Muitos podem ficar surpresos com a quantidade de livros que Agatha Christie publicou. Ela escrevia com frequência lançando em alguns anos até 3 livros! Assim percebemos a imensa mente criativa da autora. E não apenas isso, apesar dela ter nascido em 1890, só lançou seu primeiro livro aos 30 anos (em 1920), e não se engane: sua escrita não é rebuscada e talvez aí é que esteja a imensa acessibilidade de sua obra: a simplicidade objetiva e na minha opinião, à frente de seu tempo. Basta ler livros de autores do começo do século 20 e perceberá como nem todos tem uma escrita tão democrática, fácil de ler.


Se você está pensando em associar seu personagem detetive Hercule Poirot com Sherlock Holmes de Arthur Conan Doyle, esqueça. Ao contrário de Sherlock que costuma descobrir o criminoso logo no começo/meio do livro e divaga muito, muito, muito... Poirot é o oposto. Ele é como um gato, observa elegantemente, só puxa conversas estritamente necessárias. É refinado, tem TOC por arrumação e acha que descobrir crimes não é ir correndo de um lado pro outro fisicamente e sim, sentar, se concentrar e deixar o cérebro juntar as pistas. Agatha escreve de forma ágil, com um mistério se revelando a cada página e o culpado você só descobre no último capítulo. Isso tem um lado bom que é você mesma tentar descobrir o criminoso. Uma outra coisa que adoro em suas obras é o cenário. Muitas histórias se passam em cidadezinhas do interior do Reino Unido, de pedra, medievais ou em imensas casas de campo da aristocracia ou da elite burguesa. O tipo de ambiente que romantizamos pela inacessibilidade.


Curiosidades:
Venenos: Na época da I Guerra, Agatha voluntariou como enfermeira e foi assim que ela conheceu venenos que usaria em suas história como forma de assassinatos.

James Bond: Existe um personagem dela, no livro coletânea de contos "A Mina de Ouro", que se chama  James Bond e dizem ter sido daí que surgiu o nome do "outro" James Bond.

Arqueologia: Se você curte arqueologia, Egito, Pérsia, Oriente Médio, você vai gostar de algumas obras. O segundo marido da escritora era arqueólogo e ela viajou com ele para diversas escavações e os locais serviram de pano de fundo para as histórias.

Sumiço: Ao descobrir a traição do primeiro marido, Agatha surtou e sumiu. Isso mesmo! Ninguém sabe onde ela foi parar! O país inteiro procurou, jornais publicavam notícias sensacionalistas e até hoje ninguém sabe ao certo o que aconteceu. Isso pode ser visto no filme "O Mistério de Agatha" de 1979.

Séries: Se você curte séries, seus dois personagens detetives, o belga Hercule Poirot e a velhinha curiosa Miss Marple tiveram suas próprias séries. Recomendo muito especialmente se você curte história da Moda, pois o figurino é incrível. Ainda hoje sonho em usar aquelas roupas!

Uma das formas que mais gosto de ler seus livros é sentar numa poltrona confortável acompanhada de chá ou cappuccino e biscoitos. Os filmes são ótimos para os dias chuvosos. Nunca me canso de reler e rever...




Quem nunca leu ou não conhece a autora, pode se perguntar: como vou ler os mais de 80 livros já publicados?
Ler Agatha Christie é um projeto pra vida toda. 
O primeiro livro de Agatha que li eu tinha 9 para 10 anos. Mas foi só aos 15 anos que compreendi de fato sua importância ao começar minha primeira coleção. Desta época tenho cerca de 20 títulos.
Depois passei cerca de 15 anos comprando edições ocasionais, como aquelas de bolso da L&PM Pocket. Foi apenas de 4 anos pra cá que adquiri pelo menos 50 títulos da autora por um método muito simples: sebos!

Por seu uma autora muito popular, seus livros são facilmente encontrados em sebos e por não ser "raridade" são livros muito baratos! Os livros que tenho dela paguei entre R$4,00 e R$8,00! Tinha dias que eu gastava só 20 reais e saía com 4 livros! E  assim fui completando minha coleção. No momento, faltam menos de 15 livros. Há um ano dei uma pausa nas compras de livros dela porque quis me dedicar a compra de livros mais caros, como os da DarkSide e alguns de História da Moda.

E óbvio, como minha intenção é ler todos os livros dela, eu não me preocupei com estética. Então minha coleção é bem diversa, desde livros novinhos com design até os ao estilo sebo (amarelados, gastos, rasgadinhos), eu não me importo. Mas se você não curte, é possível sim encontrar coleções lindas da autora em livrarias!

O primeiro livro publicado da Agatha: comprei num sebo bem baratinho!

Projeto Agatha Christie #1: O Misterioso Caso de Styles
É o primeiro livro da autora e o primeiro que aparece o detetive belga Hercule Poirot, um refugiado da primeira guerra mundial. A história surgiu de um desafio de Agatha com sua irmã, onde ela criou uma história em que não se podia identificar o assassino até o momento da revelação do mesmo.
A história é narrada por Capitão Hastings, um velho amigo de Poirot que vai com ele para uma imensa e isolada casa de campo onde haviam outros convidados. Uma noite, a anfitriã, Emily é encontrada morta em sua cama e as portas e janelas estão todas fechadas por dentro. Todos os hóspedes da mansão tinham um motivo pra matá-la, já que a senhora tinha controle absoluto sobre a fortuna da família e ainda por cima se casou com um homem vinte anos mais novo. Só que nenhum dos convidados-suspeitos tinha álibi forte, seja por horários que não batem, seja porque suas vidas tem histórias que os colocam em suspeita. Assim, Poirot investiga o caso e tem que lidar com pistas falsas e reviravoltas.
Pra ajudar - tentar, né? - o livro tem um mapa da planta casa, pra gente localizar o quarto de cada hóspede e como cada um deles pode ter se locomovido para assassinar a dona da casa.
Um dado interessante é que  O Misterioso Caso de Styles se liga com o último livro da autora, Cai o Pano. Foi interassante essa união que ela fez entre primeira e última obra, fechando um ciclo de uma vida inteira.


O mundo nos impulsiona a encontros tristes, pouco produtivos e que nos tiram impulso de vida.

A alegria é revolucionária e incomoda o outro, quanto mais alegre mais incômodo, isso porque o nosso entorno é dominado por forças impotentes, forças de manutenção das coisas e das relações como estão, a alegria surge como uma ameaça pois ela é capaz de desfazer relações já cristalizadas e estabelecer outras, a alegria é criadora.

Não é fácil cultivar bons encontros em um mundo sustentado por forças tristes. A lógica do escravo é preponderante, desde crianças somos ensinados a comportar conforme condutas estabelecidas, sufocamos nossas paixões alegres em prol de paixões tristes. Somos fabricados com corpos acostumados a responder às vilanias do entristecimento e ao depreciamento do prazer, nascemos e crescemos em um meio onde todos parecem julgar as vidas uns dos outros com a maior naturalidade e quando se trata de amar, bom… todos parecem se assustar.

As paixões tristes nos levam a impotências generalizadas. No mundo há muito mais paixões tristes, o capitalismo é um produtor em abundância de paixões tristes, manter os corpos tristes é o principal modo de fazê-los dóceis e desejantes dos produtos ofertados, não só bens materiais como espirituais, carros e estilos de vidas.

Daí a necessidade de encontros com o mundo que, unidos a um conhecimento que nos permita selecionar bons encontros, fortaleça-nos enquanto ativos e criadores da própria vida.

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Pedaços de um texto do site Letra e Filosofia, senti que poderia ter sido escrito por mim, já que penso igual. Fonte
#BEDA


A Rafaela Ivo do Vultus Persefone, deixou no grupo Universo Alternativo duas maravilhosas listas com um total 80 ideias pra postagens para quem quisesse fazer BEDA ou VEDA. Eu adorei e queria participar, mas tenho três blogs e não dá gente, não dá... Se eu tivesse um só eu já teria feito várias edições dos BEDAS!!

Eu fico bem triste de não poder ser parte deste projeto, mas é importante não me sobrecarregar com atividades que não garanto serem cumpridas. Estou e vou adorar acompanhar os posts das alt bloggers participantes.Mas o BEDA me inspirou e decidi fazer um mês de agosto mais ativo aqui no DIVA! Criei uma versão subvertida do projeto, o BAEDA: Blog ALMOST Every Day August! HAHAHA! (safadinha eu!)

Então meu primeiro post do "BAEDA" é Divagando sobre filmes de terror!
Escolhi esse tema de propósito porque sou fã de filmes de terror e assisto um punhado deles por mês. Sou uma "terrorífica". Este post não tem a intenção de ser resenha, nem análise séria, são apenas comentários aleatórios sem regra! :D


#1 O Enigma de Outro Mundo (The Thing, 1982)
Quem como eu é fã de H.P. Lovecraft já deve saber que esse filme é uma adaptação de seu conto "Nas Montanhas da Loucura", que é meu conto preferido do autor. Sim, eu prefiro este do que Cthulhu, me julguem! Na verdade é difícil escolher um conto preferido dele, mas vamos dizer que Nas Montanhas da Loucura me impressionou muitíssimo não tanto pela história em si, mas pela escrita, pela descrição dos lugares e pela mente visionária do escritor. Particularmente achei o O Enigma de Outro Mundo um filme bem bom. Não é igual ao livro mas o monstro é bem parecido assim como o começo da história. É um filme que vale a pena ser visto se você curte Lovecraft, frio e alienígenas. 

#2 XX
Como uma mulher fã de terror, sinto muita falta de representatividade. Onde estão as outras mulheres que gostam do gênero? Não é possível que existam tão poucas. 
Felizmente aos poucos tenho visto mulheres protagonizando atrás das câmeras. E foi com esta felicidade que descobri o XX, um filme com 4 histórias escritas por mulheres e cá entre nós: QUE HISTÓRIAS!!
Nada de cenas machistas e mulheres sendo tratadas como idiotas inocentes, sem as frescurites de "oh, você não viu o fantasma, você está louca" (porque a mulher é sempre "louca" nestes filmes, já reparou?). Esse  filme não tem nada disso! Não tem clichés! Assistam e vocês verão como precisamos urgente de mais mulheres no terror! De mais terror sob uma visão feminina e com menos machismo.
Fora a capa do filme, eu quero poster Djá!

#3 A Casa Silenciosa
História boa, final inesperado. Envolvendo coisas relacionadas à mulheres e machismo. Mas o que me fez assistir esse filme foi logo no começo perceber que ele parecia ter sido gravado num take só. NUM TAKE SÓ cêis tem noção? Vamos supor que realmente tenha sido assim gravado, eu fiquei imaginando o quanto os atores treinaram e treinaram e praticaram as emoções nos momentos certos, sem chance de errar por uma hora e meia. Pesquisei e há quem diga que não foi num take só, que há cortes, e bem, eu suspeito de uma cena em específico... Mas mesmo que tenha havido cortes, foi um trabalho bem feito e eu achei um máximo a sequência non stop.




#4 A Enviada do Mal
Esse filme de Osgood Perkins é bem lento, mas tem algo de fascinante naquelas adolescentes fora do padrão que ficaram isoladas no internato nas férias de inverno. Embora muitos criticaram negativamente este filme, eu gostei. Adorei na verdade.
Não é um filme padrão americano de terror. É misterioso: não te conta tudo sobre as personagens logo de cara, tudo vai se revelando aos poucos e às vezes até de forma confusa, demorei um pouco pra entender a abordagem em dois tempos diferentes. Trás um aspecto de solidão e desamparo. Uma das personagens encontra abrigo de uma forma super inesperada.


* NÃO LEIA ABAIXO SE NÃO QUER SPOILER. MAS PODE LER SE QUISER*

É um filme de possessão demoníaca. E de uma forma NADA convencional. Pra mim a melhor cena é quando a moça possuída pede ao demônio para não abandoná-la. Chega a ser triste, pois aí se vê o nível de solidão da personagem. É de partir o coração. A Rose é a Kat no futuro, que volta para tentar ser possuída novamente pelo demônio, ela chora quando percebe que o padre o afastou não apenas do internato mas do local todo. Eu senti a solidão da personagem quando foi rejeitada  e achei linda a cena final dela na neve.


#5 Caso 39.
Caso 39 tem umas passagens bem machistas chatinhas do clássico "você está louca" e de julgarem que a mulher perde a credibilidade porque está emotiva demais. Também não sou fã de mulheres "fracas", quero dizer, de mulheres que não sabem ser firmes na vida, e essa característica de personalidade da personagem é que me irritou enquanto assistia. Mas o filme é bom. Eu achei. Quero dizer, a história é bem construida e tem começo meio e fim, sem pontas soltas. E há uma associação do demônio com o nome Lilith.

#6 O Mistério da Passagem da morte.
Embora esse filme comece com uns jovens sendo bobinhos, ele me prendeu a atenção por ter um certo potencial. Fora que cita um dos casos que mais me fascina, o Incidente do Passo Dyatlov que ocorreu nos Montes Urais na Rússia. Serei sincera, o filme é até que bonzinho, me prendeu a atenção e me fez pensar que teria um baita fim. Mas desandou. Na hora que seria a melhor hora pra você encontrar uma versão dahora do que pode ter acontecido em 1959, o filme dá uma reviravolta HORROROSA que estragou a história! Sabe quando querem enfeitar algo que seria ótimo simples? Então. Às vezes o óbvio é a melhor escolha, acreditem. O roteiro desse filme falhou em apelar pra um dos finais mais decepcionantes que já vi. Uma pena.
(esse eu escreveria um final alternativo)

Todos estão no Netflix.
#BEDA