 

Bjs Dyvas.

Projeto de Escrita Mensal UA • Coleção de fotos que nunca publiquei.

Mais um projeto dos blogs aliados do Universo Alternativo!  Este mês o tema é "Coleção de fotos que nunca publiquei."


Ai gente esse projeto deve ter sido feito pensando em mim hahaha! Eu sou A RAINHA de tirar milhões de fotos e nunca postar, seja aqui seja no Insta. Eu fiz uma seleçãozinha abrangendo os últimos tempos...

Um look que adoro repetir, neste dia, na casa de minha tia em Porto Alegre • Passar batom em público é um hábito que absorvi das francesas haha • café e biscoitos ♥ • Esmalte combinando com cabelo • Esmalte combinando com anel • Presilha de olho no rabo de cavalo.


Verão • Praia
Me dei conta que nunca fiz resenha da Mandarin, da Directions ¬¬ • foto aleatória em cafeteria


Na arena do Grêmio de batom azul, óbvio • 8 cm de cabelo cortado no mês passado, e continuarei cortando Indo pro show do Guns n Roses • passeando • Com o Rei.

Posando com look da Dark Fashion feito sob medida e sob encomenda. Do jeitinho que eu queria ♥ 


Cabelo novo. Cabelo Amarelo.

Por hoje é só, até o mês que vem e acompanhem os posts das outras participantes! ;D

Projeto de Escrita Mensal UA
Janeiro • A História do meu Blog Fevereiro 
• O que aprendi com a blogosfera.
Março • Tudo aquilo que me inspira hoje.
Abril • 5 blogs que sigo e admiro! (Underground, please!)
Maio • Coleção de fotos que nunca publiquei.
Junho • Três postagens antigas favoritas.
Julho • Sobre meu estilo pessoal.
Agosto • Memórias da minha infância / adolescência.
Setembro • 10 coisas pelas quais sou grata!
Outubro • Sobre amores da minha vida.
Novembro • Vivendo na era digital.
Dezembro • O que este ano me ensinou?


Blogues que sinalizaram interesse em participar dos projetos:




Sobre a blogosfera alternativa nacional

Todos nós temos nossos blogs alternativos nacionais preferidos e aqueles que gostamos e acompanhamos sempre que podemos. Tenho me surpreendido com algo que vem acontecendo: cada dia descubro novos blogs alts! Não que os blogs sejam novos, era eu quem não os conhecia! E o projeto de Escrita  Mensal do Universo Alternativo me ajudou a conhecer ainda mais blogs "novos"! E é aí que sinto o real propósito deste tipo de grupo: a linkagem! Uma dando a mão pra outra e ajudando a subir a escadinha, apresentando quem não se conhece ainda. O que somos nós sem a linkagem? Sem a lista de "blogroll" na lateral?
Pouco me importo há quantos anos uma pessoa bloga. Claro que a experiência de tempo é legal, dá um panorama histórico que permite análises por exemplo, mas tem quem começou ontem e já faz um trabalho incrível! E tem gente que começou há 10 anos e fica num elitismo chato de "ah antes era melhor". Nostalgia é legal até certo ponto, às vezes romantiza situações e momentos que não tinham nada de especial e nos dificulta de aceitar o novo, de aceitar as mudanças dos tempos, de aceitar as novas gerações que vem com outras visões de mundo.

O mais legal é que desde que voltei a blogar com alguma constância aqui no Diva (2014) não me lembro de ter deixado de seguir muitos blogs alts nacionais! Na verdade, deixei de seguir só os que realmente acabaram. Eu mais adicionei! A lista não para de crescer, eu nem consegui ainda ler tudo atrasado. Lógico que tem blogs pausados, inativos que sinto falta, mas quem eu seguia e não parou, sempre visito!

Eu acredito que os blogs alts nacionais tem uma certa identidade, característica... mesmo que essa identidade seja "seguir a maré". Já disse que não devemos nada pros blogs alternativos gringos, eles não são melhores e mais interessantes que nós, eles só são diferentes. E aquele é até hoje um dos posts mais acessados! Teve até youtuber conhecida que usou ideias daquele post sem citar. Achei chato claro, mas é aí que vemos como influenciamos umas as outras, o quanto isso de querer "apagar" o outro não tem nada a ver. Não precisa. Continua sendo das minhas youtubers preferidas, se me conhecesse pessoalmente isso não teria acontecido, pois saberia que não sou uma "concorrente" e sim, apenas mais uma que luta pra manter os blogs ativos no meio de tantas correrias da vida, como tantas outras blogueiras pequenas do underground!
E o "conhecer" pessoalmente é algo que sonho! Uma pena tantas alt bloggers morarem longe uma das outras. Efeito de um país imenso e diverso! Que mostra que a distância não é nada quando nascem as amizades e afeições virtuais.

Ninguém na blogosfera alternativa nacional é grande, isso é um fato! Mesmo os maiores blogs ainda são de nicho. O que existem são youtubers alternativas grandes, que atingem até público mainstream. Existem também Instagirls alternativas grandes. Quando se trata de alternativo, não existe uma só "influencer", existem centenas. Pois todos se conhecem e todos interagem direta ou indiretamente. Na verdade, a influência rola solta em meios muito pequenos com tanta eficiência quanto no meio mainstream.

No Brasil não temos ace$$o a muitas coisas legais. As blogueiras gringas não tem apenas acesso à roupas e marcas incríveis, mas elas tem acesso à elementos culturais que ajudam a formar suas identidades! Mas de forma nenhuma isto torna nossos blogs menos interessantes. Por exemplo, não sou grande fã de consumismo, se um blog posta muito sobre compras, ora, isso não me faz gostar menos dele, ou deixar de seguir, eu apenas direciono meu olhar aos posts com compras que me interessariam. Postar sobre viagens, idas à cafeterias, restaurantes, shows, tudo isso é parte da vida! 

Acho que temos uma diversidade legal de estilos de consumo. Todas nós consumimos marcas e grifes porque gostamos, porque são produtos bons e queremos falar/postar sobre eles com orgulho. O mercado alternativo nacional só sobrevive se os alternativos - o público alvo - forem seus consumidores, óbvio!

Eu posto meeeexmo sobre as marcas que amo e recomendo! Sem vergonha na cara!
A Reversa é uma das lojas que ando apaixonada ultimamente! ♥


As alt bloggers de hoje se dividem bem entre posts de looks, consumo e de comportamento/coisas pessoais. Adoro! Acho que só estamos crescendo na diversiade. Blogs são democráticos espaços pra todos!
E o que eu tenho a dizer é:

Garotas: não parem! Vocês estão sendo incríveis!


Ah: e não sejamos nostálgicas!
E não liguem pra números (senão todx morremos).
Bjs Dyvas!

Desafio: Projeto Agatha Christie

Olá Dyvas!
Eu estava navegando atrás de informações sobre um livro de Agatha Christie que eu não encontro pra vender de jeito nenhum (é raridade mesmo). E caí num blog que em 2012 postou sobre um projeto chamado Desafio Agatha Christie.


Acabei buscando participantes do projeto e não encontrei muitos, apenas quatro na verdade, também não encontrei a publicação original do Projeto pois parece que o blog autor foi deletado segundo conta esta moça chamada Tábata Kotowiski que se intitula a autora. Aparentemente o projeto começou em algum ponto de 2010.

Sou muito fã da Rainha do Crime e estou em vias de completar minha coleção com mais de 80 livros dela! Adorei a ideia e decidi, por conta, fazer um revamp e participar do projeto! Ou trazê-lo de volta à vida rsrs! E gostaria de convidar as leitoras que são fãs para que junto comigo, prestem essa homenagem à Dama do Crime.

Segundo o blog Livros com Resenhas (local que encontrei o projeto), o desafio consiste em:

"ler todos os livros da Agatha Christie em ordem cronológica. Não colocarei uma data limite para término do projeto porque ninguém merece ler livro sob pressão, né? Os livros com os seus respectivos anos e títulos estão listados abaixo. O ano refere-se ao ano de lançamento da versão original, não da brasileira. Também não significa necessariamente o ano em que o livro foi escrito. Os links nos títulos referem-se a uma página sobre o livro no Skoob.
A ideia é escrever uma resenha ao final de cada livro. Vai depender da vontade e inspiração no momento. Se for o caso, terá um link indicativo ao lado do título. (...) Fica aqui a dica para quem nunca teve o prazer de ler Agatha: leia!!!"

Acredito que vocês não precisam ler na ordem (embora este seja o desafio),  ninguém precisa sair por aí comprando livros, mas dá pra usar a biblioteca pública de sua cidade como opção de empréstimo das obras. Se você já tiver algum livro dela e quiser postar sobre ele, vá em frente. O importante, neste resgate do projeto, é participar e divulgar a autora.

O quadro abaixo, com título original, título no Brasil e ano de lançamento, eu peguei do blog Marca Livros participante do projeto. Eu tenho uma tabela semelhante e depois vou conferir certinho e ver se precisa adicionar algum título (acredito que sim pois teve lançamento recente de contos inéditos).

Então é isso gente, em breve volto com minha primeira resenha/opinião cronológica. Acredito que alguns títulos não precisarei reler pois me lembro da história ainda. Alguns títulos ainda não tenho, então provavelmente eu pule. Fiquem à vontade para participar! E caso publiquem no insta, podem usar a tag #projetoagathachristie



Título original
Título no Brasil
Ano*
1920
1922
1923
1924
Poirot Investigates (11 contos - Grã-Bretanha); 14 - EUA)
1924
1925
1926
1927
1928
Partners in Crime (15 contos)
1929
1929
1930
1930
Behind the Screen (com outros autores)
1930
The Scoop (programa de rádio, com outros autores)
1931
The Floating Admiral (com outros autores)
1931
1931
1932

1933
1933
The Thirteen Problems (13 contos)
1933
1934
1934
1934
1934
1935
1935
1936
1936
1936
Murder in the Mews (4 novelas)
1937
1937
1937
1938
Ten Little Niggers / And Then There Were None (o primeiro título é o da Grã-Bretanha e o segundo, dos EUA)
O Caso dos Dez Negrinhos / E Não Sobrou Nenhum
1939
1939
1938
O Mistério da Regata e Outras Histórias
1939
1940
1941
1941
1940
1942
1943
1942
1944
1945
1945
1946
1947
1948
Testemunha de Acusação
1948
1949
Three Blind Mice and Other Stories (9 contos - só EUA))
1950
1950
1951
1952
1952
1953
1953
1955
1954
1956
1957
1958
1959
1960
1961
1962
1963
1964
O Caso do Hotel Bertram/A mulher Diabólica
1965
1966
1967
1968
1969
1970
1971
The Golden Ball and Other Stories (15 contos - só EUA)
1971
1972
1973
Poirot's Early Cases (18 contos)
1974
1975
1976
1979
2008
2008
1996 (org.)
1996 (org.)